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A empresa do setor de educação conseguiu reverter o prejuízo em lucro no quarto trimestre de 2024, mas existem pontos de alerta nas linhas do balanço
Dizem que depois da tempestade, vem a bonança. No caso da Yduqs (YDUQ3), depois do balanço, veio a forte alta da ação. Os papéis da empresa do setor de educação surgiram entre as maiores altas do Ibovespa nesta terça-feira (18) na esteira dos resultados do quarto trimestre, mas tem banco dizendo que não é hora de colocar os ativos na carteira.
Por volta de 13h10, as ações YDUQ3 avançavam 7,35%, cotadas a R$ 12,27, a segunda maior alta do Ibovespa. No ano, os ativos acumulam alta de 43,5%. No mesmo horário, o principal índice da bolsa brasileira subia 0,37%, aos 131.320,85 pontos.
Para entender melhor o comportamento da ação da empresa, é preciso olhar para os resultados. Entre outubro e dezembro do ano passado, a Yduqs alcançou lucro líquido de R$ 13,8 milhões, revertendo prejuízo de R$ 120,3 milhões de um ano antes.
Se considerarmos o critério ajustado, o lucro somou R$ 61,8 milhões, o que representa um aumento de 433,3% na mesma base de comparação. No consolidado de 2024, o lucro líquido totalizou R$ 341,2 milhões, crescimento anual de 120,6%.
O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 361,5 milhões no período, alta anual de 59,3%. Já o indicador ajustado fechou o último trimestre com crescimento de 14,6%, a R$ 395,2 milhões.
A receita líquida da Yduqs somou R$ 1,266 bilhão no quarto trimestre, avanço de 3% na comparação anual, enquanto no consolidado de 2024 aumentou 4% ante 2023, para R$ 5,351 bilhões.
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Para o Citi, a Yduqs entregou resultados decentes no quarto trimestre de 2025, com receitas amplamente em linha com as estimativas. Segundo o banco, tendências mais fracas de receita no campus (-3% ante um ano) e digital (-2%) foram compensadas por receitas premium crescentes (+19%).
Os analistas Leandro Bastos e Renan Prata destacam que o Ebitda ajustado excedeu ligeiramente o esperado em 3%, auxiliado pela menor taxa de take rate de Ensino a Distância (EAD) e despesas de inadimplência mais brandas. O lucro líquido ajustado também ficou acima das estimativas do Citi, auxiliado por impostos positivos.
Para o Itaú BBA, o resultado da Yduqs superou as expectativas. Segundo o banco, apesar do crescimento modesto de 3% da receita líquida na base anual, o fluxo de caixa e as margens vieram melhores que o previsto.
“A lucratividade superou nossas expectativas em 1,8 ponto percentual (pp), com uma melhora de 3,2 pp na base anual, levando à geração de fluxo de caixa para o trimestre e uma dívida líquida estável”, disseram os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Generali Marquezini e Felipe Amancio.
O trio também destacou que — embora os cursos presenciais e digitais tenham mostrado uma redução de 6% e 10% na comparação anual nos volumes de admissão, respectivamente — houve, em compensação, um crescimento de 95% nos cursos semipresenciais.
Na mesma linha do BBA, o Bradesco BBI considera que os resultados do quarto trimestre da Yduqs foram positivos, com lucros e perdas em linha com as estimativas do banco, mas fluxo de caixa livre para o acionista mais forte.
Segundo os analistas Márcio Osako e Valéria Parini, o principal destaque foi a redução da dívida líquida de R$ 92 milhões no trimestre, ajustando-se a uma recompra de R$ 70 milhões e R$ 195 milhões das aquisições da Newton Paiva e da Edufor, totalizando R$ 323 milhões em 2024.
A dupla também ressalta que a Yduqs anunciou um dividendo de R$ 150 milhões, totalizando R$ 530 milhões em retorno aos acionistas em um ano.
O Goldman Sachs diz que o desempenho da Yduqs no trimestre representa uma ligeira superação operacional em relação às previsões do banco e isso se deve, principalmente, por margens melhores do que o esperado — particularmente nos segmentos premium e de aprendizagem digital.
Além disso, o Goldman saudou a manutenção das tendências saudáveis de geração de fluxo de caixa, ajudadas por dias de recebíveis permanecendo estáveis, o que impulsionou um forte ebitda para geração de fluxo de caixa operacional de 122%.
O Citi pondera que a orientação da Yduqs para a admissão no primeiro trimestre foi mista, com o ensino presencial e o ensino à distância ficando aquém das estimativas, enquanto o ensino híbrido continua a todo vapor.
"Acreditamos no suporte das ações hoje devido às tendências mais fortes do fluxo de caixa livre para o acionista. Dito isso, tendências operacionais fracas para o presencial e ensino a distância continuam sendo uma área de atenção daqui para frente", afirmam os analistas.
O banco manteve a recomendação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 11 — o que representa uma desvalorização de 3,8% com relação ao último fechamento.
Já o Itaú BBA possui recomendação de compra para as ações da Yduqs, também com preço-alvo de R$ 11.
Na mesma linha, o Bradesco BBI reiterou a recomendação de compra para os papéis da empresa, com base no valuation de 9,4 vezes a relação entre preço e lucro para 2025 e um fluxo de caixa livre para o acionista com rendimento de 11% para 2025, apesar da Selic mais alta.
O preço-alvo fixado pelo banco para as ações da Yduqs é de R$ 16, o que representa um potencial de valorização de aproximadamente 40% sobre o último fechamento.
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