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O tamanho da missão da chinesa poderá ser medido depois o fechamento dos mercados nesta quarta-feira (27), quando a norte-americana divulga o balanço do segundo trimestre
Xi Jinping tem um objetivo claro: acabar com o domínio da Nvidia na China. Para isso, um dos planos é atingir 70% de autossuficiência em chips de inteligência artificial (IA) até 2027 com o apoio das cidades chinesas. E o primeiro sinal de que esse jogo de forças está começando a virar veio nesta quarta-feira (27), com a divulgação dos resultados da Cambricon.
No primeiro semestre do ano, a empresa chinesa de semicondutores viu a receita aumentar mais de 4.000% em relação ao ano anterior, para 2,88 bilhões de yuans (US$ 402,7 milhões), enquanto o lucro líquido atingiu o recorde de 1,04 bilhão de yuans (US$ 145,4 milhões).
Os números permanecem baixos quando comparados aos da Nvidia, que reportou US$ 44 bilhões em receita no primeiro trimestre. A gigante da tecnologia norte-americana divulga os resultados do segundo trimestre hoje após o fechamento do mercado em Nova York e você pode conferir aqui o que esperar.
Mas é o sinal que importa. A disparada da receita da Cambricon destaca como as empresas de tecnologia na China estão buscando alternativas potenciais à Nvidia, dada a ameaça contínua de serem excluídas da tecnologia norte-americana.
Vale lembrar que no início do ano a Nvidia foi impedida de vender o chip H20 para a China. Desde então, a empresa foi autorizada a retomar as exportações para a China, mas deve dividir 15% de sua receita com as vendas para o país com o governo de Donald Trump.
A Cambricon está entre as inúmeras empresas na China que buscam ser uma alternativa à Nvidia no fornecimento de chips necessários para treinar e executar aplicativos e modelos de inteligência artificial. Mas a força da norte-americana não está só nos semicondutores — e os chineses também estão de olho nisso.
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A Nvidia também se destaca pelo software, que os desenvolvedores se acostumaram a usar. Nesta quarta-feira (27), a Cambricon afirmou que está aprimorando a oferta de software e trabalhando em hardware de próxima geração.
A missão é hercúlea. A tecnologia dos chineses ainda está muito atrás daquela usada pela Nvidia. Além disso, as perspectivas de longo prazo são desafiadoras devido aos controles de exportação que impedem a China de usar as técnicas mais avançadas de fabricação, bloqueando os avanços nos esforços de chips de IA domésticos.
De toda forma, as gigantes da tecnologia chinesas têm usado chips locais, além do hardware da Nvidia que conseguiram adquirir, o que está ajudando empresas como a Cambricon.
Prova de que a tarefa é difícil, mas não impossível é que as ações da Cambricon mais que dobraram de valor este ano e a empresa adicionou mais de US$ 40 bilhões à capitalização de mercado, de acordo com a S&P Capital IQ, chegando a US$ 80 bilhões. Como comparação, a Nvidia vale hoje US$ 4,4 trilhões.
*Com informações da CNBC
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