O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A gestora Starboard Asset revelou interesse em uma “potencial transação para reestruturação financeira” da Oncoclínicas; entenda a proposta
Com finanças no vermelho, queima de caixa e alavancagem nas alturas, a Oncoclínicas (ONCO3) parece finalmente vislumbrar uma boia salva-vidas no horizonte. Na quarta-feira (10), a empresa de tratamentos oncológicos anunciou o interesse da gestora Starboard Asset em uma potencial transação para reestruturação financeira da companhia.
A Starboard Asset tem como foco a gestão de investimentos em situações especiais — isto é, fornecer crédito para “companhias com fundamentos sólidos de negócio, que estejam passando por crises causadas por eventos não estruturais”, segundo a gestora.
Se avançar, a movimentação poderia trazer algum fôlego e ajudar a reorganizar o balanço da empresa, que há trimestres vivencia forte pressão.
Os termos da potencial operação ainda dependem de negociações com a administração da Oncoclínicas. Mas, em linhas gerais, a oferta da gestora prevê a conversão de dívidas de credores em ações e um aumento de capital de pelo menos R$ 800 milhões.
Além disso, há a perspectiva de mudanças na governança corporativa da companhia.
Mais cedo nesta semana, a Oncoclínicas já havia informado que avaliava a realização de um possível aumento de capital privado para fortalecer a estrutura de capital, reduzir a alavancagem e “aprimorar seus indicadores financeiros”.
Leia Também
Vale lembrar que a empresa já precisou passar por dois aumentos de capital, em 2023 e 2024, em busca de redução no nível de alavancagem. A última injeção de capital mostrou-se uma faca de dois gumes, com a entrada do Banco Master como um dos maiores acionistas da companhia.
A ação ONCO3 opera atualmente na casa de R$ 3,10, com valorização de 30,80% neste ano, mas tombo de 41,73% em seis meses.
Em carta enviada à Oncoclínicas, a Starboard informou estar pronta para adquirir créditos de terceiros contra a companhia no valor de até R$ 1,7 bilhão, com pagamento de 50% do montante, condicionado à compra mínima de R$ 1,5 bilhão.
O objetivo é que esses créditos sejam capitalizados em um aumento de capital, oferecendo aos investidores que entrarem na operação um incentivo adicional: dois bônus de subscrição para cada ação emitida.
Paralelamente, a Starboard também propõe que a Oncoclínicas realize um aumento de capital em dinheiro de pelo menos R$ 800 milhões, com emissão de novas ações integralizadas em moeda corrente.
Nesse cenário, a gestora se comprometeria a adquirir até R$ 200 milhões em ações, enquanto os atuais acionistas deveriam aportar no mínimo R$ 600 milhões. Hoje, os maiores investidores da Oncoclínicas são a Centaurus Capital (Josephina III), o Banco Master, a Latache, o fundador e CEO, Bruno Ferrari, e o Goldman Sachs (Josephina II).
A operação também incluiria a concessão de três bônus de subscrição para cada nova ação subscrita.
Além dos termos financeiros, a carta da gestora aborda ainda pontos relacionados à governança e à negociação de documentos vinculantes, embora a Oncoclínicas tenha ressaltado que o comunicado não constitui uma proposta definitiva.
O conselho de administração da Oncoclínicas não se manifestou sobre o tema até o momento.
Sob a ótica financeira, a Oncoclínicas (ONCO3) encerrou o segundo trimestre de 2025 com um prejuízo líquido de R$ 142,3 milhões. Isto é, revertendo o lucro de R$ 19,1 milhões registrado no mesmo período do ano anterior e marcando uma piora de quase 8% em relação ao trimestre passado.
Como nos trimestres anteriores, a companhia atribuiu o desempenho à menor alavancagem operacional, combinada a despesas operacionais mais elevadas no período. Até então, a Oncoclínicas vinha descrevendo esse aumento como “pontual”, mas a repetição do fenômeno nos meses seguintes sugere outra coisa.
Se desconsiderado o “efeito não caixa da apuração do valor justo do plano de incentivo de longo prazo (PILP)” e impairment referente ao ágio pago em aquisições passadas da Oncoclínicas, a companhia afirma que teria encerrado o trimestre com um prejuízo líquido de R$ 136,8 milhões — ainda expressivo, mas levemente menor que o número sem ajustes.
A queima de caixa continuou como um ponto crítico do balanço. No segundo trimestre, o fluxo de caixa operacional foi negativo em R$ 569,5 milhões, impactado principalmente por atrasos de clientes descontinuados, pagamentos de juros e investimentos (capex).
Segundo a empresa, esse consumo de dinheiro contribuiu para o aumento da dívida líquida, que alcançou a marca de R$ 3,9 bilhões no trimestre.
O Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, indicador usado para medir o potencial de geração de caixa da empresa, caiu para R$ 900 milhões.
A combinação de dívida crescente e Ebitda menor resultou em um aumento significativo da alavancagem: o indicador subiu para 4,4 vezes entre abril e junho, contra um patamar de 2,5 vezes um ano antes.
Pacote do governo prevê desoneração de R$ 15,9 bilhões no diesel e imposto de 12% sobre exportações de petróleo; analistas veem impacto relevante para exportadoras
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
Na nova fase anunciada na noite de quarta-feira (12), o Magalu coloca a inteligência artificial no centro da estratégia — e Fred Trajano diz ter resolvido, via WhatsApp da Lu, um problema que nem a OpenAI, dona do ChatGPT, conseguiu
Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação
Agência vê risco de inadimplência restrita após empresa iniciar negociações com credores para prorrogar pagamentos de dívida
O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens
Companhia distribuirá R$ 177,6 milhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026. Saiba quando a remuneração vai pingar na conta
Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços
O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 55% na comparação anual, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados
As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras
A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil
“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra
O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026
A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024? A resposta não é tão simples.
Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas
O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária
Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação
O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C
Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores