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Após a divulgação dos resultados abaixo das expectativas no quarto trimestre, a companhia anunciou o cancelamento de ações mantidas em tesouraria
A Rede Mater Dei (MATD3) começou o ano de 2025 de olho no crescimento, porém vai precisar espiar o retrovisor primeiro. A companhia divulgou resultados abaixo da expectativa do mercado e os investidores reagiram: os papéis da companhia despencavam mais de 11% por volta das 13h20 (horário de Brasília).
A empresa registrou lucro líquido de R$ 8,1 milhões no quarto trimestre de 2024, um recuo de 59% em relação com o mesmo período em 2023, segundo o balanço divulgado na quarta-feira (19).
O número veio abaixo das projeções dos analistas, que indicavam um lucro líquido de R$ 28 milhões, segundo a Bloomberg. Além disso, o montante registrado também representa uma queda de 87,3% em comparação com o terceiro trimestre de 2023.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 77,5 milhões, um recuo de 15,3% em comparação com o mesmo período em 2023 e de 48,4% em relação ao trimestre anterior.
A margem Ebitda ajustada alcançou 15,9%, uma queda de 4 pontos percentuais em relação na comparação anual e de 2,7 pontos ante o terceiro trimestre de 2024.
Segundo a Mater Dei, os resultados foram impactados pelo crescimento da receita de unidades com menores margens operacionais (ramp-up), pela PL da Enfermagem — legislação que estabelece o piso salarial para os trabalhadores da classe — e por uma menor diluição das despesas pelo desinvestimento do Hospital Porto Dias.
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Simultaneamente à divulgação do resultado trimestral, a companhia anunciou o cancelamento de 5.729.500 ações mantidas em tesouraria.
Com a operação, o capital social da companhia, que não sofreu redução, passou a ser dividido em 339.428.025 ações ordinárias.
Para refletir a mudança, o Estatuto Social da Companhia será atualizado em Assembleia Geral, que ainda será convocada, segundo o documento divulgado nesta manhã.
Vale lembrar que as ações canceladas representam papéis que foram recomprados pela própria empresa e estavam “guardadas”. Com o cancelamento, elas deixam de existir.
Em geral, a operação tem como objetivo a melhoria na estrutura de capital, redução do número de ações em circulação, utilização em negociações ou investimentos futuros (como fusões e aquisições), entre outras possibilidades.
*Com informações do Money Times
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