Ainda é melhor que o Itaú? CFO do Banco do Brasil (BBAS3) volta a responder após lucro muito abaixo do concorrente no 2T25
Mesmo após dois balanços fracos, com tombo no lucro e ROE no menor patamar desde 2000, Geovanne Tobias mantém a confiança — e vê oportunidade para investidores

Qual é o melhor banco: Itaú (ITUB4) ou Banco do Brasil (BBAS3)? Os analistas de mercado neste momento tem poucas dúvidas sobre a resposta, mas o diretor financeiro (CFO) da instituição pública, Geovanne Tobias, manteve a afirmação que o BB é superior.
Logo no início do ano, Tobias já havia agitado o mercado ao afirmar que “não precisava convencer os analistas, não era o Itaú, era muito melhor”.
Dois balanços fracos depois — incluindo um tombo no lucro líquido superior a 60% e um ROE de apenas 8%, o menor desde 2000, no 2T25 —, o executivo mantém a posição.
Ao ser questionado novamente pelo Seu Dinheiro sobre quem é o melhor após mais um resultado superior do concorrente, o CFO foi enfático:
“Eu não tenho dúvida da nossa capacidade e da nossa qualidade de sermos o melhor banco do Brasil. Não tenho dúvida. O Itaú, sem dúvida alguma, entregou um resultado lindo, mas é outro modelo de negócios. Fazer o que o Banco do Brasil faz, mesmo com esses altos e baixos… é isso que traz a emoção. E o Brasil é isso, não somos Suíça. Então, o Banco do Brasil, para nós, continua sendo o melhor Banco do Brasil”, disse, em entrevista coletiva com jornalistas.
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O Banco do Brasil (BBAS3) pode piorar mais?
Na conversa com a imprensa, Geovanne Tobias enfatizou diversas vezes que o Banco do Brasil (BBAS3) encontra-se em um ano de ajuste.
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Para o CFO, a situação já “piorou bem”, mas, uma vez que iniciado o novo Plano Safra, o banco terá condições de conter o avanço da inadimplência.
Mesmo assim, ele alerta que ainda não é hora de falar em recuperação de resultados. “Não espere uma rentabilidade próxima à de 2024. Este ano será de low teens [dois dígitos baixos], mirando níveis mid a high teens apenas em 2026”, afirmou.
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Parte do impacto nos resultados, segundo Tobias, vem da resolução 4.966. “Se não estivéssemos nesse ambiente, teríamos economizado R$ 6 bilhões em provisões.”
“2025 será importante para fazermos esse 'freio de arrumação' e nos prepararmos para a retomada de nossa rentabilidade a partir de 2026. Já bateu no fundo do poço? Não é questão de poço, é uma questão de efetivamente fazermos os ajustes necessários e trazer de volta essa rentabilidade”, afirmou o executivo.
O investidor deveria pular fora das ações BBAS3?
A CEO Tarciana Medeiros também mandou recado direto aos acionistas: não é hora de o pequeno investidor desistir das ações do Banco do Brasil (BBAS3).
“O recado que eu tenho para o investidor: quem tem [a ação], mantenha; e quem não tem, compre”, afirmou a CEO.
“Aguardem 2025, vamos entregar para o mercado o que estamos nos propondo a entregar, e 2026 é um ano de recuperação. E os pequenos investidores que confiaram ao Banco do Brasil suas economias e suas expectativas de dividendos, eles serão honrados.”
O diretor financeiro também destacou que seria um bom ponto de entrada para quem quer investir em BBAS3.
“Esse ciclo vai passar, e o Banco do Brasil vai retornar ao patamar de rentabilidade que ele estava antes. Então, é um excelente momento de entrada, mesmo considerando um yield, que também não é ruim”, disse Tobias, falando sobre o payout de dividendos menor.
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