🔴 TRÊS AÇÕES LIGADAS À IA PODEM DOBRAR NOS PRÓXIMOS MESES – CONHEÇA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

NO ALVO

Lula e Moraes na mira: governo Trump acusa Brasil de censura e deterioração dos direitos humanos

Documento do Departamento de Estado dos EUA critica atuação do STF, menciona o presidente brasileiro e amplia pressão sobre Brasília em meio a mudanças na política externa norte-americana

Bandeiras do Brasil e EUA unidas
Imagem: IStock

Está claro que um novo momento nas relações diplomáticas entre Brasília e Washington já havia chegado antes deste dia. Mas, depois de fortes atritos no campo econômico e político, nesta quarta-feira (12) a Casa Branca levou o embate ao terreno dos direitos humanos, denunciando o que chamou de censura e violência presentes no Estado brasileiro, com foco especial na atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e na figura de Alexandre de Moraes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A situação dos direitos humanos no Brasil se deteriorou durante o ano. Os tribunais tomaram medidas amplas e desproporcionais para minar a liberdade de expressão e a liberdade na internet, bloqueando o acesso de milhões de usuários a informações em uma importante plataforma de mídia social em resposta a um caso de assédio”, afirma o relatório logo no primeiro parágrafo.

Dessa vez, a investida não veio de um post do presidente Donald Trump nem de um decreto assinado por ele, mas de um documento oficial do Departamento de Estado dos EUA, órgão equivalente ao Itamaraty no Brasil.

  • SAIBA MAIS: O CIO da Empiricus, Felipe Miranda, liberou gratuitamente a série Palavra do Estrategista, que reúne suas melhores ideias; acesse

O relatório integra uma série de documentos divulgados anualmente que avaliam os 196 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) e é considerado referência mundial, utilizado inclusive em tribunais dos EUA e internacionais.

A publicação desta quarta-feira (12), referente ao ano de 2024, era esperada entre março e abril, mas teve a data adiada pelo governo Trump.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além das denúncias sobre a situação dos direitos humanos no Brasil, o relatório também critica outros países e aponta que, na Europa, também há “abusos significativos de direitos humanos”.

Leia Também

DIVERSIFICAÇÃO GLOBAL

Seu salário, imóvel e investimentos têm o mesmo CEP, mas não deveriam — como começar a investir no exterior

ELEIÇÃO DE MEIO DE MANDATO

Do déficit fiscal à IA: o que está em jogo para os mercados com as eleições dos EUA, segundo o UBS

Já em El Salvador, para onde o governo Trump enviou vários imigrantes deportados e onde governa um aliado do republicano, Nayib Bukele, foi aprovada recentemente a reeleição ilimitada no país.

Lula, Moraes e os direitos humanos, segundo a Casa Branca

Entre as denúncias que citam falhas na segurança, direitos trabalhistas, liberdade de imprensa e violência cometida pelo Estado, o relatório menciona diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

No caso de Moraes, as críticas miram sua atuação na suposta censura de perfis nas redes sociais. O documento relata ordens tomadas pessoalmente pelo ministro para suspender mais de 100 contas de usuários na plataforma X (antigo Twitter).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A decisão, segundo o relatório, acabou “reprimindo desproporcionalmente a fala de defensores do ex-presidente Bolsonaro em vez de adotar medidas mais restritas para penalizar conteúdos que incitassem ações ilegais iminentes ou assédio”.

Lula é citado em um subtópico dedicado ao antissemitismo, no qual se destaca o aumento de ataques à população judaica no Brasil após os atentados terroristas do Hamas no território israelense em outubro de 2023.

O documento lembra que, em 2024, Lula declarou que “o que está acontecendo na Faixa de Gaza... é um genocídio”. Em seu discurso, ele comparou o ocorrido na Palestina ao “quando Hitler decidiu matar os judeus”.

Justiça, liberdade e violência

A atuação da Justiça brasileira é destacada em diversos trechos do documento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A Constituição proíbe prisões e detenções arbitrárias e garante o direito de as pessoas contestarem a legalidade de sua prisão ou detenção na justiça. O governo geralmente cumpriu esses requisitos; no entanto, figuras políticas e grupos de direitos alegaram que o governo manteve centenas de pessoas detidas por vários meses sem apresentar acusações, acusadas de participação nos protestos que levaram à invasão de prédios governamentais em 8 de janeiro de 2023, e que esses manifestantes tiveram negado acesso a advogados.”

Quanto à liberdade de expressão e de imprensa, a atuação do STF também recebeu atenção.

“O governo também suprimiu discursos politicamente desfavorecidos com base na justificativa de que constituíam ‘discurso de ódio’, um termo vago e desvinculado do direito internacional dos direitos humanos."

