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A maioria das vagas eliminadas fica na Dinamarca, com previsão de redução de 5 mil vagas do quadro de 78,4 mil funcionários
A Novo Nordisk (N1VO34) cortará cerca de 11% da força de trabalho global para economizar US$ 1,3 bilhão até o final de 2026, conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira (10).
No total, aproximadamente 9 mil postos serão eliminados dos 78,4 mil existentes atualmente na farmacêutica. A maioria dos cortes ocorrerá na Dinamarca, com previsão de redução de 5 mil empregados.
A Novo Nordisk atribuiu a medida à desaceleração recente do crescimento no segmento de obesidade, cada vez mais competitivo e voltado ao consumidor. A empresa afirma que, após anos de forte expansão, aumentaram a complexidade interna e os custos, exigindo ajustes para manter a competitividade.
Após o anúncio, as ações da Novo Nordisk listadas na bolsa de valores de Copenhague encerraram o pregão com alta de 3,6%, a 351,15 coroas dinamarquesas. Já os BDRs da farmacêutica avançaram 1,40%, a R$ 37,06.
Segundo o CEO da Novo Nordisk, Mike Doustdar, a reestruturação vai permitir realocar recursos para P&D, expansão da produção e iniciativas comerciais, de forma a ampliar o acesso de milhões de pacientes ainda sem tratamento.
“Precisamos ser mais rápidos e ágeis. Isso significa adotar uma cultura baseada em desempenho, empregar melhor os recursos e priorizar investimentos onde terão maior impacto”, disse.
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Em contrapartida, a Novo Nordisk espera um impacto negativo de 6 pontos percentuais (p.p.) no lucro operacional deste ano, revisado para entre 4% e 10%. No guidance emitido em agosto, a farmacêutica esperava alta no lucro operacional entre 10% e 16% em 2025.
O plano terá um custo pontual de reestruturação de US$ 1,2 bilhão, incluindo baixas contábeis. No terceiro trimestre de 2025, a Novo Nordisk prevê despesas de US$ 1,4 bilhão, parcialmente compensadas por uma economia de US$ 156,64 milhões no quarto trimestre deste ano.
Os próximos resultados financeiros completos da Novo Nordisk serão divulgados no dia 5 de novembro, com os números referentes aos primeiros nove meses deste ano.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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