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O movimento ocorre em um momento de pressão sobre as ações da WEG, queridinha dos investidores, mas que neste ano acumula queda da ordem de 30%
Em busca de se modernizar, a WEG (WEGE3) anunciou um investimento de US$ 77 milhões em sua fábrica de transformadores especiais nos EUA. A instalação está localizada na vizinhança da Casa Branca, em Washington, capital norte-americana.
O objetivo da companhia é elevar a capacidade produtiva em 50%, segundo fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta terça-feira (23).
O investimento visa à produção de transformadores que desempenham um papel relevante no suporte à expansão da manufatura industrial, dos data centers e da estabilidade da rede elétrica nos EUA, de olho em fortalecer a posição da companhia no país.
“Essa modernização fortalece a posição da WEG em segmentos estratégicos, críticos para a expansão da infraestrutura elétrica nos EUA”, diz o comunicado.
O movimento ocorre em um momento de pressão sobre as ações da WEG, queridinha dos investidores. Neste ano, os papéis da companhia acumulam queda da ordem de 30%, na contramão do Ibovespa.
Entre os fatores para a retração estão a valorização do real frente ao dólar, a frustração com os resultados do segundo trimestre e os reflexos da guerra comercial entre Brasil e EUA.
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A imposição de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA gerou apreensão entre investidores, já que a WEG exporta bastante para o país.
Apesar das preocupações tarifárias, a WEG afirma que menos de um terço do que vende nos EUA é produzido no Brasil.
A medida, porém, levantou dúvidas sobre a competitividade da empresa no mercado norte-americano. Em resposta, a WEG anunciou planos para redirecionar parte da produção para unidades no México, na Índia e em Portugal.
No fim de julho, a WEG reportou um lucro líquido de R$ 1,59 bilhão referente ao segundo trimestre de 2025 (2T25). Em comparação com o mesmo período de 2024, houve alta de 10,4%.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mensura o potencial de geração de caixa operacional, chegou a R$ 2,26 bilhões no 2T25, alta de 6,5% na comparação anual e crescimento de 4% frente ao 1T25.
A margem Ebitda de 22,1% foi 0,8 ponto percentual menor do que no 2T24, mas 0,5 ponto percentual superior ao trimestre anterior.
A receita operacional líquida apresentou crescimento de 10,1% sobre o segundo trimestre de 2024, atingindo R$ 10,21 bilhões, com leve alta de 1% no mercado interno e salto de 17,3% no mercado externo.
Apesar do crescimento, a última linha ficou entre 6% e 7% abaixo do esperado pelo mercado. A frustração foi puxada especialmente pela fraqueza nas operações no Brasil, segundo apontaram os analistas do BTG Pactual, Itaú BBA e Banco Safra.
Houve um crescimento mais fraco da receita, abaixo do consenso, e sinais de desaceleração em segmentos importantes, como geração eólica e projetos industriais.
*Com informações do Money Times
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