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A companhia tem enfrentado grandes desafios na disputa pela liderança global no setor de veículos elétricos com boicotes ao redor do mundo
A Tesla (TSLA34) e seu CEO Elon Musk estão passando por um ano desafiador na esteira da conturbada relação do bilionário com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Como consequência, a fabricante de veículos elétricos sentiu os reflexos na bolsa.
No primeiro semestre de 2025, as ações da Tesla, negociadas na Nasdaq com o ticker "TSLA", acumularam uma desvalorização de 18,56%. As ações estavam cotadas a US$ 379,28 no início do ano e terminaram a segunda-feira (30) em US$ 379,66.
Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da Tesla também sentiram os efeitos dessa crise de imagem em torno de Elon Musk, com uma queda ainda mais acentuada do que as ações da Nasdaq. Entre 2 de janeiro e 30 de junho, os papéis negociados na B3 derreteram 32,12%.
A Tesla tem enfrentado grandes desafios na disputa pela liderança global no setor de veículos elétricos, já que concessionárias e veículos da marca passaram a ser alvos de boicotes ao redor do mundo.
Elon Musk, CEO da empresa, protagonizou diversas polêmicas políticas, incluindo doações milionárias a partidos de extrema direita, apoio a políticas controversas de Trump, além de sua própria participação no governo republicano.
Esses fatores impactaram diretamente a imagem da Tesla, que se vê no centro de protestos e vandalismo contra seus veículos.
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A Tesla está perdendo terreno na competição pelo título de maior fabricante de carros elétricos do mundo, com a chinesa BYD superando as entregas da norte-americana no primeiro trimestre de 2025.
Durante esse período, a BYD vendeu 416.388 carros elétricos, um aumento de 39% em relação ao mesmo período de 2024. Já a Tesla entregou 336.681 veículos, uma queda de 12,9% na comparação anual.
Além disso, a Tesla, que anteriormente liderava as vendas na Europa, agora enfrenta forte concorrência da BYD, que tem conquistado cada vez mais espaço no continente.
Os dados da Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis (Acea) apontam que, em maio de 2025, a Tesla vendeu apenas 8.729 carros na Europa, uma queda de 40,5% em relação ao mesmo período de 2024.
Esse recuo seria menos doloroso se as vendas de veículos totalmente elétricos no continente não tivessem crescido 27,8% no mesmo intervalo.
No acumulado de janeiro a maio de 2025, as vendas da Tesla caíram cerca de 45,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
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