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Cenário para o minério de ferro é um desafio, mas empresa tem operacional enxuto que pode ajudar a navegar o momento, diz casa de análise

A ação da Vale (VALE3) registrou uma queda de 4,13% na semana, fechando a R$ 49,62 e perdendo o suporte dos R$ 50 por ação. No acumulado do ano, a desvalorização já atinge 9%.
A principal causa do recuo da mineradora são as incertezas na economia chinesa, maior mercado global para o minério de ferro da Vale. A produção de aço bruto na China teve uma forte queda em maio, sinalizando uma demanda menor pela commodity.
O banco australiano ANZ observa que um crescimento significativo na demanda por aço e minério de ferro só ocorrerá se houver um aumento da atividade de construção civil na China. O que é um problema, já que o país enfrenta uma crise imobiliária há alguns anos.
Conflitos no Oriente Médio e o impasse comercial entre EUA e China também contribuem para a fraqueza do metal no mercado internacional.
A Ágora Investimentos, contudo, vê fatores que sustentam os preços do minério de ferro, pelo menos no curto prazo.
O relatório da casa de análise cita as altas taxas de utilização das siderúrgicas chinesas, a queda de estoques da commodity e a melhora na lucratividade das siderúrgicas chinesas.
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“Com os preços do minério de ferro se mantendo próximos a US$ 100 a tonelada, a Vale continua gerando entre 10% e 13% do seu valor de mercado em caixa em 2025 e 2026, bem acima da média de seus pares, de 5 a 6%”, diz o relatório.
Para que a mineradora consiga pagar bons dividendos, incluindo valores extraordinários, os preços do minério precisam atingir uma média acima de US$ 93/tonelada no segundo semestre.
Até o momento, o contrato de setembro encerrou na última sexta (20) a US$ 97,85 a tonelada métrica, e caiu 0,07% na semana.
A Ágora estima um rendimento de dividendos anualizado de 10% nesse período, com os preços do minério de ferro em torno de US$ 100.
A Ágora manteve sua recomendação de compra para as ações VALE3, com um preço-alvo de R$ 78 para o final de 2025, o que implica um potencial de alta de 57%.
Para o segundo trimestre, a Ágora projeta um aumento de 12% no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em relação ao trimestre anterior, para US$ 3,6 bilhões.
*Com informações do Money Times.
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