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A fabricante de chips afirmou que espera ter um impacto de US$ 8 bilhões em seu lucro no segundo trimestre devido ao tarifaço do republicano sobre o mercado chinês

Chegou a vez da Nvidia (NVDA34) apresentar os resultados do segundo trimestre fiscal de 2026 (2T26) e encerrar a temporada de balanços das big techs nesta quarta-feira (27), após o fechamento do mercado.
A divulgação dos números acontece em um momento no qual o mercado ainda acompanha a guerra comercial entre Estados Unidos e China e que pegou a Nvidia em cheio.
O cerco do presidente norte-americano, Donald Trump, afetou diretamente o setor de tecnologia de ponta, com a proibição da venda de chips para a China. Ainda que o governo norte-americano tenha recuado parcialmente, permitindo a comercialização desses chips ficando com 15% das vendas, a Nvidia espera ter um impacto de US$ 8 bilhões no lucro entre abril e junho.
Dados da Shanxi Securities da China indicam que a Nvidia detinha 80% do mercado chinês de chips de inteligência artificial (IA) no início de 2024.
Para o trimestre, a Nvidia deve reportar um lucro por ação (LPA) ajustado de US$ 1,01 sobre uma receita de US$ 46,2 bilhões, de acordo com o consenso de analistas da Bloomberg.
O montante, se alcançado, representa um crescimento de 49% no LPA e de 53% na receita na comparação com o mesmo período do ano anterior.
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A receita do segmento de data centers deve atingir US$ 41,2 bilhões no segundo trimestre, em comparação com US$ 26,2 bilhões no mesmo período de 2024.
A receita da área de games, o segundo maior segmento da Nvidia, deve chegar a US$ 3,8 bilhões.
A Nvidia também está preparando um novo chip para o mercado chinês, baseado em sua arquitetura Blackwell, a mais recente linha da companhia. Entretanto, a empresa precisaria obter a aprovação de Trump para vendê-lo na região.
Vale lembrar que o governo chinês manifestou preocupação nas últimas semanas em relação ao uso dos chips da Nvidia, dizendo que eles podem conter riscos de segurança. A empresa negou a acusação e afirma estar trabalhando com o governo chinês para resolver a questão.
Além disso, a China está em uma corrida tecnológica intensa para reduzir a liderança da norte-americana Nvidia. A meta é atingir pelo menos 70% de autossuficiência em chips de IA até 2027, de acordo com a imprensa local.
A iniciativa faz parte de um esforço maior de Pequim para redesenhar a cadeia de suprimentos e, para isso, contará com a participação de várias cidades.
Mesmo assim, os investidores estão atentos à continuidade do aumento das remessas do superchip GB200 da Nvidia, ao lançamento do próximo chip Blackwell Ultra, aos gastos com IA — e, naturalmente, aos comentários sobre as vendas na China durante a teleconferência de resultados.
*Com informações do Money Times
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