O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Na avaliação da Fitch, a Braskem precisa manter o acesso a financiamento por meio de bancos ou mercados de capitais para evitar uma reestruturação
A Fitch Ratings rebaixou os ratings da Braskem (BRKM5) diante da incerteza sobre a capacidade de a empresa petroquímica cumprir obrigações futuras, incluindo os pagamentos de juros programados para janeiro de 2026, o que indica que uma reestruturação da dívida é possível no curto prazo.
A agência de classificação de risco de crédito cortou os ratings de inadimplência do emissor (IDR) de longo prazo em moeda local e em moeda estrangeira da Braskem de 'CCC+' para 'CC'.
A Fitch também rebaixou o rating sênior sem garantia da Braskem America Finance Company de 'CCC+'/'RR4' para 'CC', com um rating de recuperação de 'RR4'; e o rating sênior sem garantia da Braskem Netherlands Finance B.V. de 'CCC+'/'RR4' para 'CC'/'RR4'. Ratings subordinado, de escala nacional e sênior sem garantia também foram afetados.
O problema é a proximidade dos próximos pagamentos da companhia e a sua capacidade de pagá-los.
A Fitch citou que a Braskem enfrenta "obrigações de cupom concentradas de aproximadamente US$ 130 milhões em janeiro de 2026, abrangendo os cupons de seus títulos de 2028 (vencimento em 10 de janeiro), notas de 2031 (vencimento em 12 de janeiro), notas de 2081 (vencimento em 23 de janeiro) e notas de 2030 e 2050 (vencimento em 31 de janeiro)".
Embora a empresa tenha reportado US$ 1,3 bilhão em caixa em setembro de 2025 e posteriormente tenha utilizado integralmente sua linha de crédito standby de US$ 1,0 bilhão em outubro, a empresa ainda depende de linhas de crédito fornecidas por bancos.
Leia Também
A Fitch avalia a dependência da Braskem em relação à liquidez do balanço patrimonial e às linhas de crédito bancárias como evidência de flexibilidade financeira reduzida em meio ao elevado risco de eventos e à recuperação incerta do fluxo de caixa operacional.
"A concentração dos pagamentos de cupom aumenta materialmente o risco de inadimplência no curto prazo, e a Fitch tem visibilidade limitada sobre a capacidade e a disposição da Braskem de cumprir integralmente e pontualmente suas obrigações futuras, na ausência de um plano de financiamento crível e executável", pontua a agência em comunicado divulgado nesta terça-feira, 30.
Na avaliação da Fitch, a Braskem precisa manter o acesso a financiamento por meio de bancos ou mercados de capitais para evitar uma reestruturação, visto que os spreads petroquímicos enfrentam pressão contínua de baixa.
"A contratação de consultores financeiros pela empresa pode sinalizar uma reestruturação iminente ou outras ações relacionadas à dívida que poderiam ser prejudiciais aos detentores de títulos", nota a agência.
A Fitch afirma ainda que avaliará a estrutura final, o financiamento e a governança da Braskem caso a aquisição proposta das ações da empresa por um fundo assessorado pela IG4 seja concluída.
A gigante petroquímica viu sua derrocada acontecer de maneira muito rápida. Ela viveu tempos de muita fartura durante a pandemia do novo coronavírus, num ciclo de alta que perdurou até o final de 2021. A crise sanitária, que paralisou o mundo, trouxe uma vantagem inesperada para o setor: a demanda por insumos para máscaras, seringas para vacinas e outros produtos de PVC explodiu, mantendo a indústria operando a todo vapor.
No entanto, a bonança não durou para sempre. Quando o mundo começou a voltar ao normal, em 2022, o cenário mudou drasticamente. O fervor por insumos petroquímicos começou a cair, e a Braskem se viu, junto com toda a indústria global, inserida em um superciclo de baixa. Isso porque havia uma sobreoferta de resinas plásticas para uma demanda que já não correspondia.
Quem contribuiu para o cenário de sobreoferta massiva foi a China, e isso causou uma disrupção no mercado global, transformando o mercado curto em um mercado longo de margens comprimidas. Acontece que este ciclo ruim já se estende há anos — e os analistas seguem revisitando as perspectivas, adiando cada vez mais as previsões de recuperação.
Na avaliação da Fitch Ratings, é possível que um ponto de inflexão na indústria petroquímica venha apenas entre o fim de 2028 e o início de 2029.
“Não vemos o mercado deteriorando; achamos que talvez já tenha atingido o fundo do poço. Mas as racionalizações no setor demoram para acontecer, o que deve sustentar os spreads um pouco mais comprimidos por alguns anos”, disse o analista Marcelo Pappiani em entrevista ao Seu Dinheiro em setembro.
Com Estadão Conteúdo
A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos
As mudanças na estatal ocorrem por conta das eleições de outubro, já que quem for se candidatar precisa deixar os cargos no Executivo até hoje (4)
Gestora carioca escreveu carta aberta à operadora de saúde, com críticas à reeleição do Conselho e sua alta remuneração ante os maus resultados da empresa
Montadora de carros elétricos do bilionário Elon Musk têm números abaixo das expectativas em meio a redirecionamento de negócios
Mineradora mais que dobra reservas e segue entregando, mas banco afirma que boa parte da história já está no preço
Segundo uma carta da Squadra, o conselho de administração da empresa deve ganhar R$ 57 milhões em 2026, o que equivale a 1% do valor de mercado da empresa e coloca o time entre os mais bem pagos da bolsa
Analistas do banco apontam descolamento do minério e indicam potencial de valorização acima de 20% para ações
A a empresa quer que ao menos 45% da dívida seja revertida em ações, deixando os credores com até 70% das ações ordinárias, a R$ 0,40 por papel
Confira os problemas na operadora de saúde, segundo a gestora, e quais as propostas da Squadra para melhorar o retorno aos acionistas da Hapvida
A transação envolve toda a participação da Oi e de sua subsidiária na empresa de infraestrutura digital neutra e de fibra ótica por R$ 4,5 bilhões
O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos
Empresa dá novos passos na reestruturação e melhora indicadores no ano, mas não escapa de um trimestre negativo; veja os números
O anúncio da renúncia de Bruno Moretti vem acompanhado de novos impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã
O preço por ação será de R$ 5,59, valor superior ao atual: as ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, Marino Colpo detalha as dores do crescimento da Boa Safra e por que planos estratégicos devem incluir M&A nos próximos meses
Subsidiária VBM salta de 10% para 26% do Ebitda da Vale e deve ganhar ainda mais peso com preços elevados e novos projetos
Com um fluxo de caixa mais estável, a empresa pode remunerar os acionistas. Se não encontrar novas oportunidades de alocação de capital, poderia distribuir R$41,5 bilhões em dividendos até 2032, 90% do valor de mercado atual, diz o BTG
A saída de Rafael Lucchesi, alvo de críticas por possível interferência política, foi bem recebida pelo mercado e abre espaço para a escolha de um CEO com perfil técnico — em meio a desafios operacionais e à fraqueza do mercado norte-americano
Desde o início do plano de desinvestimento da subsidiária, o total das vendas alcançam cerca de US$ 241 milhões, deixando um montante de US$ 559 milhões a serem alienados
Com Ebitda positivo e alavancagem em queda, aérea tenta deixar para trás fase mais aguda da crise; confira os números do trimestre