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Analistas veem bons fundamentos e gatilhos positivos para a empresa à frente
A Hypera animou os analistas com seus resultados no terceiro trimestre. Nesta segunda-feira (10), o Bradesco BBI revisou as estimativas para a empresa e elevou o preço-alvo das ações HYPE3.
O banco agora projeta os papéis a R$ 30 — o que representa um potencial de valorização de 20,7% sobre o fechamento de sexta-feira (7). O preço-alvo anterior era de R$ 28.
Os analistas Marcio Osako e Larissa Monte mantiveram a visão construtiva para a Hypera e reiteraram a recomendação de compra. “A combinação de crescimento, eficiência e opcionalidades reforça a tese de investimento”, diz o relatório.
No final de outubro, a farmacêutica reportou um lucro líquido de R$ 453,9 milhões no terceiro trimestre, 10% acima da estimativa média de analistas, segundo dados da LSEG. O número também foi 22,6% maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior.
Já o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 756,2 milhões no período. Trata-se de uma alta de 34,7% na base anual e levemente acima da estimativa média do mercado, de R$ 755,8 milhões.
Os analistas afirmam que o valuation da Hypera segue atrativo, com desconto em relação à média histórica.
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Nas contas da dupla, a companhia negocia a um múltiplo de 8,8 vezes o preço sobre lucro (P/L) projetado para 2026 frente a média histórica de 11,5 vezes.
Além disso, os analistas consideram que há gatilhos positivos relevantes à frente. O relatório cita o potencial lançamento de genéricos de semaglutida (GLP-1) — princípio ativo das ‘canetas emagrecedoras’ — e a manutenção dos incentivos fiscais de ICMS, que podem adicionar até 16% ao lucro projetado para 2027.
Com isso, o relatório do BBI manteve as projeções para a Hypera em 2026. O lucro líquido é estimado em R$ 1,8 bilhão e a geração de caixa deve somar R$ 1 bilhão no próximo ano.
“As projeções de lucro e geração de caixa para 2026 seguem, mas com melhor qualidade, dado o menor peso dos benefícios fiscais de ICMS (9% da receita bruta, ante aproximadamente 11% entre 2022 e 2023)”, afirmaram os analistas.
A expectativa também é de queda de 45% nos investimentos, com a conclusão dos aportes em matérias-primas (Buscopan), na nova planta institucional em Jundiaí e na ampliação da unidade de Itapecerica da Serra.
Essa redução é estimada em R$ 250 milhões e representa 25% da geração de caixa projetada para 2026.
*Com informações do Money Times.
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