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Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

COMPRAR OU VENDER?

Itaú BBA retoma cobertura da Brava Energia (BRAV3) com recomendação de compra e projeção de valorização de 50% para as ações

Analistas veem progresso operacional e estratégia focada em offshore impulsionando valor a longo prazo, apesar de desafios no curto prazo

Monique Lima
Monique Lima
20 de agosto de 2025
13:29
Funcionários da Brava Energia (BRAV3)
Funcionários da Brava Energia (BRAV3) - Imagem: Site da Brava

O Itaú BBA retomou a cobertura da Brava Energia (BRAV3) com uma recomendação “outperform”, que equivale a uma indicação de compra. O banco destaca um progresso operacional sólido da empresa nos últimos meses, marcado por melhorias de execução e ganhos de eficiência.

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A produção da Brava alcançou 74 mil barris de óleo equivalente por dia (kbpd) em julho e os custos de extração de petróleo (lifting costs) caíram para US$ 17,4/boe no segundo trimestre — uma redução de 13% em relação ao trimestre anterior.

Para Monique Greco, Eric de Mello e Eduardo Mendes, um ponto crucial na tese de investimento é a decisão da Brava de concentrar seus investimentos (capex) no desenvolvimento offshore, que são operações em mar. 

Essa mudança visa aumentar a exposição a ativos com maior retorno financeiro e reforça o caminho da empresa para diminuir seu endividamento no curto prazo. Segundo o BBA, a empresa também tem avançado em seus esforços de gestão de passivos e reavaliado sua estratégia de alocação de capital.

O Itaú BBA definiu um preço-alvo de R$ 28 por ação BRAV3 para o final de 2026. O valor implica um potencial de valorização de 50% em relação aos níveis atuais, de R$ 18,60. 

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Desafios no curto prazo, oportunidade no longo

Apesar da visão positiva, o Itaú BBA reconhece que o cenário de curto prazo para a Brava Energia pode não sustentar um forte desempenho das ações. 

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Fatores como o crescimento limitado da produção no curto prazo — até a conclusão das campanhas de perfuração offshore —, a redução incerta de capex em ativos onshore e uma perspectiva cautelosa para os preços do petróleo podem pesar.

No entanto, para o longo prazo, a visão é otimista. O banco acredita que a Brava está tomando as medidas certas com sua agenda de diminuir o endividamento e manter o foco em ativos essenciais. 

Esses esforços devem sustentar um rendimento do fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE Yield) de 29% e uma alavancagem (dívida líquida pelo Ebitda) reduzida para 1,1 vez até 2027. Ambas as projeções consideram o preço do petróleo Brent a US$ 65/bbl.

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O que o Itaú BBA espera da Brava 

O modelo atualizado do Itaú BBA projeta uma produção média total de 88 kboed em 2025, 92 kbpd em 2026 e 98 kbpd em 2027. 

A expectativa é que esse crescimento seja sustentado por quatro novos poços previstos para iniciar a produção nos campos de Atlanta e Papa-Terra até 2027. Para os campos onshore, os analistas assumiram uma taxa de declínio de 5% em 2026, devido ao menor capex. 

Por falar em capex, as projeções são de US$ 462 milhões em investimentos para 2025, US$ 517 milhões para 2026 e US$ 380 milhões para 2027. A prioridade é para o capex offshore, visto como mais rentável. 

As novas estimativas financeiras da Itaú BBA para a Brava Energia, são:

Indicador202520262027
Receita LíquidaR$ 12,199 bilhões R$ 11,476 bilhõesR$ 12,302 bilhões
Ebitda R$ 5,865 bilhõesR$ 5,673 bilhõesR$ 6,145 bilhões
Lucro LíquidoR$ 3,196 bilhõesR$ 2,342 bilhõesR$ 2,672 bilhões
Fonte: Itaú BBA. Data: 20/08/2025.

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