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Com a dupla listagem aprovada, reprecificação das ações deve se tornar a grande narrativa da JBS
Depois de anos flertando com o sonho americano, a JBS (JBSS3) finalmente arrumou as malas e comprou a passagem rumo aos Estados Unidos. A partir do mês que vem, a empresa terá papéis negociados na bolsa de valores de Nova York (Nyse) e BDRs negociados na B3.
O grande foco da companhia com essa mudança é reduzir o desconto de valuation em relação às gigantes do setor e conquistar maior visibilidade entre investidores internacionais.
Em outras palavras, a JBS é hoje negociada com desconto em relação aos seus pares internacionais, o que abre espaço para as ações se valorizarem com a listagem em NY (movimento chamado tecnicamente de re-rating ou reprecificação).
Agora, a empresa dos irmãos Batista está a poucos passos de entrar no mesmo ringue que nomes de peso do mercado global. Entre eles estão a Tyson Foods, referência norte-americana em proteínas e alimentos processados, e a PPC (Pilgrim’s Pride Corporation) — que, apesar de competir diretamente, é controlada pela própria JBS.
Para os analistas do BTG Pactual, pela primeira vez desde o IPO, o foco dos investidores deve sair do desempenho de curto prazo dos lucros e migrar para o potencial de reprecificação (re-rating) das ações.
De acordo com os analistas do banco, a ação da JBS hoje é negociada a 5,5 vezes EV/ Ebitda projetado para 2025 — métrica usada para avaliar se uma empresa está cara ou barata em relação ao seu potencial de geração de caixa operacional.
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“Embora fechar o gap em relação à Tyson (7,7x EV/Ebitda nos próximos 12 meses) exija mais do que apenas uma mudança de endereço fiscal, no curto prazo, parece razoável que a JBS pelo menos seja negociada em linha com sua subsidiária PPC (6,4x EV/Ebitda)”, escreve o time formado por Thiago Duarte, Guilherme Guttilla e Gustavo Fabris.
Assim, o banco estima um potencial de valorização entre 33% e 84% para a ação. “Cada 1 vez de precificação no múltiplo EV/Ebitda representaria uma alta de 40%”, destacam.
O Santander também enxerga esse movimento. Para o banco, a ação inclusive já está passando por esse re-rating, já que está sendo negociada acima da média histórica dos últimos 10 anos, com 5,3 vezes EV/Ebitda versus um histórico de 4,9 vezes.
“Mais importante ainda, ao converter para a contabilidade norte-americana, vemos a JBS negociando a 6,1x, contra 5,9x da PPC, mas ainda bem abaixo das 8,4x da Tyson — o que indica que o gap de valuation está diminuindo, mas ainda há espaço para valorização”, escrevem os analistas do Santander em relatório.
Na visão do Itaú BBA, a conclusão da listagem nos Estados Unidos é um evento de redução de risco para a tese de investimento.
O encerramento desse processo pode beneficiar a JBS de diversas formas: ampliando o acesso a uma base maior de investidores e aumentando sua visibilidade entre players globais — o que facilita comparações com pares internacionais —, além de melhorar a flexibilidade para utilizar ações como fonte de financiamento, inclusive por meio de eventuais emissões de capital.
A mudança também tende a reduzir o custo de capital da companhia e fortalecer ainda mais sua governança corporativa, agora sob a supervisão da Securities and Exchange Commission (SEC, equivalente à nossa CVM).
Por outro lado, o Santander alerta para o fato de que a deslistagem das ações JBSS3 pode acarretar em uma saída de R$ 550 milhões por parte de fundos passivos (que replicam índices), considerando a exclusão da empresa dos índices Ibovespa e do Índice Brasil 10 (IBRX 10).
Essa pressão vendedora é significativa, já que supera o volume médio negociado por dia, podendo impactar negativamente o preço da ação no curto prazo.
Além disso, o banco não espera que a JBS entre em índices globais ou norte-americanos mais amplos tão cedo, o que também limita o potencial de entrada de recursos nesse momento.
Os analistas destacam também que os desdobramentos do recente aumento do Imposto para Operações Financeiras (IOF) para investir no exterior é algo a ser monitorado.
Isso porque o aumento da alíquota de 0,38% para 1,1% pode levar investidores brasileiros a não converterem seus BDRs em ações Classe A e optarem por mantê-los, o que representaria um risco para a liquidez do papel nos Estados Unidos.
Apesar dos riscos, os três bancos recomendam a compra das ações da JBS.
O Itaú BBA segue com uma visão positiva sobre a empresa, devido à plataforma diversificada da companhia, que lhe permite navegar por diferentes ciclos de proteínas e regiões geográficas com volatilidade relativamente baixa.
Para o banco, o anúncio reforça a tese de investimento de longo prazo, já que uma possível reprecificação marginal pode destravar um potencial de valorização além das premissas atuais de múltiplos justos para a JBS.
“Acreditamos que o sentimento dos investidores mudou: antes focado no rendimento de fluxo de caixa livre para os acionistas (FCFE), agora se concentra na possibilidade de reprecificação dos múltiplos. Embora o rendimento atual de FCFE esteja abaixo da média histórica, ele pode se tornar atrativo quando comparado com empresas globais do setor de proteínas e de bens de consumo essenciais”, escreve o time de análise do banco em relatório.
Para o BTG e o Santander, a tese de reprecificação também é um dos principais motivos de manutenção da recomendação de compra.
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