O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O banco de André Esteves pretende incorporar integralmente o Pan, transformando-o em uma subsidiária completa do grupo BTG. Entenda o que vem pela frente
As ações BPAN4 passaram a liderar, com folga, a lista de maiores altas da bolsa brasileira nesta terça-feira (14) com a notícia de que o tão esperado fechamento de capital do Banco Pan finalmente sairá do papel. Na noite passada, o BTG Pactual (BPAC11) anunciou que vai incorporar integralmente o banco especializado em crédito de veículos e consignado, transformando-o em uma subsidiária indireta e completa do grupo.
Logo na abertura do pregão, os papéis do Pan saltavam 26,75%, cotados a R$ 9,76 na B3. Já as units BPAC11 recuavam 1,59%, a R$ 46,56, em um movimento de ajuste nas cotações.
Quanto à estrutura da transação, o BTG vai usar as próprias units BPAC11 como moeda, em uma relação de troca com as ações BPAN4 (veja detalhes abaixo). Com base nas cotações de ontem, a incorporação deve custar R$ 2,765 bilhões — o equivalente a um prêmio da ordem de 30%.
Atualmente, o BTG já detém quase 77% do Pan, que se tornou o canal do banco para atender os clientes da classe C.
Com a incorporação, o banco pretende absorver as ações BPAN4 ainda em circulação no mercado — cerca de 21,6% do total de papéis emitidos e 44,9% das ações preferenciais — e migrar os atuais acionistas do Pan para a base acionária do BTG.
A transação se dará por meio da subsidiária Banco Sistema — antigo Bamerindus, que já foi um dos maiores do bancos do país, enfrentou problemas financeiros e foi adquirido pelo banco de André Esteves após uma liquidação extrajudicial em 2014.
Leia Também
Com a operação, o BTG também pretende incorporar o Sistema, realizando duas incorporações com uma só cajadada.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Pan informou que fará “todas as análises e procedimentos necessários para avaliação da operação”.
A expectativa do BTG é concluir a transação ainda neste ano.
O BTG oferecerá como contrapartida aos atuais acionistas do Pan as units BPAC11, compostas por uma ação ordinária e duas preferenciais classe A.
Em outras palavras, o objetivo do banco é usar suas próprias ações — bastante apreciadas na bolsa, com valorização de 72% em 2025 — como moeda de troca.
A relação de troca foi definida assim: cada ação preferencial do Pan valerá 0,2128 unit do BTG, ou, em outras palavras, cada 4,7 ações preferenciais BPAN4 se transformarão em uma unit BPAC11.
Com base nas cotações de ontem dos papéis, o acordo concede um prêmio superior a 30% em relação ao fechamento de mercado das ações preferenciais do Pan na véspera.
Atualmente, o valor de mercado do Pan é de aproximadamente R$ 4,7 bilhões, com alta de 21% desde o início do ano.
Com a operação, as ações BPAN4 deixarão de ser negociadas na bolsa de valores.
O BTG Pactual se tornou sócio do Banco Pan em 2011, mas apenas em 2021 assumiu o controle pleno, adquirindo a fatia que ainda pertencia à Caixa Econômica Federal. Desde então, o banco aumentou gradualmente sua participação por meio de compras no mercado.
De acordo com o BTG, a decisão de consolidar as duas instituições está ligada a sinergias operacionais e estratégicas.
O objetivo é criar uma única instituição financeira listada, capaz de oferecer uma gama mais ampla de produtos para diferentes perfis de clientes, aumentar a eficiência, diversificar o portfólio e ganhar escala.
Segundo o BTG, a operação trará benefícios significativos tanto para o banco quanto para os acionistas do Pan.
Além disso, a incorporação permitirá simplificar a estrutura administrativa e societária do grupo, reduzir custos redundantes e facilitar o acesso a capital para os planos de crescimento do BTG.
O banco destaca que não prevê custos relevantes para implementar a transação, mesmo considerando as despesas com assessoria.
A instituição também diz que não vê grandes riscos para a implementação da operação. Contudo, a transação depende de aprovações regulatórias.
Qualquer aumento de capital no Banco Sistema e no BTG Pactual, bem como ajustes nos estatutos sociais das companhias, precisará ser avaliado e aprovado pelo Banco Central.
Se todas as aprovações necessárias forem obtidas, os acionistas do Pan passarão a deter cerca de 1,5% do capital social do BTG, nas contas da XP Investimentos.
Para a XP Investimentos, o fechamento de capital do Banco Pan já era algo demandado pelos investidores há algum tempo — e, com o prêmio de 30% oferecido agora pelo BTG, há uma chance maior de que o negócio seja concretizado.
Segundo os analistas, embora a transação seja pequena, ela é marginalmente positiva para o BTG, que deixa de ter de lidar com outro grupo de acionistas minoritários e simplifica a gestão das operações.
Na visão do Itaú BBA, a oferta é lucrativa para ambos os lados. “Trata-se de uma oferta financeiramente sólida e um movimento comercial positivo. O BTG encontra mais uma transação que pode beneficiar seus acionistas e seu ecossistema”, avaliaram os analistas.
Segundo os analistas, o verdadeiro brilho do negócio está nos ganhos relevantes de agilidade operacional e de controle estratégico em uma operação bancária que se encaixa diretamente na trajetória de crescimento de longo prazo do BTG.
Eles avaliam que, se a operação for concluída, há ganhos potenciais por meio da carteira de empréstimos, monetização de créditos tributários, economia com despesas gerais e administrativas (SG&A) e benefícios fiscais.
Nas contas do Itaú BBA, o BTG pode obter benefícios adicionais com a monetização mais rápida dos créditos fiscais de cerca de R$ 4,5 bilhões do Pan e, eventualmente, com um benefício fiscal de aproximadamente R$ 1 bilhão em ágio.
Banco separa ativos de saúde via IPO reverso da Odontoprev e aposta que mercado vai reprecificar a “joia escondida” no balanço
O catálogo da Warner Bros inclui franquias icônicas como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, e personagens da DC Comics como Batman e Superman
Banco une operadora, hospitais, clínicas e participação no Fleury em um ecossistema de R$ 52 bilhões de receita — e já nasce mirando governança premium na bolsa
Dona da bolsa brasileira lucra R$ 1,4 bilhão no período, com crescimento em todos os segmentos
Remuneração será igual para ações ordinárias e preferenciais, com pagamento até 31 de agosto de 2026
Banco reconhece que a companhia mantém disciplina de custos e forte execução operacional, mas chama atenção para uma dinâmica perigosa para as ações
Balanço melhor que o esperado traz alívio aos investidores, mas projeções mais fracas para o início de 2026 limitam o otimismo
Com um caminhão de dívidas vencendo em 2025, o Pão de Açúcar (PCAR3) tenta alongar compromissos enquanto cortar custos. Mercado se pergunta se isso será o bastante
A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura
A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou
Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta
Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.
A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima
Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027
Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado
Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita
Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques
Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players
Pressão no vestuário e ambiente promocional intenso limitaram o crescimento, mas bancos enxergam ganhos operacionais à frente
Lucro vem abaixo do esperado e receita perde força, mas analistas revelam “trunfo” do balanço; veja o que esperar