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A mudança acontece um dia após a Previ, maior fundo de pensão do país, zerar sua posição histórica na BRF (BRFS3)

O adiamento da união entre os dois maiores frigoríficos brasileiros abriu espaço para quem deseja reforçar sua posição antes desse casamento. Nesta terça-feira (15), a Marfrig (MRFG3) informou que seus acionistas controladores aumentaram a participação na empresa.
A mudança ocorreu um dia após a Previ, maior fundo de pensão do país, zerar sua histórica posição na BRF (BRFS3), em um movimento que representou um desinvestimento de aproximadamente R$ 1,9 bilhão.
Agora, Marcos Molina, Márcia Pascoal Marçal dos Santos e a MMS Participações Ltda. detêm juntos 646.294.180 ações ordinárias, equivalentes a 75,33% das ações totais da Marfrig.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a aquisição tem como objetivo reforçar a participação dos controladores na empresa, sem provocar mudanças na estrutura de controle ou na administração atual.
Ainda segundo o documento, não houve qualquer acordo ou contrato que regulasse o exercício de direito de voto ou a negociação das ações adquiridas nessa operação.
Se hoje a Marfrig viu crescer a fatia de seus controladores, na véspera, a BRF esteve envolvida em uma operação com a Previ que encerrou uma trajetória de mais de 30 anos — iniciada quando o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil começou a investir na gigante de proteínas.
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Com a votação sobre a fusão entre BRF e Marfrig se aproximando, o fundo decidiu antecipar-se às incertezas. Segundo a Previ, a decisão estratégica busca evitar possíveis impactos negativos resultantes da futura incorporação da BRF pela Marfrig.
As ações vendidas na operação foram negociadas por valor superior ao oferecido aos minoritários no exercício do direito de recesso, conforme informado pelo fundo.
Como a venda foi feita via bolsa, a Previ não tem informações detalhadas sobre os compradores. Contudo, o portal Pipeline afirma que a própria Marfrig e seu controlador, Marcos Molina, foram os principais responsáveis pelas aquisições dos papéis.
Ainda no fim de semana, a Marfrig elevou sua participação na BRF para pouco mais de 58% do capital social.
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