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Relatório aponta que valorização acelerada da ação e preço atual já incorporam boa parte dos ganhos futuros do banco
O UBS BB rebaixou sua recomendação para as ações do Itaú Unibanco (ITUB4) de “compra” para “neutro”. O motivo, segundo o relatório publicado nesta quinta-feira (10), é simples: o papel já andou demais neste ano e boa parte das boas notícias já está no preço.
Desde o começo de 2025, as ações do Itaú acumulam alta de 38%, contra 15% do Ibovespa no mesmo período. Isso levou o banco a negociar a 2 vezes o valor patrimonial (P/BV) — um dos maiores múltiplos históricos da instituição e bem acima da média dos últimos cinco anos, que ficou na casa de 1,5 vez.
Apesar do bom desempenho operacional, com retorno sobre o patrimônio (ROAE) na faixa de 23% — o melhor entre os grandes bancos brasileiros — e expectativa de distribuir cerca de R$ 55 bilhões em dividendos nos próximos 18 meses, o UBS acredita que o potencial de valorização adicional das ações ficou limitado.
“O valuation atual reduz o espaço para um novo re-rating”, afirma o relatório.
O UBS também aponta que o consenso de mercado já projeta crescimento de lucro de 8% para 2026, o que diminui as chances de revisões positivas significativas nos números do Itaú.
Junto com o downgrade, o UBS ajustou o preço-alvo das ações ITUB4 de R$ 37 para R$ 40, um aumento discreto que reflete principalmente a redução do custo de capital (COE) no Brasil — de 15,5% para 15% — diante da queda recente dos juros longos.
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A nova projeção implica múltiplos de 9,3 vezes o lucro estimado para 2025 e 2,1 vezes o valor patrimonial, confirmando a percepção de que o papel já opera próximo do seu valor justo.
O relatório reconhece os avanços na eficiência do banco — com a melhor relação custo/receita entre os grandes incumbentes e um consistente processo de fechamento de agências —, além da capacidade de manter altos níveis de rentabilidade e fortes pagamentos de dividendos.
Porém, na visão do UBS, o cenário favorável já está precificado. Além disso, o espaço para revisões positivas de lucros ou novos movimentos estratégicos significativos no curto prazo é limitado, o que justifica a recomendação neutra.
Por fim, o UBS destaca como riscos positivos uma eventual queda adicional no custo de capital das empresas brasileiras, o que poderia elevar o valor justo das ações do Itaú, e ganhos extras de eficiência que aumentem a rentabilidade.
Por outro lado, a equipe aponta que um aumento na inadimplência ou deterioração no ambiente macroeconômico, especialmente após tensões comerciais recentes, poderia afetar os resultados.
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