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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

ÀS COMPRAS

Com lugar no conselho, Família Diniz amplia fatia no Pão de Açúcar (PCAR3); ação chega a subir 8%

A Família Diniz agora detém 10% do capital social da empresa, depois de ter conquistado um assento no Conselho de Administração

Bia Azevedo
Bia Azevedo
15 de maio de 2025
15:22 - atualizado às 17:30
Grupo Pão de Açúcar GPA PCAR3
Fachada de loja do Pão de Açúcar - Imagem: Jacques Lepine / Estadão Conteúdo

Após André Luiz Coelho Diniz conquistar um assento no conselho do Pão de Açúcar (PCAR3) há pouco mais de uma semana, a família Diniz decidiu elevar sua participação na companhia, conforme comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite da última quarta-feira (14).

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O grupo fundador do Pão de Açúcar — que inclui o novo conselheiro, Alex Sandro Coelho Diniz, Fábio Coelho Diniz, Henrique Mulford Coelho Diniz e Helton Coelho Diniz — alcançou 10% de participação no capital da companhia, o equivalente a pouco mais de 49 milhões de ações. Cada integrante detém 2% da companhia.

As ações fecharam o o pregão desta quinta-feira (15) com alta de 2,12%. Nas máximas do dia, os papéis chegaram a subir 8,79%, a R$ 3,59. 

De acordo com o comunicado, não há a intenção de alterar a composição de controle ou a estrutura do Grupo Pão de Açúcar. 

Anteriormente, em Pão de Açúcar…

Cabe lembrar que no dia 5 deste mês a empresa passou por uma mudança em seu alto escalão. Após uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) convocada pelo empresário Nelson Tanure por meio do fundo Saint German, o então Conselho de Administração da companhia foi destituído. 

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Assim, Tanure conseguiu um de seus objetivos, mas acabou sofrendo uma derrota: não conseguiu emplacar a nova chapa que havia costurado nos bastidores. 

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Dois dos três nomes ligados diretamente a ele, Pedro Borba e Rodrigo Tostes, acabaram retirando suas candidaturas antes da votação, esvaziando a tentativa de consolidar o controle de Tanure sobre a nova composição do conselho. No fim, o nome que o empresário conseguiu emplacar foi o de Sebastián Los.

O investidor Rafael Ferri, que havia adquirido uma participação de 5,86% na companhia semanas antes da AGE, se destacou ao obter a maior votação individual entre os candidatos ao conselho: foram 320,8 milhões de votos, suficientes para garantir uma das nove vagas disponíveis. 

A eleição foi realizada por meio do sistema de voto múltiplo, adotado a pedido dos acionistas durante a assembleia.

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Logo depois, o Ferri reduziu sua participação no GPA (PCAR3) para um nível abaixo de 5%. 

Muito conhecido dos pequenos investidores da bolsa nas redes sociais, Ferri já popularizou entre os 'sardinhas' teses de investimento como a da empresa de educação Cogna, além da Casas Bahia quando ainda se chamava Via Varejo.

No passado, Ferri chegou a ser condenado pela CVM por manipulação de mercado no caso da chamada "bolha do alicate", como ficou conhecida a valorização e posterior queda da empresa de utensílios domésticos Mundial.

Os outros nomes eleitos ao conselho do GPA foram: Marcelo Pimentel (atual CEO), Ronaldo Iabrudi, Christophe Hidalgo, Helene Bitton e Líbano Barroso.

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