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Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

REVISÃO DE CENÁRIO

O freio de mão da WEG (WEGE3): XP corta preço-alvo e não espera valorização significativa tão cedo; entenda o por quê

Corretora reitera recomendação neutra para as ações da companhia e aponta desaceleração do crescimento no curto prazo, apesar de fundamentos sólidos

Monique Lima
Monique Lima
12 de agosto de 2025
17:46
weg wege3 balanço ações bolsa ibovespa 2
Imagem: Adobe Stock/Reprodução - Montagem: Giovanna Figueredo

A XP não está otimista com o desempenho da WEG (WEGE3) no curto prazo. Após os resultados do segundo trimestre, os analistas não veem espaço para uma valorização significativa das ações nos próximos anos, mesmo com os papéis negociando a um preço considerado “descontado”.

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Sem novos gatilhos, o preço-alvo para as ações da WEG caiu para R$ 44 até o fim de 2026, o que representa um potencial de valorização de 18,2% sobre o fechamento da última segunda-feira (11). Antes, a projeção era de R$ 46 para o fim de 2025.

Com essa atualização, os analistas da XP mantiveram a recomendação neutra para WEGE3.

Nesta terça-feira (12), as ações da WEG recuaram no Ibovespa. Os papéis caíram 1,64%, cotados a R$ 36,61. No acumulado do ano, a ação já perdeu cerca de 30%.

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Por que a XP está cautelosa com a WEG?

Os analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes apontam uma combinação de fatores para sustentar essa visão mais conservadora sobre a companhia.

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O primeiro é o resultado do segundo trimestre, que veio abaixo das expectativas. A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,59 bilhão entre abril e junho, alta de 10,4% em relação ao mesmo período de 2024.

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede a capacidade de geração de caixa, somou R$ 2,26 bilhões, avanço de 6,5% na comparação anual.

Apesar das altas, a XP classificou o desempenho como “mais fraco do que o esperado”, com “sinais precoces” de desaceleração no crescimento orgânico.

O ambiente econômico global incerto reforça a visão de que a empresa pode enfrentar um ritmo mais lento de expansão nos lucros no curto prazo. A WEG atua em setores mais sensíveis aos ciclos econômicos, o que tende a pesar nos resultados futuros.

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A projeção da XP é de lucros fracos até 2026, com crescimento orgânico de apenas um dígito.

Ações penalizadas pelo futuro

Segundo a XP, a falta de notícias ou eventos capazes de impulsionar significativamente o preço da ação reduz as chances de valorização relevante nos próximos meses. Na visão dos analistas, a cotação atual já incorpora essa perspectiva mais pessimista.

As ações WEGE3 negociam hoje a um múltiplo de preço sobre o lucro (P/L) de 22,4 vezes para 2026. Para a XP, há pouco espaço para queda desse número, considerando 20x como um “piso” de valuation.

Esse patamar representa um desconto de 15% em relação a outras empresas do setor industrial e de energia. Ainda assim, a XP considera esse desconto justificado, já que as estimativas de lucro líquido para 2026 estão 6% abaixo do consenso de mercado.

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No longo prazo, há esperança

Mesmo com a cautela no curto e médio prazo, a XP afirma que os fundamentos estruturais da WEG continuam sólidos. A expectativa é que o crescimento volte a ganhar força a partir de 2027.

Essa retomada deve ser impulsionada pelos investimentos em expansão de capacidade, especialmente no segmento de Transmissão & Distribuição (T&D).

Além disso, áreas como sistemas de armazenamento de energia e mobilidade elétrica são vistas como motores de crescimento importantes, oferecendo oportunidades “críveis” para a companhia nos próximos anos.

*Com informações do Money Times.

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