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Segundo a empresa, a nova captação “visa financiar o desenvolvimento de negócios com provedores de internet de micro, pequeno e médio porte”
A Intelbras (INTB3) engordará a conta com centenas de milhões ao longo dos próximos três anos — e tudo por conta do financiamento recém-anunciado com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
A empresa de equipamentos eletrônicos, redes, comunicação e energia fechou um contrato no valor de R$ 200 milhões com a instituição.
Segundo comunicado enviado à CVM, a nova captação “visa financiar o desenvolvimento de negócios com provedores de internet de micro, pequeno e médio porte”.
O montante total do financiamento será disponibilizado de acordo com o andamento do projeto, entre este ano e 2027.
Já a amortização dos recursos deverá ser feita em até 60 meses após período de carência de até 12 meses, com remuneração atrelada à taxa referencial (TR) acrescida de um spread de 2,7% ao ano.
As ações da Intelbras (INTB3) apanharam na bolsa de valores nos últimos meses e acumularam perdas da ordem de 34% na B3 em um ano.
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Esse tombo foi mais acentuado no fim do ano passado — mais especificamente, desde novembro —, após o mercado se frustrar com as margens fracas registradas no balanço da companhia no terceiro trimestre, catalisadas pela forte depreciação do câmbio e por maiores custos de logística.
No entanto, para o Bank of America (BofA), a liquidação dos papéis foi exagerada e o “desempenho inferior recente parece injustificado”, com as ações recuando 30% desde novembro, contra uma queda de apenas 4% do Ibovespa no mesmo período.
Segundo os analistas, a retomada de 2025 e a geração de caixa da Intelbras ainda não estão precificadas nas contas do mercado — o que abriu uma janela atraente de valuation, estimado a um múltiplo de 7 vezes o preço/lucro (P/L) para este ano.
Não à toa, o BofA manteve recomendação de compra para as ações INTB3, com preço-alvo de R$ 25,00, uma valorização potencial de 83% em relação ao último fechamento.
Nas projeções do banco, este ano deve ser forte para a companhia, com aumento de margens e redução de estoque, que deve contribuir para a geração de caixa.
“Achamos que os investidores estão excessivamente preocupados com os resultados voláteis recentemente e vemos um 2025 forte, dado que esperamos que as margens aumentem sequencialmente e se normalizem em níveis históricos e prevemos uma redução considerável de estoque que deve contribuir para a geração de caixa e pagamento de dividendos”, afirmaram os analistas.
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