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Na visão do banco, as ações são referência no setor, mesmo com um cenário macro adverso para as construtoras menos expostas ao Minha Casa Minha Vida
A Cyrela (CYRE3) superou as expectativas do BTG Pactual com a prévia operacional do segundo trimestre de 2025, divulgada na noite da última terça-feira (8).
O banco reiterou a recomendação de compra para as ações, que, na visão dos analistas, são referência no setor — desafiando o cenário macro complicado para construtoras menos expostas ao Minha Casa Minha Vida (MCMV).
As ações sobem 0,16% por volta das 11h15 da quarta-feira (9), negociadas a R$ 25,67.
No segundo trimestre de 2025, as vendas líquidas contratadas da construtora avançaram 37% no ano, para R$ 3,2 bilhões, superando em 14% a projeção dos analistas do BTG. Na comparação com os três primeiros meses de 2025, a alta foi de 8%.
A participação da companhia nas vendas contratadas foi de 73% no segundo trimestre de 2025, levemente inferior aos 74% reportados no ano passado. No critério de participação da Cyrela, as vendas foram de R$2,24 bilhões, avanço de 31% ano a ano.
No semestre, as vendas líquidas aumentaram 39% na comparação com os seis primeiros meses de 2024, atingindo R$ 6,2 bilhões.
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As vendas foram bem distribuídas entre os segmentos, com destaque para o de baixa renda — que corresponde às faixas 2 e 3 do MCMV —, onde houve avanço de quase 180% no segundo trimestre de 2025 frente o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 1,3 bilhão.
De resto, foram R$ 1,24 bilhão no alto padrão e R$ 700 milhões no médio padrão.
“A companhia segue ganhando participação no MCMV, mesmo com o cenário macroeconômico mais adverso para média e alta renda. A boa performance é explicada por projetos de alta qualidade e exposição relevante ao segmento de entrada, mais defensivo", escreveram os analistas do BTG Pactual em relatório.
Cabe lembrar que, diferente da lógica de outros setores, na construção civil as empresas com exposição às rendas mais baixas são as mais resilientes a momentos delicados da economia. Isso graças ao modelo do programa Minha Casa Minha Vida, que limita os juros cobrados, independentemente da Selic.
Segundo a Cyrela, das vendas realizadas no trimestre, os lançamentos e o estoque em construção dividem as maiores participações, com 49% cada. O restante foi de imóveis que já estavam prontos.
No indicador de velocidade de vendas, ou Vendas sobre Oferta (VSO), a Cyrela tem apresentado declínio em 2025. Depois de fechar o ano com um índice de 55%, o VSO caiu para 52,6% no primeiro trimestre, e voltou a recuar entre abril e junho, para 52,3%.
A Cyrela quase triplicou o Valor Geral de Vendas (VGV) dos lançamentos em comparação com o ano anterior.
Entre abril e junho, a empresa lançou 17 empreendimentos, contra 9 no mesmo período de 2024. O VGV para 2025 alcançou R$ 4,1 bilhões, um aumento de 182% em relação aos R$ 1,4 bilhão registrados no ano passado. Segundo o BTG Pactual, isso reflete uma demanda resiliente.
A Cyrela detém 73% do valor dos lançamentos no segundo trimestre. Considerando apenas sua participação, o VGV foi de R$ 2,8 bilhões, com um avanço anual de 176%.
Em relação ao primeiro trimestre de 2025 (1T25), o VGV dos lançamentos caiu 15%. No semestre, a Cyrela somou quase R$ 9 bilhões em novos empreendimentos, quase três vezes o valor de 2024.
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