Vigilantes do Peso sucumbe à concorrência do Ozempic e pede recuperação judicial nos Estados Unidos
Ícone das dietas fundado na década de 1960 é vítima do espírito do tempo e se viu obrigada a reestruturar dívida com credores, em meio a um passivo de US$ 1,5 bilhão

A WeightWatchers (Vigilantes do Peso, no Brasil), empresa referência mundial no setor de emagrecimento, está se preparando para entrar com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos nas próximas semanas.
O movimento ocorre após a companhia fechar um acordo de reestruturação de dívida com a maioria de seus credores, em meio à pressão de um passivo de aproximadamente US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8,5 bilhões) e à queda de receita causada pela ascensão de medicamentos para perda de peso, como o Ozempic.
Pedido pré-acordado deve agilizar recuperação
A empresa deve recorrer a um pre-packaged filing, modelo de pedido de RJ pré-acordado previsto na legislação norte-americana (Chapter 11), que permite uma recuperação judicial mais rápida e com menor impacto operacional. As fontes ouvidas indicam que as atividades diárias da empresa não devem ser interrompidas e que a WeightWatchers pretende continuar sendo negociada na bolsa.
- VEJA MAIS: Ação brasileira da qual ‘os gringos gostam’ tem potencial para subir mais de 20% em breve; saiba o porquê
Apesar disso, os detalhes do plano ainda podem sofrer alterações antes do anúncio oficial. Representantes da dona do programa Vigilantes do Peso e dos assessores financeiros envolvidos — como PJT Partners, Houlihan Lokey e o escritório Gibson Dunn & Crutcher — não comentaram o assunto até o momento.
Queda vertiginosa nas ações da Vigilantes do Peso
O cenário financeiro da WeightWatchers se deteriorou rapidamente nos últimos anos. Os títulos de US$ 500 milhões da companhia com vencimento em 2029 e rendimento de 4,5% foram recentemente negociados a apenas 20 centavos por dólar, um sinal claro de desconfiança do mercado.
As ações da empresa fecharam a menos de US$ 0,15 nesta quarta-feira (24) — uma queda drástica em comparação ao pico pós-pandemia, quando os papéis chegaram a ser negociados por mais de US$ 40.
Leia Também
Transformação de mercado e concorrência inesperada
Fundada na década de 1960 e conhecida por seus tradicionais planos de dieta e produtos alimentícios, a Vigilantes do Peso vem enfrentando uma mudança radical no comportamento dos consumidores, que passaram a buscar alternativas como terapias médicas e uso de medicamentos para controle de peso.
- LEIA MAIS: O Lifestyle do Seu Dinheiro chegou para te manter atualizado sobre as principais tendências de comportamento e consumo; receba nossa newsletter gratuita
O surgimento e a popularização de remédios como o Ozempic e o Wegovy, originalmente desenvolvidos para o tratamento de diabetes e que apresentaram resultados expressivos na perda de peso, alteraram drasticamente o mercado em que a WeightWatchers sempre atuou como líder.
TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA
JBS (JBSS32) fecha capital e J&F quer ser aberta no Brasil: o que muda para o investidor em ações e debêntures na B3
22 de setembro de 2026 - 11:43DE A PARA B
Entre JBS e J&F: o xadrez financeiro dos irmãos Batista na B3
21 de setembro de 2026 - 19:37PREPAREM O BOLSO
Dividendos e JCP: empresas anunciam mais de R$ 600 milhões aos acionistas; saiba quem paga e quando receber
21 de setembro de 2026 - 19:13SINERGIAS
Fusão com a Afya pode turbinar lucro da Yduqs (YDUQ3) e deixar ação mais barata, segundo Itaú BBA; veja o possível prêmio
21 de setembro de 2026 - 17:41A PENEIRA DOS BANCÕES
Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil: BofA escolhe seu favorito na B3 — e deixa uma ação de escanteio
21 de setembro de 2026 - 15:57ALÉM DAS FRONTEIRAS
Petrobras acena com descobertas de gás na Colômbia. Aonde a estatal quer chegar?
21 de setembro de 2026 - 14:04ACESSO AO MERCADO DE CAPITAIS
J&F, dos irmãos Batista, pede registro de companhia aberta na CVM: entenda o plano da gigante para ser mais que uma holding
21 de setembro de 2026 - 11:04MAIS UM PASSO
Braskem (BRKM5) vai deixar a B3? CVM dá sinal verde para OPA. Saiba o que isso significa para os acionistas minoritários da petroquímica
21 de setembro de 2026 - 10:42MARGEM EQUATORIAL
Petrobras (PETR4) e MPF entram em briga pela exploração de petróleo na Foz do Amazonas. Qual é o impasse?
21 de setembro de 2026 - 10:29ENTREVISTA EXCLUSIVA
Bradesco (BBDC4) está prestes a receber R$ 10 bilhões para crescer, mas não vai acelerar: “Não queremos voo de galinha”, diz CFO
21 de setembro de 2026 - 6:15COMPRA OU VENDER
Vale (VALE3) no olho do furacão? CEO da mineradora abre o jogo; Citi e Itaú BBA dizem o que você deve fazer com a ação
20 de setembro de 2026 - 13:33MERCADO USA A RÉGUA ERRADA?
Citi sobe o preço-alvo de BTG Pactual (BPAC11) e vê espaço para ação se descolar dos bancões
19 de setembro de 2026 - 16:55VAI PINGAR POR AÍ?
Porto (PSSA3), Totvs (TOTS3) e Fleury (FLRY3) colocam R$ 636 milhões em JCP no radar; veja quem tem direito
19 de setembro de 2026 - 15:47QUEM ESCOLHE QUEM FISCALIZA?
Perto do dono, longe da autonomia? O dilema da independência nos conselhos das empresas da bolsa
19 de setembro de 2026 - 12:38POR DENTRO DO NEGÓCIO
Cheque bilionário do Itaú (ITUB4) para a Eztec (EZTC3) deve impactar mercado de escritórios em São Paulo
18 de setembro de 2026 - 18:34PISOU NO FREIO
A maré virou para os bancões? Safra corta preço-alvo de Itaú, Bradesco e Banco do Brasil. Ainda vale apostar em alguma dessas ações?
18 de setembro de 2026 - 16:46LOJA COMPLETA