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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

NOVA CHUVA DE PROVENTOS?

Itaúsa (ITSA4) e Itaú Unibanco (ITUB4) vão fazer os acionistas felizes com dividendos polpudos? CEOs revelam o que esperar dos proventos

Já é garantido que os dividendos que a Itaúsa receber do Itaú pingarão direto na conta dos investidores. Mas o que esperar dessas remunerações?

Camille Lima
Camille Lima
30 de setembro de 2025
12:35
Itaúsa (ITSA4), holding dos controladores do Itaú
Itaúsa (ITSA4) holding dos controladores do Itaú - Imagem: Shutterstock

Quando o assunto é Itaúsa (ITSA4) e Itaú Unibanco (ITUB4), o que os investidores mais querem saber é: de quanto será a bolada que vão receber de dividendos? Na manhã desta terça-feira (30), os CEOs da holding e do banco trouxeram uma cor maior sobre o que esperar das distribuições de proventos.

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Durante o Panorama Itaúsa, encontro anual com investidores, o CEO da holding, Alfredo Setubal, garantiu que manterá a prática de distribuir “todos os dividendos e proventos recebidos do Itaú Unibanco para os acionistas”. 

“Isso faz da Itaúsa uma grande pagadora de dividendos, o que explica nossa ampla base de pessoas físicas na B3 e coloca a Itaúsa entre as cinco maiores empresas pagadoras de dividend yield da bolsa”, afirmou Setubal.

Os proventos provenientes de outros investimentos, fora do Itaú, porém, costumam ser retidos temporariamente para pagar despesas da holding, amortizar dívidas e financiar programas como o Instituto Itaúsa. 

“Sempre procuramos alocar o capital da melhor forma possível, estudando se é mais vantajoso recomprar ações ou pagar dividendos. O objetivo é entregar retorno adequado para os investidores”, acrescentou o presidente.

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Dividendos extraordinários do Itaú (ITUB4)

Do lado do Itaú Unibanco, o CEO Milton Maluhy Filho reforçou que a distribuição de dividendos, inclusive dos tão esperados proventos extraordinários, é consequência de uma gestão mais prudente do capital e de resultados consistentes.

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“Quando alocamos bem o capital e criamos valor para os clientes, os resultados vêm. O banco é regulado, precisa manter níveis de capital importantes, mas não retém excessos. Com o crescimento do lucro, a expectativa é ter um dividendo adicional relevante no início do ano que vem”, disse Maluhy. 

Vale lembrar que o anúncio oficial do montante do dividendo extraordinário do Itaú será feito no início de 2026. Mas, a título de comparação, o banco distribuiu R$ 28,7 bilhões aos acionistas em 2024, sendo R$ 15 bilhões em proventos adicionais, com um payout de 69,4%.

Além da remuneração via proventos, o Itaú também tem realizado recompras de ações, como uma outra forma de distribuir valor aos investidores, numa espécie de “dividendos indiretos”.

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Para Maluhy, o ciclo de crescimento e distribuição aos acionistas é virtuoso: rentabilidade acima do custo de capital, gestão prudente do capital mínimo exigido pelo conselho e atenção à alocação estratégica permitem ao banco equilibrar crescimento e retorno ao investidor.

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