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Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

ALGUNS BILHÕES MENOS RICO

Larry Ellison, cofundador da Oracle, perdeu R$ 167 bilhões em um só dia: veja o que isso significa para as ações de empresas ligadas à IA

A perda vem da queda do valor da empresa de tecnologia que oferece softwares e infraestrutura de nuvem e da qual Ellison é o maior acionista

Karin Salomão
Karin Salomão
12 de dezembro de 2025
10:56 - atualizado às 19:54
Larry Elisson - Elon Musk - Oracle - Homem mais rico do mundo
Larry Ellison - Imagem: Reprodução

Larry Ellison, presidente do conselho e cofundador da Oracle, viu sua fortuna encolher US$ 31 bilhões, ou quase R$ 167 bilhões, em só um dia. De acordo com a Forbes, ele ainda tem US$ 249,6 bilhões no bolso, ou R$ 1,34 trilhão.

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Até o começo desta semana, o bilionário ocupava o posto da segunda pessoa mais rica do mundo. Ainda está no pódio, mas em terceiro lugar, cedendo a posição para o cofundador do Google Larry Page, com fortuna de US$ 260 bilhões.

A perda vem da queda do valor da empresa de tecnologia que oferece softwares e infraestrutura de nuvem e da qual Ellison é o maior acionista. No ano, porém, ele ainda está US$ 57 bilhões mais rico, diz a Forbes.

Resultados da Oracle

A empresa divulgou seus resultados no dia 10, depois do fechamento o mercado. Mesmo com lucro muito acima da estimativa, a Oracle decepcionou os acionistas e despencou 13% em um único dia na bolsa, vendo US$ 80,4 bilhões evaporarem do seu valor de mercado. Foi a maior queda diária desde janeiro, quando as ações encolheram 13,7%.

Há muito tempo uma participante menor no mercado de nuvem, a companhia entrou na corrida da infraestrutura de inteligência artificial neste ano graças a um acordo de US$ 300 bilhões com a OpenAI, criadora do ChatGPT.

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Ela também também fornece serviços para clientes relevantes como o TikTok, da ByteDance, e a Meta.

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A receita da fabricante de softwares, bancos de dados e infraestrutura de nuvem veio abaixo do esperado: alcançou US$ 16,06 bilhões, enquanto o consenso era de US$ 16,19 bilhões.

Entre essas divisões, o faturamento da nuvem foi um dos que mais cresceu: a alta foi de 34%, para US$ 7,89 bilhões. No entanto, ficou ligeiramente abaixo as expectativas. A companhia viu ainda sua margem operacional ajustada cair de 43,4% no ano passado para 41,9% no segundo trimestre.

O que fez o lucro subir foi uma venda de participação. A Oracle vendeu sua fatia na companhia de chips Ampere para o Softbank por US$ 2,7 bilhões, aumentando os lucros antes dos impostos em US$ 0,91 por ação diluída. Isso fez o lucro por ação ajustado chegar a US$ 2,26, bem acima da estimativa de consenso de Wall Street de US$ 1,64.

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Preocupações com IA

A queda da Oracle provocou uma liquidação de ações de tecnologia, uma vez que os gastos maciços da empresa e as previsões fracas alimentaram dúvidas sobre a rapidez com que as grandes apostas em inteligência artificial serão compensadas.

Outro motivo para o derretimento das ações veio da preocupação de que o Google esteja saindo na frente da OpenAI na inteligência artificial.

Uma preocupação de analistas é o gasto da companhia para alimentar sua expansão nesse setor, financiado por uso de dívidas. A Oracle já queimou cerca de US$ 10 bilhões no primeiro semestre de seu ano fiscal devido aos investimentos em IA.

Executivos de tecnologia disseram que os gastos são necessários para uma tecnologia que transformará o trabalho e tornará as empresas mais eficientes, argumentando que o maior risco é o subinvestimento, e não o excesso de gastos.

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Com Money Times

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