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CRISE NUCLEAR

Em meio a possível venda à J&F, Eletronuclear vê risco de ‘colapso financeiro’ e pede ajuda de R$ 1,4 bilhão ao governo Lula, diz jornal

O alerta da estatal é o mais recente de uma série de pedidos de socorro feitos ao longo dos últimos meses

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27 de outubro de 2025
16:15 - atualizado às 19:20
Usina Angra 1, operada pela Eletronuclear.
Usina Angra 1, operada pela Eletronuclear. - Imagem: Divulgação

Menos de dez dias depois de virar assunto no mercado pela possível compra da fatia privada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, a Eletronuclear voltou a ficar sob os holofotes — mas agora por um motivo que acendeu o alerta em Brasília e pode trazer dores de cabeça para o presidente Lula.

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A estatal, que opera as usinas de Angra 1 e 2, pediu um socorro de R$ 1,4 bilhão ao governo para não ficar no escuro, segundo o jornal Folha de S.Paulo. De acordo com o documento ao qual o veículo teve acesso, o caixa da empresa deve secar já em novembro, e a Eletronuclear teme não conseguir honrar seus compromissos até o fim de 2025.

De acordo com o jornal, o pedido teria sido realizado por meio de um ofício encaminhado na última segunda-feira (20) à ENBPar, empresa da União que controla as usinas. O Seu Dinheiro entrou em contato com a instituição, que afirmou que não iria se manifestar.

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O perigo do efeito cascata na Eletronuclear

 Ainda segundo informações do jornal, o comando da Eletronuclear alertou que uma eventual inadimplência de contratos teria um efeito cascata, com antecipação de cerca de R$ 6,5 bilhões em dívidas, além de retenção de receitas dadas como garantia de financiamentos e até a inviabilidade definitiva do Projeto Angra 3.

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Porém, um levantamento do BNDES a pedido da Eletronuclear, divulgado em 2024, indicou que o custo para retomar as obras de Angra 3 seria de R$ 23 bilhões. Por outro lado, o valor é ligeiramente superior ao custo estimado para abandonar completamente o projeto, de R$ 21 bilhões. O total investido até agora é de R$ 7,8 bilhões.

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E não para por aí: a Eletronuclear ainda gasta cerca de R$ 1 bilhão por ano com a manutenção e o serviço da dívida de Angra 3. A obrigação consome o caixa próprio da companhia, uma vez que não é coberta pela tarifa de energia.

"Assim, vislumbra-se risco de colapso operacional e financeiro da Eletronuclear já a partir de novembro de 2025, diante do exaurimento de caixa, com potenciais desdobramentos", diz o documento ao qual a Folha teve acesso.

O alerta da Eletronuclear é o mais recente de uma série de pedidos de socorro feitos pela estatal ao longo dos últimos meses. 

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A recente compra da fatia privada pela Âmbar Energia, braço da J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, traria fôlego à Eletronuclear, que esperava pagar a fatura com a emissão de R$ 2,4 bilhões em debêntures subscritas pela então Eletrobras e que agora serão assumidas pela J&F.

Porém, a operação ainda não saiu do papel. Embora a empresa tenha a expectativa de que o processo seja concluído até dezembro, se isso não ocorrer, a estatal ficará de cara com a inadimplência, “sujeitando-se não apenas a multas e juros, mas também à aceleração de outras dívidas", alertou a ENBPar, citando financiamentos contratados com BNDES e Caixa Econômica Federal.

Segundo a Folha, o ofício cita ainda um passivo de R$ 450 milhões com a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que fornece combustível às usinas. Até o fim de outubro, esse número já subiu para algo próximo de R$ 700 milhões.

Vai sobrar para Lula?

A crise da Eletronuclear pode acabar no colo de Lula. Isso porque a estatal já avisou que, sem solução para o colapso iminente, pode se tornar dependente do Tesouro Nacional para pagar despesas de pessoal e custeio.

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A dependência de verba federal seria um desfecho desastroso para o governo, que precisaria abrir espaço no já apertado Orçamento Fiscal para acomodar as despesas da Eletronuclear, tendo que sacrificar outras políticas da gestão.

Vale lembrar que o governo enfrentou um dilema semelhante com os Correios, que agora serão socorridos com um empréstimo de R$ 20 bilhões.

Em um documento anterior, enviado pela ENBPar para o Ministério de Minas e Energia (MME) em setembro, detalha a situação delicada da Eletronuclear, que, em dezembro deste ano, precisa quitar uma dívida de R$ 570 milhões com os bancos BTG Pactual e ABC Brasil, contraída para viabilizar a prorrogação da licença de operação de Angra 1 por mais 20 anos.

No documento, a ENBPar indica à União quanto ela precisaria injetar na empresa e dá a entender que o aporte é pré-condição para a emissão das debêntures.

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O que diz o governo sobre a situação da Eletronuclear

Já o Ministério da Fazenda disse que "tem posição restritiva quanto a pedidos de aporte em empresas estatais". A pasta afirmou ainda que está estimulando melhorias de gestão e alternativas próprias de negócio.

"Eventual pleito de reequilíbrio deve estar embasado em um plano detalhado de sustentabilidade, cuja avaliação concreta deve se dar primeiramente no âmbito setorial e junto à coordenação das estatais", disse à Folha.

Sem perspectiva de aporte, a Eletronuclear busca outras opções, como o "enquadramento extraordinário e antecipado" da empresa nas regras do Decreto n.º 12.500 de 2025, que regulamenta o plano de reequilíbrio econômico-financeiro de estatais não dependentes.

Porém, a Eletronuclear afirma que quaisquer saídas darão alívio ao caixa, mas não resolvem a equação maior.

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"O custo de R$ 1 bilhão por ano de Angra 3 é insustentável e ameaça corroer a geração de caixa das demais usinas. A tarifa atual está dimensionada apenas para Angra 1 e 2. Sem uma definição clara sobre o projeto, a Eletronuclear segue em risco iminente de desequilíbrio estrutural", disse à Folha.

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