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RECORDE ATRÁS DE RECORDE

BTG Pactual (BPAC11) ganha fôlego na B3 e se torna a 4ª empresa mais valiosa da bolsa brasileira após balanço forte no 2T25

“Quando é ruim é bom, e quando é bom, é ótimo”: o que o mercado diz sobre o resultado do BTG Pactual no segundo trimestre?

BTG Pactual
Celular aberto, com a logo do BTG Pactual - Imagem: Shutterstock

É recorde atrás de recorde. Depois de mais um resultado acima das expectativas no segundo trimestre, o BTG Pactual (BPAC11) alcançou novas alturas na bolsa brasileira nesta terça-feira (12). 

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Por volta das 13h50, as units do banco de investimentos disparavam 12,47%, cotadas a R$ 45,01.

Com a escalada nesta sessão, os papéis atingiram o maior patamar da história do BTG na bolsa. Até então, o recorde anterior era de R$ 42,25, registrado no início de junho.

A reação positiva dos investidores é tão expressiva que o banco agora se consolida como uma das empresas mais valiosas da B3, alcançando um valor de mercado de R$ 201,5 bilhões.

Isso o coloca como a quarta companhia mais valiosa da bolsa, atrás apenas de gigantes como Petrobras (PETR4) — R$ 417 bilhões — , Itaú Unibanco (ITUB4) — R$ 387 bilhões — e Vale (VALE3) — R$ 254 bilhões.

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Lembrando que o BTG anunciou mais cedo um novo recorde de lucro líquido ajustado, que chegou a R$ 4,18 bilhões, um salto de 42% em relação ao mesmo período do ano anterior.

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Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) atingiu a marca de 27,1% no trimestre.

Quando é ruim é bom, e quando é bom, é ótimo: o que o mercado diz sobre o balanço do BTG Pactual (BPAC11)

Para o BB Investimentos (BB-BI), o BTG Pactual (BPAC11) entregou uma série de resultados fortes outra vez no segundo trimestre.

“Quando é ruim é bom, e quando é bom, é ótimo. Este tem sido o mote do BTG, que, em trimestres mais fracos consegue driblar as adversidades por meio de suas fontes diversificadas de receitas e franquias, enquanto, nos momentos mais construtivos, consegue exibir um salto em  rentabilidade, alavancagem operacional e eficiência”, escreveram os analistas.

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Porém, embora diversas frentes de resultado tenham apresentado crescimento, quem merece destaque especial foi o avanço do segmento de Investment Banking, que se beneficiou de uma retomada no período, segundo os analistas.

Contudo, há dois pontos de pressão no balanço, segundo analistas do BB-BI. São eles o crescimento das despesas, pressionado pelos bônus mais elevados aos funcionários, e a receita de Asset Management, que mostrou queda na relação trimestral devido à base forte de comparação no 1T25.

Mesmo assim, o BB-BI avalia que o BTG não dá sinais de arrefecimento do bom momento que já surfa há anos — e, apesar do ambiente monetário restritivo, o banco deve continuar capturando ganhos de sinergia na estrutura de receitas diversificadas enquanto continua a crescer.

Segundo os analistas, o mercado de capitais também deve continuar ativo, favorecendo as vertentes mais sensíveis no curto prazo. 

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O BB Investimentos elevou o preço-alvo das units BPAC11 para R$ 48,00 para o final de 2026, o que implica uma valorização potencial de 19% em relação ao último fechamento.

Por sua vez, o JP Morgan destacou a surpresa positiva com as receitas mais fortes que o esperado no BTG Pactual, especialmente de linhas mais voláteis, como banco de investimentos.

“Embora alguns investidores possam debater possíveis efeitos pontuais, vemos o trimestre como positivo”, afirmou o banco norte-americano.

A visão otimista baseia-se na perspectiva de tendência de crescimento na Tesouraria e no Investment Banking no longo prazo, além do bom desempenho em linhas de receita mais sustentáveis, como crédito corporativo e gestão de fortunas.

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Mesmo assim, o JP Morgan possui recomendação neutra para as units do BTG Pactual.

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