Subiu demais? Ações da Embraer (EMBR3) caem mesmo após novo recorde histórico na carteira de pedidos do 4T24
A fabricante brasileira de aeronaves atingiu uma carteira de pedidos total de US$ 26,3 bilhões no 4T24. Trata-se do maior volume registrado na história da companhia.

Menos de 24 horas após anunciar o maior contrato de venda de sua história, a Embraer (EMBR3) informou nesta quinta-feira (6) um novo recorde na carteira de pedidos do quarto trimestre de 2024, mas as ações da companhia operam em queda — um movimento bem diferente do visto no dia anterior.
A Embraer atingiu uma carteira de pedidos total de US$ 26,3 bilhões (R$ 152,5 bilhões no câmbio atual) no 4T24. Trata-se do maior volume registrado na história da companhia.
A cifra equivale a um aumento de 40% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior e de 16% base trimestral.
- VEJA MAIS: Onde investir em fevereiro? Analistas revelaram gratuitamente as principais recomendações de ações, FIIs, BDRs e criptomoedas para buscar lucros
Na avaliação do Citi, os resultados parecem positivos para a Embraer, criando uma saudável relação “book-to-bill” (razão entre a quantidade de pedidos recebidos e a receita faturada) de 1,6 vez na divisão de jatos comerciais e demonstrando o grande momento da Embraer nos segmentos de aviação executiva, defesa e serviços.
Os analistas mantiveram recomendação de compra para os ADRs (recibos de ações) em Wall Street.
Apesar dos números robustos no 4T24 e no consolidado anual, as ações EMBR3 operam em queda, passando por um momento de realização de lucros que coloca os papéis entre as maiores perdas do Ibovespa.
Leia Também
Por volta das 11h20, EMBR3 caía 2,23%, a R$ 64,89, devolvendo parte dos ganhos robustos da última sessão. No acumulado do ano, os ativos ainda marcam valorização de 13%.
A carteira de pedidos da Embraer (EMBR3)
O setor de aviação executiva foi um dos principais responsáveis pelo salto na carteira da Embraer (EMBR3).
O segmento viu os pedidos firmes avançarem 70% de um ano para o outro no quarto trimestre, contribuindo com US$ 7,4 bilhões na carteira.
O resultado da visão no quarto trimestre marcou um novo pico histórico para a unidade de negócios, impulsionado pelo contrato recorde com a Flexjet.
Ontem, a Embraer Executive Jets anunciou um acordo que inclui 182 pedidos firmes para as aeronaves Phenom 300E, Praetor 500 e Praetor 600 com entregas entre 2026 e 2030, e até 30 opções para jatos Praetor.
O negócio foi fechado por até US$ 7 bilhões (R$ 40,59 bilhões no câmbio atual), no maior pedido firme para jatos executivos da Embraer, e fez as ações EMBR3 dispararem 15%.
Enquanto isso, a divisão de aviação comercial foi responsável por US$ 10,1 bilhões na carteira de pedidos firmes (backlog) da Embraer, aumento de 15% no comparativo anual.
Enquanto isso, a carteira da unidade de defesa e segurança subiu 67% ano a ano, a US$ 4,2 bilhões.
Já a unidade de serviços e suporte somou US$ 3,1 bilhões no quarto trimestre, alta de 50% frente ao mesmo período de 2023.
- VEJA TAMBÉM: SLC Agrícola (SLCE3) e +2 ações brasileiras são as favoritas dessa analista para buscar lucros em fevereiro; confira gratuitamente
Entregas de aviões
A Embraer (EMBR3) entregou 75 jatos entre outubro e dezembro de 2024, um aumento de 27% em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas estável no comparativo com o mesmo período do ano anterior.
No acumulado do ano, a fabricante de aeronaves entregou 206 aviões, crescimento de 14% em relação às 181 aeronaves entregues em 2023.
Com isso, a empresa encerrou o ano próxima do topo do guidance (projeções) estipulado para 2024, que ia de 195 a 208 aeronaves entregues.
Veja as entregas por segmento:
| Segmento | Entregas 4T24 | Variação 4T24 | Entregas 2024 | Variação 2024 | Guidance 2024 |
| Aviação comercial | 31 novas aeronaves | +24% a/a e +93,7% t/t | 73 novas aeronaves | +14% | 70 a 73 aeronaves |
| Aviação executiva | 44 novas aeronaves | -10,2% a/a e +7,3% t/t | 130 novas aeronaves | +13% | 125 a 135 aeronaves |
De acordo com a Embraer, o quarto trimestre também marcou o progresso na meta de nivelar a produção e reduzir a concentração das entregas nos últimos três meses do ano, distribuindo-as ao longo dos trimestres.
Em 2024, as entregas do quarto trimestre representaram 34% do total anual — abaixo da média de 45% nos cinco anos anteriores.
“A empresa atingiu resultados expressivos durante o ano e espera ganhos adicionais com melhorias gradativas na cadeia de produção em um futuro próximo”, afirmou a fabricante, em nota.
NOVA PROVA DE FOGO?
Sabesp (SBSP3) decepcionou no 2T26, mas ação ainda pode subir 40%; XP revela o que falta para destravar a alta
4 de setembro de 2026 - 10:30EXPANSÃO INTERNACIONAL
Revolut bate à porta de Wall Street: fintech recebe aval para virar banco nos EUA até 2027
3 de setembro de 2026 - 16:24DA ÁGUA PARA O VINHO
Duplo twist carpado: BofA dá ‘duplo upgrade’ em Magazine Luiza (MGLU3) após disparada da ação e acordo com Mercado Livre
3 de setembro de 2026 - 15:25MAIS UMA LIQUIDAÇÃO
Adeus, Trustee: BC liquida distribuidora ligada ao caso Banco Master; Banvox também entra na lista
3 de setembro de 2026 - 12:42SD ENTREVISTA
Wiz Co (WIZC3) quer transformar a carta de consórcio em passaporte para um mercado de R$ 500 bilhões
3 de setembro de 2026 - 12:33LIDERANÇA DE DÉCADAS
Após 24 anos, Steinbruch deixa cargo de CEO da CSN (CSNA3) e outro peso-pesado assume; ação dispara no Ibovespa
3 de setembro de 2026 - 9:08CEDO PARA COMEMORAR?
Banco do Brasil (BBAS3): por que nem a melhora do agro convence a XP a investir na ação?
2 de setembro de 2026 - 15:08BOM PRA CACHORRO
Petz Cobasi (AUAU3) mostra os dentes — veja por que Itaú BBA vê potencial de alta de 32% para a ação
2 de setembro de 2026 - 13:20DOIS 'TIMES' PARA AS ELEIÇÕES
Lula x Flávio Bolsonaro: Citi revela as ações favoritas de bancos se Lula vencer — e onde aposta se Flávio levar
2 de setembro de 2026 - 11:22HISTÓRIA DE UM CASAMENTO
O divórcio saiu: Azzas 2154 (AZZA3) será dividida entre Arezzo&Co e Soma — e Farm fica em ‘guarda compartilhada’
2 de setembro de 2026 - 10:19PARCERIA ESTRATÉGICA
Rede D’Or (RDOR3) e Bradsaúde (SAUD3) desembarcam em Minas Gerais com negócio de R$ 130 milhões pelo Biocor
2 de setembro de 2026 - 10:19NÃO PODE CONTRA, JUNTE-SE
Magazine Luiza (MGLU3) se junta ao Mercado Livre (MELI34) para recuperar vendas online — mas Fred Trajano tem outra aposta para o longo prazo
2 de setembro de 2026 - 9:32SE NÃO MINÉRIO, QUEM VAI FAZER VOCÊ FELIZ?
O novo motor de crescimento da Vale (VALE3): por que a aposta em metais de transição é tão importante para a mineradora?
2 de setembro de 2026 - 6:01SD EXPLICA
A Braskem (BRKM5) quebrou? Entenda a crise na petroquímica e saiba se Petrobras (PETR4) pode pagar a conta
1 de setembro de 2026 - 17:30FICOU BARATA?
Safra volta a recomendar Bradsaúde (SAUD3) após tombo na bolsa. Por que o banco vê espaço para alta de mais de 35%?
1 de setembro de 2026 - 15:02O QUE MUDA AGORA
Ri Happy é vendida pela gestora SPX e tem novo CEO menos de um mês depois de divulgar nova estratégia
1 de setembro de 2026 - 14:30ANOTE NA AGENDA
Santander (SANB11) diz quando deve fechar o capital no Brasil; confira o prazo dado pelo banco espanhol
31 de agosto de 2026 - 20:18CORRIDA PELO PRIVATE
Santander acirra briga pela altíssima renda com novo cartão com até 8 pontos por dólar; veja o que ele oferece
31 de agosto de 2026 - 19:51MUDANÇAS NO TOPO
Uma nova dança das cadeiras na Cemig (CMIG4): CEO deixa o cargo três meses depois de assumir
31 de agosto de 2026 - 10:52MUDANÇA NO TOPO