Governo Lula entra em campo para salvar os Correios e busca empréstimo de R$ 20 bilhões com garantia da União
Desde 2022, a estatal apresenta prejuízos, mas o resultado negativo vem piorando semestre a semestre

Os Correios vêm acumulando prejuízos e, após amargar um déficit de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre, o governo quer tirar a estatal do buraco. A equipe do presidente Lula negocia um empréstimo de R$ 20 bilhões com o Banco do Brasil, a Caixa e outras instituições privadas para tentar equilibrar as contas da empresa.
A operação deve ter garantias da União e estará condicionada à adoção de medidas de reestruturação da gestão, com o objetivo de recompor as perdas dos últimos três exercícios e dos dois primeiros trimestres deste ano. Vale lembrar que, só entre abril e junho, o prejuízo foi de R$ 2,6 bilhões.
Os recursos do empréstimo serviriam para viabilizar medidas como um programa de demissões voluntárias e o cumprimento de dívidas junto a fornecedores, além de investimentos para obter ganho de eficiência.
- VEJA TAMBÉM: BOLSA em alta: OPORTUNIDADE ou voo de galinha? O que você PRECISA saber - assista o novo episódio do Touros e Ursos no Youtube
Em setembro, o novo presidente da estatal, Emmanoel Schmidt Rondon, assumiu o cargo no lugar de Fabiano da Silva. A gestão anterior vinha se queixando de medidas do Ministério da Fazenda, como a chamada "taxa das blusinhas", que fechou o cerco contra a importação de produtos de pequenos valores sem pagamento de tributos.
A dificuldade financeira dos Correios gerou cobranças por parte de fornecedores, que recorreram de pagamentos em atraso na Justiça. A crise da estatal bateu à porta, inclusive, dos fundos imobiliários. O Tellus Rio Bravo Renda Logística (TRBL11) levou a empresa aos tribunais para a cobrança de obrigações contratuais em relação à locação de um imóvel em Minas Gerais.
Há ainda compromissos já assumidos com bancos privados, como o BTG Pactual, um dos possíveis credores nesse novo socorro articulado pelo Palácio do Planalto.
Leia Também
Prejuízos em série dos Correios
Desde 2022, os Correios apresenta prejuízos, mas o resultado negativo vem piorando semestre a semestre. Naquele ano, a empresa fechou no vermelho em R$ 767 milhões. Em 2023 até houve uma pequena melhora, passando para um prejuízo de R$ 596 milhões. Porém, em 2024, o rombo chegou a R$ 2,59 bilhões.
Já no primeiro semestre de 2025, a empresa triplicou o prejuízo em relação ao mesmo período do ano anterior, com um aumento de 222% frente ao déficit de R$ 1,35 bilhão registrado.
No segundo trimestre, o prejuízo chegou a R$ 2,64 bilhões, que também indica um aumento de quase cinco vezes em comparação ao rombo de R$ 553 milhões do mesmo período de 2024.
Na divulgação do balanço, a empresa afirmou que "enfrenta restrições financeiras decorrentes de fatores conjunturais externos que impactaram diretamente a geração de receitas."
"Entre os principais motivos, destaca-se a retração significativa do segmento internacional, em razão de alterações regulatórias relevantes nas compras de produtos importados, que provocaram a queda do volume de postagens e o aumento da concorrência, resultando na redução das receitas vinculadas a esse segmento", diz a empresa, referindo-se de forma indireta à "taxa das blusinhas", implementada pelo governo Lula.
Em entrevista ao Estadão, em meados de julho, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, reconheceu os problemas financeiros da estatal e afirmou que a solução para reverter o quadro passa por cortes de custos e aumento de receitas.
"Tem de cortar custos de um lado e buscar receita de outro. Essa é a solução para os Correios, e num setor que está passando por transformação", disse Dweck.