Quando os tópicos tratam de problemas não diretamente ligados ao governo brasileiro, a postura também é de cobrança.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As questões significativas de direitos humanos incluíram relatos críveis de: execuções arbitrárias ou ilegais; tortura ou tratamento cruel, desumano ou degradante; prisão ou detenção arbitrária; e graves restrições à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa, incluindo violência ou ameaças de violência contra jornalistas.”

Uma nova leitura do Departamento de Estado dos EUA

O novo relatório anual de direitos humanos dos Estados Unidos sofreu mudanças profundas na gestão de Trump. O documento, tradicionalmente usado como referência internacional para avaliar a situação de liberdades civis e garantias individuais, teve trechos críticos a aliados estratégicos do governo republicano fortemente reduzidos.

No caso de El Salvador, por exemplo, a nova versão afirma que não há “relatos críveis de abusos significativos de direitos humanos” — uma mudança radical em relação ao texto de 2023, que listava execuções ilegais, tortura e condições carcerárias severas.

A seção dedicada a Israel também foi encurtada, deixando de mencionar a crise humanitária e o número de mortos em Gaza, estimado em cerca de 61 mil pelo Ministério da Saúde local.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao mesmo tempo, o relatório ampliou as críticas a países com os quais Washington tem se desentendido em diversas frentes. Para países como Brasil e África do Sul, a linguagem ficou mais dura, destacando a deterioração de direitos e problemas institucionais.

No caso sul-africano, o documento fala em “passo preocupante em direção à expropriação de terras” e abusos contra minorias raciais, em sintonia com a narrativa usada por Trump para justificar uma ordem executiva que previa o reassentamento de afrikaners nos EUA.

A Europa também entrou no foco, com alertas sobre suposta supressão de líderes de direita e restrições à liberdade de expressão em países como Romênia, Alemanha e França.

Segundo funcionários do próprio Departamento de Estado, que falaram sob anonimato, o texto foi atrasado por meses para passar por uma reformulação alinhada à agenda America First.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Categorias inéditas como “Vida”, “Liberdade” e “Segurança da Pessoa” foram incluídas, enquanto relatos sobre temas como direitos LGBTQI foram, em grande parte, omitidos. 

A porta-voz Tammy Bruce justificou as alterações afirmando que a intenção foi tornar o material mais legível e menos “politicamente tendencioso”, mas evitou responder sobre exclusões específicas.

Críticos, como o ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA, Josh Paul, afirmam que o resultado se aproxima mais de “propaganda” do que de um relatório democrático e isento.

As mudanças acontecem em meio à reestruturação do próprio Departamento de Estado, que incluiu a demissão de centenas de profissionais do Bureau de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, setor historicamente responsável pela elaboração do relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para figuras influentes do governo, como o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a prioridade agora é reorientar o documento para refletir os chamados “valores ocidentais”.

*Com informações da Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, fala de pé, em frente a um púlpito, durante coletiva de imprensa na sede do banco central norte-americano, em Washington, D.C. 29 de outubro de 2026 - 15:15
Manifestantes marcham a partir da Place de la République durante os mais recentes protestos estudantis, em 17 de outubro de 2026, em Paris, França. "Coletes Amarelos" se uniram a manifestantes de escolas francesas para um fim de semana de mobilização. 19 de outubro de 2026 - 14:29
Elon Musk, fundador da Tesla, SpaceX, Neuralink e Starlink 15 de outubro de 2026 - 19:45

MAIS PERTO DO QUE PARECE?

De Marte para a sua carteira: o que muda se Elon Musk juntar Tesla e SpaceX

15 de outubro de 2026 - 19:45
Logo da marca Apple em uma fachada de prédio 14 de outubro de 2026 - 17:16
Wall Street, mercado norte-americano, EUA, bolsas carteira internacional 14 de outubro de 2026 - 14:06
A mão de um robô humanoide segura várias cédulas de dólar 13 de outubro de 2026 - 17:32
Em um fundo rosa claro, vários dispositivos da Apple para o lar aparecem na parte inferior da imagem. Na parte superior, a frase: Welcome, HomeView 13 de outubro de 2026 - 13:31
Montagem que traz o prédio da Apple ao lado esquerdo, com o símbolo da maçã ao lado, e Elon Musk no lado direito, olhando para a maçã 12 de outubro de 2026 - 18:45
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 12 de outubro de 2026 - 16:31
Imagem gerada por IA mostra Warren Buffett lendo 'A Arte da Guerra' na frente de uma lareira. 12 de outubro de 2026 - 11:57
prêmio nobel 10 de outubro de 2026 - 7:48

UM RISCO NEM TÃO ADMINISTRADO ASSIM

O Nobel de Economia que alertou para o risco e viu seu fundo perder 44% em um mês

10 de outubro de 2026 - 7:48
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 9 de outubro de 2026 - 18:31
prêmio nobel 9 de outubro de 2026 - 8:35
prêmio nobel 8 de outubro de 2026 - 8:49
prêmio nobel 7 de outubro de 2026 - 10:17
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar