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À medida que o Deepseek levanta questionamentos sobre a tese de Inteligência artificial nos EUA, a Microsoft aumenta a aposta em seu próprio modelo de linguagem
Se durante o último ano o “casamento” do mercado com a tese de Inteligência Artificial nos EUA parecia inabalável, um jovem chinês chegou para testar a confiança dos investidores nas Big Techs americanas, como a Microsoft.
Se as Sete Magníficas já eram velhas conhecidas, o Deepseek surgiu como um belo (e talvez duradouro) affair — e fez as maiores empresas do mundo ligarem um alerta. Estaria o relacionamento abalado? O que elas poderiam fazer para reaquecer a chama inicial?
Segundo analistas do BTG Pactual, o recente IPO da CoreWeave, que levantou menos que o esperado, sinaliza “dúvidas sobre o apetite dos investidores por ações ligadas à IA”.
Em meio a esse cenário, a resposta encontrada pela Microsoft foi desenvolver sua própria Inteligência Artificial, o Copilot, em meio a tensões com a OpenAI – a gigante da tecnologia investiu US$ 13 bilhões na criadora do ChatGPT. Mas, até agora, o modelo não atiçou muito as faíscas dos investidores.
Em uma reunião interna, o CEO da Microsoft, Satya Nadella, destacou a importância de focar em resultados concretos citando o contraste com o desempenho modesto do Copilot — que, mesmo com acesso aos modelos mais avançados da OpenAI, grande investimento em marketing e atualizações relevantes,ainda não atingiu grande popularidade.
Porém, o BTG Pactual segue otimista com a Microsoft.
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“Essa confiança se baseia na diversificação do seu modelo de negócios, na expansão contínua da divisão de computação em nuvem por meio do Azure e na sua base de clientes majoritariamente B2B, mais resiliente em cenários de desaceleração econômica”, diz a equipe de analistas chefiada por Marcel Zambello.
A própria OpenAI sofre com os próprios dramas: aumento de custos, mudanças na liderança e busca uma nova rodada de financiamento de US$ 40 bilhões, liderada pelo SoftBank. Apesar do sucesso do ChatGPT, a empresa ainda projeta fluxo de caixa negativo até 2029.
Enquanto a corrida de IA se intensifica, a Amazon avança no processo de automação da sua força de trabalho, com melhorias significativas em robótica contribuindo para a expansão das suas margens operacionais.
Em relatório, o BTG Pactual destaca que a relação entre funcionários e robôs caiu de 8,0 em 2021 para apenas 2,9 em 2023, refletindo ganhos relevantes de eficiência nos processos.
O banco acredita que essa tendência deve se intensificar nos próximos anos, à medida que os avanços em inteligência artificial forem incorporados à robótica, permitindo que a Amazon aumente a sua vantagem competitiva no e-commerce e na logística.
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