Grupo Pão de Açúcar (PCAR3): Rafael Ferri dá primeiro passo para chegar ao alto escalão da empresa; ações disparam 9%
Ferri indicou a si próprio como candidato ao Conselho de Administração da companhia, que será eleito no dia 5 de maio

A briga por influência no comando do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) continua, e Rafael Ferri mexeu a peça mais recente nesse tabuleiro.
O investidor indicou a si próprio como candidato ao Conselho de Administração da companhia, que será eleito em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) marcada para 5 de maio.
Também foram indicados André Coelho Diniz, por recomendação própria, e Leandro Assis Campos, indicado por Fábio Coelho Diniz.
As informações foram divulgadas pela companhia em um comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta segunda-feira (14).
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Muito conhecido dos pequenos investidores da bolsa nas redes sociais, Ferri já popularizou entre os 'sardinhas' teses de investimento como a da empresa de educação Cogna, além da própria Casas Bahia quando ainda se chamava Via Varejo.
No passado, Ferri chegou a ser condenado pela CVM por manipulação de mercado no caso da chamada "bolha do alicate", como ficou conhecida a valorização e posterior queda da empresa de utensílios domésticos Mundial.
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Ferri e sua holding, a Startups BR Holding Ltda., detêm juntos 1,2% do capital social do GPA e vêm ampliando sua participação nas últimas semanas.
Os outros dois indicados possuem juntos outros 2,04% do capital da companhia. Entretanto, de acordo com informações do jornal Valor Econômico, o grupo Coelho Diniz se aproxima dos 7% do capital em diferentes fundos.
O grupo solicitou a adoção do voto múltiplo, mecanismo que permite aos acionistas distribuir seus votos entre menos candidatos — o que pode aumentar as chances de minoritários garantirem cadeiras no conselho.
Por enquanto, a jogada ainda não pode ser efetivada: a adoção do voto múltiplo só ocorre se acionistas com pelo menos 5% do capital votante fizerem o pedido até 48 horas antes da assembleia.
No começo desta manhã, as ações PCAR3 subiam 9%, negociadas a R$ 4,13.
Anteriormente no Grupo Pão de Açúcar…
O atual conselho da companhia tinha mandato até 2026, mas o empresário Nelson Tanure, que vem avançando sua posição na empresa, solicitou a AGE com o objetivo de indicar duas cadeiras no Conselho de Administração.
Para isso, o empresário — por meio do fundo Saint German — alinhou-se aos principais acionistas do GPA, o grupo francês Casino e o investidor Ronaldo Iabrudi, para formar uma chapa única de candidatos ao conselho.
Os indicados serão: Rodrigo Tostes, atual diretor financeiro da Light — empresa na qual Tanure é acionista relevante —, e o advogado Pedro Borba, parceiro de longa data do mesmo.
A assembleia foi solicitada no último dia 30, pelo Saint German FIM, fundo da Trustee DTVM, que é controlada por Tanure. Estima-se que, considerando toda a posição em derivativos e a participação de 5,7% nas ações do GPA, o fundo possui cerca de 10% da empresa.
Já o Casino detém, indiretamente, 22,5% da companhia, enquanto Iabrudi detém 5,47% dos papéis do grupo, segundo informações do Valor.
Em nota enviada ao Seu Dinheiro, Tanure declarou que os demais acionistas acolheram sua proposta e que espera contribuir para o Grupo Pão de Açúcar da mesma forma que tem feito com outras companhias.
“Esperamos contribuir com o Grupo Pão de Açúcar da mesma forma que temos feito em outras companhias. A acolhida por parte dos demais acionistas foi das mais encorajadoras desde o primeiro momento e não temos dúvida de que há muito a realizar e a conquistar nos próximos anos”, diz a nota.
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