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VAI SUBIR OU CAIR

EUA tomam petroleiro na costa da Venezuela — o que pode acontecer com os preços de petróleo? 

As cotações operam em queda nesta quinta-feira (11), com os investidores concentrados nas negociações de paz entre Ucrânia e Rússia; entenda o que mexe com o mercado agora

Barril de petróleo sobre dólares
Imagem: DALL-E/ChatGPT

O governo de Donald Trump acusa a Venezuela de traficar narcóticos para os EUA e intensificou esforços para isolar o presidente Nicolás Maduro nos últimos meses. Caracas — que possui algumas das maiores reservas de petróleo do mundo — acusa Washington de tentar roubar seus recursos. Essa queda de braço ganhou um novo capítulo com os norte-americanos tomando um petroleiro venezuelano na quarta-feira (10). 

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Quem olha para o mercado de petróleo nesta quinta-feira (11), no entanto, não vê sinais da tensão entre EUA e Venezuela nos preços. Quem explica o motivo é James Hyerczyk, analista de commodities da FX Empire.  

Segundo ele, os preços do petróleo recuam hoje com a atenção voltada para as negociações de paz em andamento entre Rússia e Ucrânia

“Comentários do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, sugeriram uma melhora na comunicação após a visita do enviado dos EUA, Steve Witkoff, com Moscou apresentando novas propostas de segurança a Washington. Os investidores interpretaram as declarações como um fator de desescalada temporária, pressionando a previsão mais recente de alta para os preços do petróleo”, disse.

Na manhã desta quinta-feira (11), os contratos futuros do petróleo Brent — usado como referência no mercado internacional e pela Petrobras (PETR4) — e do West Texas Intermediate  (WTI) dos EUA recuavam mais de 1%.  

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EUA versus Venezuela: a tensão pode fazer o preço do petróleo explodir? 

Embora o mercado de petróleo enfrente uma correção nesta quinta-feira (11), na sessão anterior, o Brent e o WTI fecharam em alta — +0,44% e +0,36%, respectivamente — impulsionados por preocupações com a oferta relacionadas à apreensão do petroleiro na costa da Venezuela.  

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Embora o evento tenha animado brevemente o mercado, analistas alertaram que o impacto ainda não se materializou nos fluxos.  

Segundo Emril Jamil, analista sênior em commodities da LSEG, qualquer escalada adicional relacionada à apreensão poderia injetar volatilidade substancial nos preços de referência do petróleo. 

“Até agora, a apreensão do petroleiro não afetou o mercado, mas uma escalada adicional deve impor forte volatilidade aos preços do petróleo”, disse Jamil, acrescentando que “o mercado permanece em suspenso, aguardando o progresso do acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.” 

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Como se trata de um evento recente, Jamil e Hyerczyk não fizeram previsões sobre até onde o preço do petróleo pode chegar diante de possíveis desdobramentos das tensões entre Washington e Caracas. 

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A apreensão do petroleiro venezuelano — e os desdobramentos 

“Acabamos de apreender um petroleiro na costa da Venezuela, um petroleiro grande, muito grande, o maior de todos os tempos, na verdade, e outras coisas estão acontecendo”. Foi assim que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou ao mundo a apreensão do petroleiro venezuelano na quarta-feira (10).

Na ocasião, as autoridades norte-americanas não divulgaram o nome da embarcação, mas o grupo britânico de gestão de riscos marítimos Vanguard afirmou que o petroleiro, Skipper, teria sido apreendido na costa da Venezuela. 

Ao divulgar um vídeo da apreensão, a procuradora-geral dos EUA Pam Bondi descreveu a embarcação como um "petroleiro usado para transportar petróleo bruto sancionado da Venezuela e do Irã". 

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Caracas denunciou prontamente a ação, classificando-a como um ato de "pirataria internacional".  

O governo Trump acusa a Venezuela de contrabandear narcóticos para os EUA e intensificou seus esforços para isolar Maduro nos últimos meses. A Venezuela, por sua vez, acusa Washington de tentar roubar seus recursos. 

Nesse jogo de empurra, operadores e fontes do setor dizem que compradores asiáticos estão exigindo grandes descontos do petróleo bruto venezuelano, pressionados pelo aumento das importações de petróleo sancionado da Rússia e do Irã, e pelos riscos crescentes de carregamento no país sul-americano, à medida que os EUA reforçam a presença militar no Caribe. 

O petróleo (e os investidores) na direção de Rússia e Ucrânia 

Os investidores estão mais focados nos desdobramentos das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia.  

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Líderes de Reino Unido, França e Alemanha conversaram por telefone com Trump para discutir os esforços de paz mais recentes de Washington para pôr fim à guerra na Ucrânia, naquele que consideraram um “momento crítico” do processo.  

Pela primeira vez, drones ucranianos atingiram uma plataforma de petróleo pertencente à Rússia no Mar Cáspio, interrompendo a extração de petróleo e gás da instalação, de acordo com uma fonte do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) falando à Reuters nesta quinta-feira (11).  

*Com informações da Reuters e da CNBC 

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