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Representantes de Washington e Pequim estiveram reunidos na Suíça neste sábado (10) em busca de entendimento sobre as tarifas, mas não chegaram a uma conclusão — conversas continuam neste domingo (11)
Nem mesmo a suntuosa vila do embaixador das Nações Unidas (ONU) em Genebra, na Suíça, foi capaz de convencer norte-americanos e chineses a fechar neste sábado (10) um acordo para acabar com a guerra comercial de Donald Trump.
Os representantes dos dois países não conseguiram chegar a um entendimento, mas devem voltar a se reunir neste domingo (11) para seguir com as conversas.
O encontro deste sábado foi liberado pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, e pelo vice-primeiro-ministro chinês, He Lifang, e durou mais de dez horas.
Até a publicação desta matéria, não havia indicação de que algum avanço nas negociações sobre as tarifas havia sido alcançado.
A China classificou as primeiras conversas como um "passo importante" para acabar com a guerra comercial iniciada por Trump.
"O contato estabelecido na Suíça é um passo importante para promover a resolução do problema", disse um comentário publicado pela agência de notícias oficial Xinhua, sem dar detalhes sobre o progresso das negociações.
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A delegação dos EUA ainda não havia se manifestado, mas o secretário de Comércio norte-americano, Howard Lutnick, havia manifestado interesse em um acordo.
"O presidente [Donald Trump] gostaria de resolver o problema com a China. Como ele disse, ele gostaria de neutralizar a situação", disse Lutnick na sexta-feira (9) à Fox News.
Trump sugeriu na sexta-feira (9), antes das negociações comerciais, que estava disposto a reduzir as tarifas sobre a China para 80%, uma taxa que muitas empresas provavelmente ainda considerariam alta.
“Tarifa de 80% sobre a China parece correta! A decisão é do Scott B”, disse Trump em uma publicação no Truth Social, referindo-se à reunião de hoje (10) entre o Bessent e He, na Suíça.
O republicano disse ainda que quatro ou cinco acordos comerciais sairão em breve e que isenções de 10% das tarifas são possíveis, mas que sempre haverá uma "taxa básica de 10%".
"Quero que a China se dê bem, mas o comércio não estava justo. Espero um acordo justo com eles", disse Trump.
Vale lembrar que ontem (9), os EUA e o Reino Unido anunciaram o primeiro acordo comercial depois do tarifaço de Trump.
O acordo prevê que autoridades norte-americanas devem considerar tarifas mais baixas sobre bens britânicos ao aplicar futuramente alíquotas em setores investigados pela Seção 232.
*Com informações da CNBC e do Estadão Conteúdo
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