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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

O QUE ESPERAR AGORA?

ROE acima do Itaú será o “novo normal” para o BTG Pactual (BPAC11)? Diretor financeiro responde

Na visão de Renato Cohn, o banco está “estruturalmente” em um patamar de resultados melhores para o segundo semestre

Camille Lima
Camille Lima
12 de agosto de 2025
17:04 - atualizado às 17:03
Renato Hermann Cohn, diretor financeiro do banco BTG Pactual.
Renato Hermann Cohn, diretor financeiro do banco BTG Pactual. - Imagem: Divulgação

Após surpreender o mercado com uma rentabilidade superior a 27% no segundo trimestre — acima inclusive de gigantes como o Itaú Unibanco, por exemplo —, a dúvida agora é: esse será o “novo normal” para o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) do BTG Pactual (BPAC11)? 

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Na visão do diretor financeiro (CFO), Renato Cohn, o banco está “estruturalmente” em um patamar de resultados melhores para a segunda metade do ano, já que o desempenho recorde do segundo trimestre foi uma soma de todas as cinco linhas de negócio

As áreas de crescimento mais estrutural e contínuo — Corporate Lending, Wealth Management e Asset Management — continuaram performando bem no trimestre. As divisões tradicionalmente mais voláteis, Investment Banking e Sales & Trading, também tiveram bons resultados, contribuindo para a performance robusta, segundo o CFO.

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“Ficamos mais confiantes de que conseguiremos entregar um pouco mais do que o guidance que vínhamos falando no começo do ano passado”, disse o executivo, em entrevista coletiva com jornalistas na tarde desta terça-feira (12).

Além disso, como não houve nenhum evento fora do comum no período, tudo indica que a trajetória de crescimento do banco se manterá nos próximos trimestres, de acordo com o diretor.

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“Não teve nada não recorrente. Tivemos bons resultados em todas as linhas de negócio, mas não houve nenhum evento significativo que trouxesse o que chamamos de resultado não recorrente”, disse Cohn.

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O que esperar da rentabilidade e dos dividendos do BTG Pactual (BPAC11)

Apesar da volatilidade inerente a estas últimas, o diretor do BTG indicou que, mesmo com uma performance mais "moderada" nessas áreas, o banco se sente “mais confiante que consegue entregar um pouco mais do que o guidance”. 

O guidance inicial previsto para 2025 era de um ROE acima do resultado do ano anterior, de 23,1%. Agora, o banco já prevê um patamar “acima de 24%”.

De acordo com o diretor, mesmo com os consecutivos recordes de lucros, uma mudança na distribuição de dividendos não está no radar.

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A política de dividendos do BTG Pactual hoje distribui em torno de 25% a 30% do lucro, o que significa um acúmulo entre 70% e 75% do capital. 

“Precisamos desse capital para continuar crescendo na mesma velocidade que temos crescido. Sempre projetamos que temos uma capacidade de crescimento de crédito em torno de 20% ao ano. Achamos que vamos conseguir entregar pelo próximo ano e um pouco mais em longo prazo. E, para conseguir fazer isso, precisamos desse capital adicional”, disse.

Expansão internacional na América Latina 

Cohn também detalhou a estratégia de internacionalização do BTG Pactual (BPAC11).

Segundo o executivo, o banco tem expandido a presença global para servir clientes latino-americanos, com aquisições em Luxemburgo e outra pendente de aprovação nos Estados Unidos. 

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Na América Latina, o BTG já está presente no Chile, na Colômbia, no Peru e no México, e recentemente anunciou a aquisição da operação do HSBC no Uruguai.

“Sempre olhamos com bons olhos possíveis novas expansões, e a América Latina faz parte, sim, da nossa estratégia de investimento. Mas, hoje, não temos nenhuma grande novidade. Esse é um processo um pouco mais longo, mas estamos aumentando, de certa forma, nossa presença em diferentes geografias na América Latina”, afirmou.

Questionado sobre o México e a Argentina, Cohn afirmou que o banco “sempre olha com bons olhos uma possível expansão” nesses mercados, dadas a relevância e a proximidade, mas ainda não encontrou o “melhor caminho” para aumentar significativamente a presença ou obter licença bancária.

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