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Apesar dos ventos contrários, companhia ainda tem pontos positivos, que sustentam a visão de longo prazo dos analistas
As ações da Klabin (KLBN11) acumulam perdas de aproximadamente 20% no ano, diante de um cenário macroeconômico e setorial mais desafiador do que o previsto. No entanto, para o BTG Pactual, as dificuldades de curto prazo não anulam o potencial de valorização da companhia.
Apesar dos ventos contrários, a companhia ainda tem pontos positivos, que sustentam a visão de longo prazo dos analistas.
O segmento de embalagens segue como um destaque, amparado pela demanda de bens não discricionários e pela capacidade da Klabin de ganhar participação de mercado.
O BTG também afirma que os preços da celulose parecem estar próximos do piso, com uma expectativa de recuperação gradual diante da maior demanda chinesa.
Mesmo com uma postura mais cautelosa, o banco reitera a visão positiva nos fundamentos estruturais sólidos da companhia e em um valuation considerado atrativo para 2026.
Com isso, o BTG manteve, nesta terça-feira (23), a recomendação de compra para os papéis da Klabin, com um preço-alvo de R$ 26, um potencial upside superior a 30% em relação ao fechamento da véspera de R$ 18,21.
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O BTG afirma que a recomendação original para a Klabin, feita em novembro passado, se baseava em uma tese de alocação de capital mais simples, perspectivas de desalavancagem, controle de custos e crescimento de volumes em 2025.
A tese não se concretizou como esperado, afirmam os analistas do banco.
Parte dessa correção que o ativo sofreu é justificada pela desvalorização de 14% do dólar frente ao real no acumulado do ano, o que impacta a receita da exportadora. Além disso, os preços da celulose em dólar caíram 6%.
Internamente, a desalavancagem da companhia segue em ritmo lento, com o indicador de dívida líquida/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ainda em 3,8x. Os custos de madeira e químicos também vieram acima do projetado.
O BTG considera que o guidance de custo da empresa, entre R$ 3,1 mil e R$ 3,2 mil por tonelada, será difícil de ser atingido, dado o câmbio mais baixo, o clima adverso e os custos logísticos elevados.
Outro ponto de pressão vem do mercado de papel cartão, que enfrenta a concorrência de importações baratas e a substituição por plástico.
Devido a esse cenário, a projeção de Ebitda para 2025 foi revisada em 11% para baixo, o que pesa na avaliação de curto prazo.
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