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Enquanto outras empresas de tecnologia, como Apple e Google, estão vendo seus papéis passarem por forte desvalorização, o banco digital vai na direção oposta, mas momento da compra ainda não chegou, segundo analistas
O Nubank (ROXO34) parece nadar contra a corrente quando a questão é valorização no longo prazo — no bom sentido — de acordo com analistas do Itaú BBA.
Enquanto outras empresas de tecnologia, como Apple e Google, estão vendo seus papéis passarem por forte desvalorização – juntas, as Sete Magníficas caíram 25% neste ano – o Nubank vê o movimento das ações indo na direção oposta, de alta.
Mesmo sem resultados expressivos, os papéis do banco digital acumulam ganho de 8% no ano — algo que não está relacionado a revisões de lucros relativos, já que tem sido piores que a dos pares —- mas sim por se aproveitar da sua história para atrair investidores, segundo o BBA.
Os analistas apontam que o ROXO34 se encaixa na temática relativamente favorável de histórias domésticas da América Latina e de mercados emergentes.
“O Nubank, no atual patamar, entre US$ 10 e US$ 11, pode parecer 'mais barato' do que no passado, mas outras ações de crescimento de referência estão ainda mais desvalorizadas”, afirmam os analistas.
Por isso, o BBA não acha que o movimento justifique a compra das ações agora. A recomendação da casa para os ADRs (American Depositary Receipts) do Nubank é neutra, com preço-alvo de US$ 12 para 2025.
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Apesar de haver espaço para mais valorização, existem fatores que fazem o Nubank ter uma base mais próxima de um castelo de areia do que de concreto.
O Itaú BBA destacou que qualquer frustração nos resultados pode causar uma queda mais acentuada nos papéis da fintech.
“Continuamos fundamentalmente cautelosos, prevendo trimestres mais fracos pela frente, o que deve acionar revisões negativas nas estimativas. Isso serve de reflexão tanto para os otimistas quanto para os pessimistas”, pontuam os analistas do Itaú.
Imaginando um cenário ideal, o Nubank está contrastando com o referencial gerado pelas Sete Magníficas, que caíram, em média, 25% neste ano.
Grande parte da base de investidores se sobrepõe, e as trajetórias divergentes dos preços das ações sugerem que o banco digital está se beneficiando de uma rotação dos investidores globais para ações de crescimento.
“O negócio do Nubank é movido puramente por atividade doméstica. A queda nos preços das commodities, junto com um dólar mais fraco, pode significar até mesmo menor inflação para seus clientes”, aponta o relatório.
O atual patamar da ADR tem funcionado como resistência em correções recentes, segundo o BBA.
“Dado o contexto global, o preço de US$ 10 do Nubank não o tornou mais descontado frente a ativos comparáveis — muito pelo contrário", afirma o Itaú BBA.
A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%
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