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Segundo o BNDES, os empreendimentos vão gerar 4.500 empregos diretos e indiretos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 566 milhões para a Gerdau (GGBR4), segundo nota divulgada neste sábado (21).
O aporte vem do Novo Fundo Clima e do Finem, de modo que os recursos serão direcionados para a construção de um mineroduto e um rejeitoduto em Ouro Preto, Minas Gerais, além da instalação de um centro de reciclagem de sucata em Pindamonhangaba, São Paulo.
A expectativa é que as iniciativas reduzam as emissões de mais de 100 mil toneladas de gases do efeito estufa anualmente e gerem cerca de 4.500 empregos diretos e indiretos.
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, enfatizou em nota que o projeto se alinha à nova política industrial do governo Lula, com foco na descarbonização e na transição para uma indústria mais verde.
Já o diretor financeiro da Gerdau, Rafael Japur, celebrou o "primeiro acesso ao Fundo Clima" como um marco importante para a empresa, visando ampliar a eficiência energética.
A obra do mineroduto, com 13 km de extensão entre a Mina de Miguel Burnier e a unidade de Ouro Branco (MG), juntamente com um rejeitoduto de 10 km, tem como objetivo modernizar as opções de transporte.
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O projeto de mineração da Gerdau contemplará recirculação de água e reduzirá a circulação de caminhões na região, diminuindo as emissões de gases do efeito estufa. O BNDES estima que essa modalidade substituirá até 1.500 caminhões por dia, responsáveis pelo transporte de 60 mil toneladas de minério, mitigando significativamente as emissões de veículos a diesel.
Em Pindamonhangaba, o novo centro de reciclagem permitirá o beneficiamento completo da sucata, separando metais ferrosos e não ferrosos, além de impurezas. Este processo aumentará a utilização de sucata na fabricação de aço, reforçando a contribuição da Gerdau para a descarbonização.
A empresa já se destaca como uma das maiores recicladoras de sucata nas Américas. A Gerdau adquire cerca de 10 milhões de toneladas de sucata por ano diretamente de indústrias, cooperativas e catadores nos países em que opera.
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