Ela afirmou que os Correios perderam o monopólio de entregas no país, ao mesmo tempo que permaneceu com a obrigação de garantir fornecer o serviços para todo o território nacional, incluindo áreas remotas e pouco lucrativas.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA
Nada de dividendos extras: Vale (VALE3) descarta possibilidade, mas CFO revela alternativa que pode agradar acionista
31 de outubro de 2026 - 16:11REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) será dividida em duas empresas listadas em bolsa e aprova aumento de capital de R$ 39,8 bilhões
30 de outubro de 2026 - 19:00PROTEÇÃO ATIVADA
Apesar da pressão nos custos, Vale (VALE3) conta como economizou até US$ 3 bilhões no 3T26; ação sobe mesmo com balanço fraco
30 de outubro de 2026 - 15:18REDUÇÃO DE DÍVIDA NO RADAR
Vai sair do papel? CSN (CSNA3) dá passo decisivo para venda de negócio de cimentos por R$ 12,7 bilhões
30 de outubro de 2026 - 10:26BALANÇO 3T26
Com minério de ferro e petróleo jogando contra, Vale (VALE3) vê lucro cair 53%, para US$ 1,255 bilhão
29 de outubro de 2026 - 20:27O FUTURO DA PETROLEIRA
Petrobras (PETR4) confirma terceira descoberta de petróleo na Margem Equatorial
29 de outubro de 2026 - 18:50HORA DE COMPRAR?
Gerdau (GGBR4) no radar: Itaú BBA recomenda compra e UBS BB vê ação a R$ 35; o que está por trás do otimismo?
29 de outubro de 2026 - 16:50AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Dividendos de até US$ 4,2 bilhões: com operacional tinindo, Petrobras (PETR4) deve ‘blindar’ os proventos da queda do petróleo
29 de outubro de 2026 - 14:49RESULTADOS DO 3T26
Microsoft (MSFT) mostra que é possível crescer com IA gastando menos e com balanço sólido; veja números
29 de outubro de 2026 - 11:53CILADA NA BOLSA?
E agora, Nubank? Itaú BBA corta preço-alvo e alerta: o pior ainda pode estar por vir
29 de outubro de 2026 - 11:22NA MIRA DO BC
Mais uma liquidação: Banco Central tira do ar empresa que operava nos bastidores do Pix após encontrar “graves violações”
29 de outubro de 2026 - 9:34AQUECIMENTO PARA O BALANÇO
Vale (VALE3): lucro deve cair quase 50% no 3T26 com inimigo persistente roubando a cena. O que esperar do balanço de hoje?
29 de outubro de 2026 - 6:30RENEGOCIAÇÃO
Raízen (RAIZ4) consegue desconto de R$ 8,5 bilhões em dívidas tributárias; veja quanto a empresa terá de pagar
28 de outubro de 2026 - 18:26PERDEU O ENCANTO?
Itaú BBA deixa de recomendar compra de Bradesco (BBDC4), e ação cai forte; o que levou o bancão a perder o brilho?
28 de outubro de 2026 - 16:27O DILEMA DO BANCÃO
“O preço a pagar” para reduzir riscos: CEO do Santander revela plano para atingir ROE acima de 20%
28 de outubro de 2026 - 14:32BALANÇO AGRADOU
Caneta emagrecedora e dívida menor: os dois motores que fazem da Hypera (HYPE3) uma das poucas altas do Ibovespa hoje
28 de outubro de 2026 - 13:31REAÇÃO AO RESULTADO
Santander (SANB11) afunda mais de 5% após resultado fraco, mas analistas revelam ‘trunfo’ que pode salvar as ações da queda
28 de outubro de 2026 - 11:54OS BASTIDORES DA OPERAÇÃO
Por dentro da Shopee: 150 mil tipos de produtos, muitas mãos e uma corrida para fazer cada pedido chegar à sua casa
28 de outubro de 2026 - 10:46BALANÇO
Santander Brasil (SANB11) frustra no 3T26: lucro tomba 28% e ROE cai a 11,9%; veja os destaques do balanço
28 de outubro de 2026 - 6:16POTENCIAL DE ALTA