Crise na China derruba bilheterias: Nem as telonas de cinema conseguiram bater de frente com a tempestade econômica no gigante asiático
Em 2024, as bilheterias chinesas desabaram 23% em 2024 em comparação com o ano anterior, para uma arrecadação em torno de R$ 35,9 bilhões, de acordo com o China Film News

A sala escura, o som envolvente e a promessa de uma fuga da realidade por algumas horas. Em tempos difíceis, o cinema sempre foi um refúgio acessível para milhões de pessoas ao redor do mundo. Mas, na China, nem mesmo a magia da sétima arte conseguiu resistir em 2024 à tempestade econômica que assola o país.
Em 2024, as bilheterias chinesas desabaram 23% em comparação com o ano anterior, para uma arrecadação de apenas 42,5 bilhões de yuans (algo em torno de R$ 35,9 bilhões), de acordo com o China Film News, um jornal oficial da Administração de Cinema da China.
O montante ainda representa uma queda de 34% em relação a 2019 — o último grande ano para o cinema chinês antes da pandemia do novo coronavírus e de uma série de desafios econômicos.
O desempenho fraco nas receitas gerais das bilheterias também deveu-se ao número reduzido de lançamentos.
Apenas 612 filmes foram produzidos em 2024, um tombo significativo frente aos 792 lançados em 2023.
E, quando menos histórias chegam às telonas, menos pessoas têm motivos para sair de casa e comprar um ingresso.
Leia Também
Não trata-se de uma questão única da China, no entanto. Esse cenário se repete globalmente, com a produção de filmes caindo 17% entre julho e setembro de 2024, de acordo com dados da ProdPro.
China: cinemas vazios, bolsos apertados
A raiz do problema não está nas salas escuras, mas fora delas.
A economia chinesa está atolada em uma crise imobiliária prolongada, com milhões de cidadãos vendo suas economias evaporarem conforme o mercado de imóveis — principal forma de investimento na China — desmorona.
A confiança do consumidor está no nível mais baixo em anos, e o desemprego entre os jovens segue alarmante.
Nas grandes metrópoles chinesas, como Pequim e Xangai, a sensação de insegurança financeira é ainda mais evidente.
O consumo caiu drasticamente, e o entretenimento — mesmo algo relativamente acessível como um ingresso de cinema — passou a ser considerado um luxo dispensável.
Além disso, inúmeros espectadores decidiram trocar as salas de cinema pelas plataformas de streaming, em uma mudança catalisada pelas dificuldades econômicas vividas no país, segundo analistas da plataforma chinesa de dados de entretenimento Beacon Professional.
Um respiro temporário
Em uma tentativa de estancar a sangria, em 2024, a China Film Administration lançou um programa de subsídios para tentar impulsionar as fracas bilheterias.
De acordo com a agência de notícias oficial Xinhua, vários bancos e plataformas de reservas online gastarão, juntos, cerca de 600 milhões de yuans (R$ 507 milhões) oferecendo ingressos com desconto e sorteios para aumentar o número de espectadores em 2025.
No entanto, na avaliação de especialistas, essas ações são, no máximo, um alívio temporário.
*Este texto contou com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial.
**Com informações da CNN e do Financial Times.
BALANÇOS
Foguete decola, streaming trava: SpaceX sobe e Netflix cai após resultados trimestrais; entenda os números
20 de outubro de 2026 - 20:09DE PARIS A MARSELHA
Ruas em chamas na França, mercados pegam fogo na Europa — e isso mexe com os investimentos
19 de outubro de 2026 - 14:29A ELEIÇÃO E O SEU BOLSO
EUA entre a espada e a espada: como guerras, inflação e eleições de meio de mandato pressionam Trump e mexem com a sua carteira
19 de outubro de 2026 - 7:14MAIS PERTO DO QUE PARECE?
De Marte para a sua carteira: o que muda se Elon Musk juntar Tesla e SpaceX
15 de outubro de 2026 - 19:45PERFIL
Avó piloto, formado pela Ferrari e agora na Fórmula 1: quem é Rafael Câmara, anunciado pela Haas para 2027
15 de outubro de 2026 - 13:39QUEM VÊ CLOSE, NÃO VÊ CORRE
Como a Apple deixou a desconfiança para trás e alcançou (de novo) a marca de US$ 5 trilhões em valor de mercado
14 de outubro de 2026 - 17:16PENALIDADE BILIONÁRIA
US$ 1,2 bilhão na conta: multa vira dor de cabeça no balanço deste gigante dos EUA; ações sentem o baque
14 de outubro de 2026 - 14:06RETORNO INCERTO?
Cassino da inteligência artificial? O alerta do presidente da Broadcom que fez tremer as ações de chips
13 de outubro de 2026 - 17:32HUB PARA CASA
E agora, Elon Musk? O lançamento da Apple que faz a ação subir para a terceira maior alta em Nova York
13 de outubro de 2026 - 13:31EM XEQUE
iPhone com os dias contados? Como a Starlink de Elon Musk pode acabar com o império da Apple
12 de outubro de 2026 - 18:45VENCEDORES DA TEMPORADA
Empresas do S&P 500 devem lucrar 31% mais no 3T26 — e esses dois setores devem largar na frente
12 de outubro de 2026 - 16:31BIBLIOTECA BÁSICA
A regra milenar de ‘A Arte da Guerra’ que Warren Buffett usa para evitar derrotas na bolsa
12 de outubro de 2026 - 11:57UM RISCO NEM TÃO ADMINISTRADO ASSIM
O Nobel de Economia que alertou para o risco e viu seu fundo perder 44% em um mês
10 de outubro de 2026 - 7:48A ÚLTIMA PERNADA
S&P 500 pode dar um sprint final até dezembro — mas investidor não deve ignorar uma pedra no caminho
9 de outubro de 2026 - 18:31PEGADINHA NORUEGUESA?
“Achei que fosse brincadeira”: quem é Navi Pillay, a vencedora do Nobel da Paz de 2026
9 de outubro de 2026 - 8:35OUSADIA PREMIADA
Canadense Anne Carson dá sopro de poesia ao Prêmio Nobel de Literatura
8 de outubro de 2026 - 8:49É SÓ O COMEÇO
O melhor está por vir para a TSMC após alta de 55% no ano. Entenda o que a Nvidia e Elon Musk têm a ver com o futuro das ações
7 de outubro de 2026 - 17:05SHERLOCKS DOS AMINOÁCIDOS
Mistério sobre a origem da vida: Nobel de Química premia dupla que resolveu enigma de mais de um século
7 de outubro de 2026 - 10:17ICECUBE
Telescópio instalado na Antártida ajuda a desvendar segredos do universo e rende Nobel a cientista belga
6 de outubro de 2026 - 8:38CONHECENDO MELHOR O CÉREBRO