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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

DINHEIRO NA CONTA

Intelbras (INTB3) garante financiamento de R$ 200 milhões do BNDES. Onde a empresa investirá o dinheiro — e o que fazer com as ações agora?

Segundo a empresa, a nova captação “visa financiar o desenvolvimento de negócios com provedores de internet de micro, pequeno e médio porte”

Camille Lima
Camille Lima
30 de janeiro de 2025
9:43 - atualizado às 9:44
Intelbras
Prédio sede da Intelbras - Imagem: Divulgação

A Intelbras (INTB3) engordará a conta com centenas de milhões ao longo dos próximos três anos — e tudo por conta do financiamento recém-anunciado com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). 

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A empresa de equipamentos eletrônicos, redes, comunicação e energia fechou um contrato no valor de R$ 200 milhões com a instituição. 

Segundo comunicado enviado à CVM, a nova captação “visa financiar o desenvolvimento de negócios com provedores de internet de micro, pequeno e médio porte”. 

O montante total do financiamento será disponibilizado de acordo com o andamento do projeto, entre este ano e 2027. 

Já a amortização dos recursos deverá ser feita em até 60 meses após período de carência de até 12 meses, com remuneração atrelada à taxa referencial (TR) acrescida de um spread de 2,7% ao ano.

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E agora, o que fazer com as ações da Intelbras (INTB3)?

As ações da Intelbras (INTB3) apanharam na bolsa de valores nos últimos meses e acumularam perdas da ordem de 34% na B3 em um ano. 

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Esse tombo foi mais acentuado no fim do ano passado — mais especificamente, desde novembro —, após o mercado se frustrar com as margens fracas registradas no balanço da companhia no terceiro trimestre, catalisadas pela forte depreciação do câmbio e por maiores custos de logística.

No entanto, para o Bank of America (BofA), a liquidação dos papéis foi exagerada e o “desempenho inferior recente parece injustificado”, com as ações recuando 30% desde novembro, contra uma queda de apenas 4% do Ibovespa no mesmo período.

Segundo os analistas, a retomada de 2025 e a geração de caixa da Intelbras ainda não estão precificadas nas contas do mercado — o que abriu uma janela atraente de valuation, estimado a um múltiplo de 7 vezes o preço/lucro (P/L) para este ano.

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Não à toa, o BofA manteve recomendação de compra para as ações INTB3, com preço-alvo de R$ 25,00, uma valorização potencial de 83% em relação ao último fechamento.

Nas projeções do banco, este ano deve ser forte para a companhia, com aumento de margens e redução de estoque, que deve contribuir para a geração de caixa.

“Achamos que os investidores estão excessivamente preocupados com os resultados voláteis recentemente e vemos um 2025 forte, dado que esperamos que as margens aumentem sequencialmente e se normalizem em níveis históricos e prevemos uma redução considerável de estoque que deve contribuir para a geração de caixa e pagamento de dividendos”, afirmaram os analistas. 

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