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RECORDE ATRÁS DE RECORDE

Subiu demais? Ações da Embraer (EMBR3) caem mesmo após novo recorde histórico na carteira de pedidos do 4T24 

A fabricante brasileira de aeronaves atingiu uma carteira de pedidos total de US$ 26,3 bilhões no 4T24. Trata-se do maior volume registrado na história da companhia.

JetBlue Embraer 190.
JetBlue Embraer 190 - Imagem: Divulgação/Mark Greenberg

Menos de 24 horas após anunciar o maior contrato de venda de sua história, a Embraer (EMBR3) informou nesta quinta-feira (6) um novo recorde na carteira de pedidos do quarto trimestre de 2024, mas as ações da companhia operam em queda — um movimento bem diferente do visto no dia anterior. 

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A Embraer atingiu uma carteira de pedidos total de US$ 26,3 bilhões (R$ 152,5 bilhões no câmbio atual) no 4T24. Trata-se do maior volume registrado na história da companhia.

A cifra equivale a um aumento de 40% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior e de 16% base trimestral.

Na avaliação do Citi, os resultados parecem positivos para a Embraer, criando uma saudável relação “book-to-bill” (razão entre a quantidade de pedidos recebidos e a receita faturada) de 1,6 vez na divisão de jatos comerciais e demonstrando o grande momento da Embraer nos segmentos de aviação executiva, defesa e serviços. 

Os analistas mantiveram recomendação de compra para os ADRs (recibos de ações) em Wall Street.

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Apesar dos números robustos no 4T24 e no consolidado anual, as ações EMBR3 operam em queda, passando por um momento de realização de lucros que coloca os papéis entre as maiores perdas do Ibovespa. 

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Por volta das 11h20, EMBR3 caía 2,23%, a R$ 64,89, devolvendo parte dos ganhos robustos da última sessão. No acumulado do ano, os ativos ainda marcam valorização de 13%.

A carteira de pedidos da Embraer (EMBR3)

O setor de aviação executiva foi um dos principais responsáveis pelo salto na carteira da Embraer (EMBR3). 

O segmento viu os pedidos firmes avançarem 70% de um ano para o outro no quarto trimestre, contribuindo com US$ 7,4 bilhões na carteira.

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O resultado da visão no quarto trimestre marcou um novo pico histórico para a unidade de negócios, impulsionado pelo contrato recorde com a Flexjet

Ontem, a Embraer Executive Jets anunciou um acordo que inclui 182 pedidos firmes para as aeronaves Phenom 300E, Praetor 500 e Praetor 600 com entregas entre 2026 e 2030, e até 30 opções para jatos Praetor. 

O negócio foi fechado por até US$ 7 bilhões (R$ 40,59 bilhões no câmbio atual), no maior pedido firme para jatos executivos da Embraer, e fez as ações EMBR3 dispararem 15%. 

Enquanto isso, a divisão de aviação comercial foi responsável por US$ 10,1 bilhões na carteira de pedidos firmes (backlog) da Embraer, aumento de 15% no comparativo anual. 

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Enquanto isso, a carteira da unidade de defesa e segurança subiu 67% ano a ano, a US$ 4,2 bilhões. 

Já a unidade de serviços e suporte somou US$ 3,1 bilhões no quarto trimestre, alta de 50% frente ao mesmo período de 2023. 

  • VEJA TAMBÉM: SLC Agrícola (SLCE3) e +2 ações brasileiras são as favoritas dessa analista para buscar lucros em fevereiro; confira gratuitamente

Entregas de aviões

A Embraer (EMBR3) entregou 75 jatos entre outubro e dezembro de 2024, um aumento de 27% em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas estável no comparativo com o mesmo período do ano anterior. 

No acumulado do ano, a fabricante de aeronaves entregou 206 aviões, crescimento de 14% em relação às 181 aeronaves entregues em 2023.

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Com isso, a empresa encerrou o ano próxima do topo do guidance (projeções) estipulado para 2024, que ia de 195 a 208 aeronaves entregues.

Veja as entregas por segmento:

SegmentoEntregas 4T24Variação 4T24Entregas 2024Variação 2024Guidance 2024
Aviação comercial31 novas aeronaves+24% a/a e +93,7% t/t73 novas aeronaves+14%70 a 73 aeronaves
Aviação executiva44 novas aeronaves-10,2% a/a e +7,3% t/t130 novas aeronaves+13%125 a 135 aeronaves

De acordo com a Embraer, o quarto trimestre também marcou o progresso na meta de nivelar a produção e reduzir a concentração das entregas nos últimos três meses do ano, distribuindo-as ao longo dos trimestres. 

Em 2024, as entregas do quarto trimestre representaram 34% do total anual — abaixo da média de 45% nos cinco anos anteriores. 

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“A empresa atingiu resultados expressivos durante o ano e espera ganhos adicionais com melhorias gradativas na cadeia de produção em um futuro próximo”, afirmou a fabricante, em nota.

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