Iguatemi (IGTI11) tem potencial de valorização de 22%, na visão da XP; hora de ir às compras?
Corretora projeta crescimento nas vendas e nas taxas de ocupação dos shoppings da rede

A XP Investimentos acredita que agora é o momento para encher as sacolas com ações da rede de shoppings Iguatemi (IGTI11). Nesta sexta-feira (26), a corretora reiterou sua recomendação de compra para os ativos da rede.
O preço-alvo das ações é R$ 29,50. Esse preço indica um potencial de valorização de 21,3% em comparação aos R$ 24,32, valor em que as ações estavam sendo negociadas por volta das 15h40 de hoje.
Neste ano, os papéis da administradora de shopping centers acumulam uma alta superior a 40%.
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Por que a corretora recomenda Iguatemi?
A XP Investimentos reforçou a recomendação de compra já existente depois de uma conversa com Guido Oliveira, CFO da empresa.
Para os analistas, Oliveira transmitiu uma perspectiva positiva sobre indicadores operacionais e, ao mesmo tempo, foi cauteloso em relação à alocação de capital em meio a taxas de juros elevadas.
Há também um sentimento de otimismo para o terceiro trimestre (3T25) da rede. Nesse período, uma expansão de dois dígitos nas vendas dos lojistas é esperada.
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As praças de alimentação são uma das responsáveis por essa expectativa de avanço. Segundo a XP, a expansão deve ser puxada pelo bom desempenho do segmento de alimentos e bebidas e pelas unidades de satélites – aquelas lojas menores que se beneficiam do fluxo de clientes.
“Apesar de um ritmo de crescimento mais moderado em relação ao segundo trimestre (2T25), as vendas devem permanecer resilientes”, diz a corretora.
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Sem gula
A XP também aponta que as taxas de ocupação dos shoppings, ou seja, o número de lojas alugadas em cada centro comercial, podem ficar mais robustas nos próximos meses. Isso será possibilitado pelos custos controlados e as reformas em alguns shoppings.
Apesar desse aumento na taxa de ocupação, a XP acredita que o Iguatemi deve trilhar um caminho diferente do que é tomado pelo mercado imobiliário atualmente.
Nesse setor, as atividades de fusões e aquisições crescem, só que o Iguatemi tende a manter a busca por novos imóveis em níveis baixos, segundo os analistas
O relatório diz que a rede de shoppings “continuará monitorando de perto as oportunidades para aumentar as participações nos ativos do portfólio, bem como possíveis reciclagens, já que os fundos imobiliários (FIIs) parecem estar ganhando força após um período com atividades limitadas”.
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Projetos para o futuro
Na parte de investimentos (capex), a corretora projeta que os atrasos em projetos de expansão, como no Iguatemi São Paulo e no Iguatemi Brasília, devem elevar as despesas. O custo deve ficar na casa dos R$ 500 milhões em 2026, acima do guidance de 2025, que é de R$ 330 milhões a R$ 400 milhões.
Outro projeto relevante da companhia, na visão da XP, é o desenvolvimento de empreendimentos de uso misto, que juntam comércio e moradia no mesmo imóvel.
A corretora enxerga esse tipo de edifício como algo importante por causa do potencial construtivo do Iguatemi, que pode gerar sinergias com os shoppings já existentes.
Lucro não é destaque
Apesar desse otimismo, em julho, o Iguatemi não era a ação de operadora de shoppings centers favorita da XP em relação ao lucro.
A corretora projetou, naquele mês, um aumento nas taxas de ocupação do Iguatemi e das suas concorrentes, Multiplan (MULT3) e Allos (ALOS3), devido ao bom momento do setor. O desafio para as companhias era o impacto dos juros altos sobre os resultados financeiros.
Nesse quesito, a XP apontou que apenas a Allos conseguiu converter seus bons fundamentos operacionais em lucro crescente para os acionistas no atual cenário.
*Com informações do Money Times.
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