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GATILHOS DA ALTA

A Rede D’Or (RDOR3) pode mais: Itaú BBA projeta potencial de valorização de mais de 20% para as ações

O preço-alvo passou de R$ 51 para R$ 58 ao final de 2026; saiba o que o banco vê no caminho da empresa do setor de saúde

Montagem de gráfico em fundo branco, com uma seta em verde apontando para cima e o símbolo da Rede D´OR em branco e azul
Imagem: Montagem Seu Dinheiro

As ações da Rede D’Or (RDOR3) operam em queda de mais de 1% na tarde desta quinta-feira (27), cotados na casa de R$ 46, mas o Itaú BBA acredita que o papel tem potencial para se valorizar até o final do ano que vem: elevou de R$ 51 para R$ 56 o preço-alvo do ativo, o que representa um potencial de alta de 24%.

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A revisão reflete o conjunto de resultados mais recentes da companhia que, segundo o banco, mostram sinais consistentes e ajudaram a impulsionar a ação em 86% no acumulado do ano, bem acima dos demais pares do setor.

No relatório, os analistas destacam que o volume de pacientes-dia foi o principal ponto positivo do terceiro trimestre, acelerando de 3% no segundo trimestre para 10%. Eles observam que parte desse movimento pode estar ligado a fatores sazonais, como um inverno mais rigoroso, mas o avanço expressivo nas cirurgias e nas infusões oncológicas indica um perfil mais eletivo da demanda.

O salto nas cirurgias chamou a atenção do mercado: foram 21% de crescimento anual no período, ritmo bem superior ao dos trimestres anteriores. Esse aumento ajudou a elevar a rotatividade de leitos e a taxa de ocupação.

O que explica a valorização da Rede D’Or

Entre os elementos que explicam a mudança de nível da Rede D’Or, o banco cita a expansão da capacidade instalada, a migração de médicos de concorrentes com desempenho fraco, a melhora no relacionamento com SulAmérica e Bradesco Saúde e a maior atratividade para cirurgiões — favorecida por infraestrutura mais moderna e condições diferenciadas, como isenção de taxas em cirurgias robóticas.

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A oncologia também se destacou, com ganho de participação de mercado. As infusões cresceram 16% ano a ano, impulsionando também o número de cirurgias desse segmento. Para o banco, a ocupação deve continuar acima da média histórica, já que o volume maior de cirurgias tende a acelerar o giro dos leitos.

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O relatório aponta ainda que o ticket médio avançou em linha com a tendência dos trimestres anteriores, mas ficou um pouco abaixo do que o mercado esperava. Parte disso se deve a ajustes contábeis ligados à consolidação da Mederi, que reduziram o crescimento sequencial em cerca de 2,4 pontos percentuais.

Mesmo assim, fatores como a maturação dos hospitais de São Paulo e os reajustes de preços continuam contribuindo positivamente.

O BBA observa que mudanças no setor podem pressionar o ticket sem necessariamente afetar as margens — caso das operadoras que estão deslocando atendimentos de baixa complexidade do pronto atendimento para clínicas, numa tentativa de reduzir custos, movimento que a própria Rede D’Or também estimula.

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Espaço para mais

No campo da rentabilidade, o banco vê espaço para mais avanços. Com ocupação elevada e novos hospitais entrando em fase madura, o BBA espera um crescimento sólido de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), reforçado por bases de comparação mais fracas no fim de 2025 e no início de 2026.

O trimestre trouxe alguns sinais importantes: custo de pessoal estável em relação à receita, forte diluição em serviços de terceiros e queda nos gastos com materiais e medicamentos.

Com esse cenário, o BBA revisou para cima suas projeções: o Ebitda estimado para 2026 subiu 3% e o lucro líquido, para 5%.

“A Rede D’Or mantém geração de caixa forte e um balanço sólido, o que permite distribuir dividendos relevantes. Ainda assim, pela posição estratégica da companhia no setor, vemos mais valor na continuidade dos investimentos, seja ampliando presença no mercado privado, seja avançando para novas regiões”, diz o relatório.

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