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UM CONTRA TRÊS

Lucro bilionário e liderança isolada: JP Morgan vale mais do que os três maiores concorrentes juntos

O banco norte-americano seguiu em expansão no segundo trimestre e encerrou o período com US$ 1,5 trilhão em ativos — US$ 1 trilhão à frente do segundo colocado

Imagem: Reprodução/JP Morgan

Na pista dos titãs de Wall Street, o JP Morgan parece correr com folga para conquistar o primeiro lugar no pódio. No segundo trimestre deste ano, o banco norte-americano teve um lucro líquido de US$ 15 bilhões, elevando o acumulado do semestre para US$ 30 bilhões — mais que o dobro de seu concorrente mais próximo, o Bank of America (BofA).

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Com os resultados divulgados nesta quarta-feira (16), o valor de mercado da instituição chegou a US$ 798,35 bilhões, ultrapassando a soma do BofA (US$ 353,28 bilhões), Citigroup (US$ 170,34 bilhões) e Wells Fargo (US$ 257,02 bilhões), seus três principais rivais.

A concorrência tem enfrentado obstáculos na pista neste ano, como o teto de ativos imposto ao Wells Fargo, a reestruturação do Citigroup e os efeitos da carteira de títulos de baixa rentabilidade no Bank of America.

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Enquanto isso, o JPMorgan seguiu em expansão e encerrou o trimestre com US$ 1,5 trilhão em ativos após a aquisição do First Republic Bank o banco que entrou em colapso financeiro em 2023. Isso o coloca US$ 1 trilhão em ativos à frente do segundo colocado.

Apesar dos resultados, JP Morgan passa a ter cautela

JP Morgan parece viver seu momento como se fosse campeão de Fórmula 1 — pelo menos por ora. Apesar da vantagem, Jamie Dimon, CEO do banco norte-americano, manteve cautela ao comentar os resultados na teleconferência com investidores.

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“Todos os nossos principais concorrentes estão de volta, crescendo e se expandindo. As fintechs são competentes e inteligentes e querem abocanhar grandes fatias do nosso negócio [...] Estamos sendo bastante cuidadosos para não declarar vitória antes da hora, como se esses retornos fossem garantidos para sempre”, afirmou.

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Entre os sinais que preocupam o CEO para uma mudança no cenário competitivo estão:

  • Remoção do teto de ativos do Wells Fargo;
  • Citigroup reportar a maior receita trimestral em mais de uma década no 2T25;
  • Goldman Sachs ampliar a liderança em negociação de ações;
  • A postura pró-cripto da administração do presidente dos EUA, Donald Trump, dando fôlego a startups do setor.

“Não entendo porque alguém escolheria uma stablecoin em vez de um simples pagamento, mas é fato que as fintechs são muito inteligentes. Estão tentando criar contas bancárias, entrar em sistemas de pagamentos e programas de recompensas — e precisamos estar atentos a isso”, destacou Dimon.

Banco tem segundo trimestre sólido, segundo CEO

Mesmo com o tom de cautela, o JP Morgan registrou um lucro líquido equivalente a US$ 5,24 por ação. Excluindo o efeito de um benefício fiscal de US$ 774 milhões, o resultado limpo teria sido de US$ 14,2 bilhões no total — ou US$ 4,96 por papel.

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Entre os dois indicadores de rentabilidade para acionistas, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) foi de 18%, e o retorno sobre o capital tangível (ROTCE) alcançou 21%.

“Registramos mais um trimestre sólido. Os mercados começaram o trimestre voláteis, mas o sentimento melhorou, e as atividades de investimento ganharam fôlego [...] Na gestão de ativos, tivemos um aumento de 10% nas taxas e fortes entradas líquidas”, destacou em conferência com os acionistas.

O banco norte-americano encerrou o trimestre com US$ 1,5 trilhão em caixa e ativos líquidos negociáveis, além de US$ 560 bilhões em capacidade de absorção de perdas.

O índice de capital CET1 (indicador de solidez exigido por reguladores dos EUA) do JP Morgan ficou em 15,1% no modelo avançado, acima do mínimo regulatório de 8%.

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*Com informações da Bloomberg

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