Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
HORA DE DESAPEGAR

‘Poucos conseguem competir com a SpaceX’: sem lucro desde 2018, Boeing pode precisar vender alguns negócios, dizem analistas

Em crise, companhia já prevê prejuízo no balanço do quarto trimestre de 2024; para especialistas, foco deveria ser na fabricação de aeronaves

miniatura de Boeing 737 MAX
Miniatura de Boeing 737 MAX em exposição em Moscou em julho de 2017 - Imagem: Shutterstock

Desde o primeiro acidente fatal com seu modelo 737 MAX em 2018, a fabricante de aeronaves Boeing vem passando por uma prolongada crise e, desde então, não registra lucros anuais. Apenas no ano passado, a ação, negociada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), caiu 30%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a próxima temporada de resultados, as perspectivas da companhia também não são animadoras. A Boeing já alertou o mercado que prevê um prejuízo de US$ 4 bilhões para o quarto trimestre de 2024.

Como sair dessa zona de turbulência? Alguns analistas consultados pelo site de finanças e investimentos Market Watch têm a resposta: é hora de a Boeing abdicar de algumas linhas de negócios e focar naquilo que ela faz melhor, a fabricação de aeronaves. 

Esta não é uma ideia completamente nova. 

Em outubro do ano passado, o The Wall Street Journal reportou que a empresa estava negociando a venda de uma parte do negócio de exploração espacial – incluindo a problemática nave espacial Starliner e as operações de suporte à Estação Espacial Internacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Menos é mais

O próprio CEO da Boeing, Kelly Ortberg, parece estar ciente de que, às vezes, “menos é mais”. 

Leia Também

LARGOU O CARRINHO

Pão de Açúcar (PCAR3) amarga prejuízo bilionário no 1T26, mas o mercado está de olho em outro ingrediente

BALANÇO

Nubank frustra expectativas com alta de 41% do lucro líquido e rentabilidade de 29% no 1T26; ações tombam até 10% em NY

Em uma teleconferência com analistas em outubro, o executivo reforçou que o core business (negócio principal) da companhia consistia na fabricação de aeronaves comerciais e sistemas de defesa, e que seriam estas verticais que perdurariam no longo prazo. 

  • Atualmente, a Boeing e a francesa Airbus são as principais fabricantes aéreas do mundo e vivem em um cenário de duopólio. A norte-americana tem um backlog  (pedidos realizados, mas ainda não entregues) de 5.595 jatos comerciais.

Ortberg ainda acrescentou que alguns elementos “marginais” poderiam distrair a Boeing do objetivo principal e que a empresa estaria melhor “fazendo menos e fazendo melhor” do que “fazendo mais e não fazendo bem”.

Esta visão é corroborada por analistas, que acreditam que a Boeing poderia tirar o máximo de proveito de suas vantagens competitivas, ao focar no negócio principal. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os investidores querem que a Boeing se concentre em fabricar aviões comerciais, gerar caixa e reconquistar participação de mercado em relação à Airbus para fortalecer o balanço financeiro, comenta Gautam Khanna, analista da TD Securities. “Assim, você não terá a crise persistente que enfrentamos nos últimos anos”, comenta.

Ainda mais em um contexto no qual concorrentes de peso estão conquistando espaço no mercado.

‘Poucas empresas conseguem competir com a SpaceX’

Tudo se resume a uma pergunta: os executivos da Boeing querem dedicar tempo, energia e dinheiro para competir em áreas que não são o core business da companhia?

Tony Bancroft, gestor da nova-iorquina Gabelli Funds, relembra que a entrada de players como a SpaceX, de Elon Musk, e a Blue Origin, de Jeff Bezos, elevaram a competitividade expressivamente na indústria aeroespacial. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A Boeing foi líder no passado, mas o mundo evoluiu, e empresas privadas surgiram. Talvez eu esteja errado, mas poucas empresas podem competir com a SpaceX", afirmou Bancroft.

Além disso, há outro fator a se considerar: a dificuldade de encontrar o tipo de profissional altamente especializado que é capaz de atuar nesse campo. “Você não encontra um engenheiro de foguetes andando na rua”, diz o gestor.

Para a venda desta linha de negócio, a Boeing ainda precisaria lidar com as obrigações contratuais que tem com a NASA. 

Outro segmento que pode ser atrativo para a venda é o de lançamento de satélites, na joint venture com a Lockheed Martin. No entanto, esta área também sofre com a mesma “pedra no sapato” que é o aumento da participação de mercado da SpaceX.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em resposta ao Market Watch, a Boeing afirmou que não iria comentar sobre especulações do mercado.

* Com informações do Market Watch e da Reuters.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
14 de maio de 2026 - 12:11
Lançamento da Azzas 2154 na B3 13 de maio de 2026 - 15:50
petrobras petr4 dividendos ações 13 de maio de 2026 - 15:01
Alexandre Birman (à esquerda) e Roberto Jatahy, principais acionistas e gestores da Azzas 2154 12 de maio de 2026 - 16:00
Magda Chambriard em primeiro plano com painel branco atrás, com os dizeres Petrobras 12 de maio de 2026 - 15:39
12 de maio de 2026 - 12:56
12 de maio de 2026 - 11:37
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia