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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

NÃO EMPOLGOU

Petrobras (PETR4) supera expectativa de produção, mas ações não deslancham na bolsa; saiba o que esperar do desempenho financeiro da estatal no 2T25

Entre abril e junho, a produção total da companhia foi 8,1% maior na comparação com o mesmo período do ano anterior; considerando só o petróleo, a produção foi 7,6% acima do registrado um ano antes

Carolina Gama
30 de julho de 2025
11:59
Logo da Petrobras diante de gráfico de ações. PETR4 Ibovespa Bolsa
Petrobras - Imagem: Montagem Canva Pro

A Petrobras (PETR4) superou as expectativas de produção no segundo trimestre, mas as ações não acompanham o desempenho da estatal no período, se firmando em queda no fim da manhã desta quarta-feira (30). 

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O Goldman Sachs explica o motivo para os investidores não se animarem: os dados divulgados na véspera não são exatamente uma surpresa, já que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulga os números mensalmente.

Entre abril e junho, a Petrobras produziu 2,879 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), uma alta de 8,1% em termos anuais e de 5,1% na comparação trimestral. Considerando só o petróleo, a produção foi de 2,320 milhões de barris por dia (bpd), um desempenho 7,6% maior do que no mesmo período do ano anterior e 4,8% acima do primeiro trimestre. Você pode conferir aqui os dados operacionais completos

A XP avalia que a Petrobras continua a registrar aumento sequencial de produção em relação ao trimestre anterior. 

"Esperamos que essa tendência continue nos próximos trimestres, à medida que os principais FPSOs continuam a aumentar", afirmam os analistas Regis Cardoso e João Rodrigues.

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 A dupla destaca a participação de 89% de Búzios e as expectativas para o início da produção, ainda no segundo semestre, de uma nova unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência (FPSO), a P-78, que saiu recentemente do estaleiro em Cingapura.

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No caso do Safra, a produção da Petrobras no segundo trimestre de 2025 superou as estimativas em 3%. O banco entende que o aumento trimestral de 5% reflete a produção 6,5% maior do pré-sal, além do aumento da produção dos FPSOs e melhorias nas gestões dos campos, especialmente de Tupi.

"Esses efeitos foram parcialmente compensados pela queda de 4,6% na produção do pós-sal em relação ao trimestre anterior, principalmente devido ao aumento das paradas de manutenção e ao declínio natural dos campos, parcialmente compensados pelo ramp-up dos FPSOs Anna Nery e Anita Garibaldi", ponderam os analistas Conrado Vegner e Vinícius Andrade, em relatório.

O Citi, por sua vez, diz que o aumento trimestral de produção reportado pela Petrobras está em linha com suas estimativas. O banco aponta que a produção de óleo e gás foi positivamente impactada pela aceleração de novos FPSOs e pelos novos poços, porém foi parcialmente compensada pelo declínio natural da produção e maiores paradas de manutenção.

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Outro destaque para o Citi é o segmento de refino, cuja taxa de utilização foi de 91%. As vendas aumentaram no trimestre devido a efeitos sazonais e aumentaram na comparação anual, refletindo o crescimento do mercado brasileiro de combustíveis.

O que esperar do balanço no 2T25: terá dividendo?

A Petrobras divulga os resultados financeiros no dia 7 de agosto, após o fechamento do mercado. Com base nas informações divulgadas e nos preços mais baixos do petróleo, o Goldman Sachs atualizou as estimativas para a petroleira. 

Os analistas Bruno Amorim, Guilherme Costa Martins e Huama Belmonte passaram a esperar um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de US$ 9,9 bilhões no segundo trimestre, além de um potencial anúncio de US$ 2,2 bilhões em dividendos ordinários.

O Santander, por sua vez, diz que apesar da produção robusta e ganhos de eficiência, reportados nos dados de produção e vendas relativos ao segundo trimestre do ano, a queda de 11% do Brent deve levar a Petrobras a reportar um Ebitda menor no período.

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A previsão do banco é de US$ 9,9 bilhões, pressionada por preços mais baixos do petróleo e perdas com estoques — que devem ser parcialmente compensados pela redução no custo de extração, margens melhores de diesel e leve melhora em Gás & Energia.

A XP manteve as projeções inalteradas para os próximos resultados da companhia: o Ebitda deve chegar a US$ 10,5 bilhões, queda de 1% ante o trimestre anterior; o lucro líquido esperado é de US$ 4,8 bilhões, recuo de 20% ante o primeiro trimestre; o fluxo de caixa do acionista estimado é de US$ 2,6 bilhões; e os dividendos devem ficar em torno de US$ 2,2 bilhões.

Já o Safra espera um Ebitda ajustado consolidado de US$ 9,9 bilhões, com uma margem de 49% e ucro líquido de US$ 3,6 bilhões. O banco também estima dividendos ordinários de US$ 2,2 bilhões.

Comprar ou vender Petrobras?

Diante de tantas previsões, os bancos e corretoras dizem o que fazer com os papéis da Petrobras neste momento. 

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Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, diz que apesar da queda do petróleo no trimestre por conta dos receios envolvendo as tarifas, a Petrobras entregou bom aumento de produção, que deve ajudar a compensar parte da piora de preços. 

“Negociando por apenas 4x lucros e um dividend yield acima de 10%, Petrobras segue como recomendação em diversas carteiras da Empiricus Research”, afirma. 

O Goldman Sachs também manteve a recomendação de compra para as ações da estatal. O preço-alvo para os papéis ordinários (ON) é de R$ 37,0 e para as ações preferenciais (PN), o preço-alvo é de R$ 35,10. 

Na mesma linha, o Safra tem recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações PN da Petrobras. O preço-alvo é de R$ 43.

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Em perspectiva de um balanço "mais apertado" e incertezas sobre investimentos futuros, o Santander mantém visão neutra para Petrobras e preço-alvo de US$ 13 (ADR) e R$ 38 (ação ON), no aguardo de revisões do plano de negócios no último trimestre..

O Citi também seguiu com recomendação neutra para as ações PN da Petrobras. O preço-alvo é de R$ 35.

Por volta de 11h50, PETR3 operava com queda de 0,53%, cotadas a R$ 35,40, enquanto PETR4 tinha baixa de 0,40%, cotada a R$ 32,29. 

No mesmo horário, o petróleo tipo Brent — usado como referência internacional — avançava 0,32%, a US$ 72,72, enquanto o WTI — a referência do mercado norte-americano — subia 0,36%, a US$ 69,46. 

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