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Companhia de saneamento do Rio de Janeiro não informou montante aplicado nos papéis, mas tinha R$ 248 milhões em CDBs do Master ao final do primeiro semestre
A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), concessionária de saneamento do Rio de Janeiro, informou ao mercado, na tarde desta terça (18), o inadimplemento dos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) do Banco Master que constam entre suas aplicações financeiras.
Em fato relevante, a empresa disse que solicitou resgate parcial da aplicação, o qual não foi processado, em razão da liquidação extrajudicial do Master, decretada pelo Banco Central hoje.
A Cedae informou ainda que "o pagamento do resgate encontra-se suspenso, devendo a companhia proceder à habilitação de crédito junto ao liquidante designado pelo Banco Central do Brasil."
Pessoas jurídicas também têm direito ao ressarcimento pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas o limite é o mesmo das pessoas físicas, R$ 250 mil por CNPJ, por instituição financeira emissora, o que é um valor baixo para uma empresa.
Credores com aplicações acima do limite do FGC precisam entrar na fila para receber no processo de liquidação, o que pode ou não ocorrer.
A Cedae não informou o valor que tem aplicado em CDBs do Master, mas de acordo com o último balanço da companhia, datado de junho deste ano, o investimento totalizava R$ 248 milhões.
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"A companhia esclarece que está avaliando os impactos financeiros decorrentes do evento, bem como adotando todas as providências cabíveis para a preservação de seus direitos, inclusive no âmbito do processo de liquidação", diz a Cedae no fato relevante.
A Cedae não foi a única empresa exposta aos CDBs do Banco Master a se manifestar a respeito nesta terça-feira. Mais cedo, a Oncoclínicas, que tem parte do seu caixa alocado nos papéis, informou o vencimento antecipado de R$ 433 milhões em CDBs do banco, como parte de um acordo, em razão da liquidação extrajudicial da instituição.
O acordo previa ainda a possibilidade de a Oncoclínicas utilizar o saldo dos CDBs para comprar ações da própria companhia que estão em poder de dois fundos de investimento em participações (FIPs): o Tessália Fundo de Investimento e o Quíron Fundo de Investimento.
O Banco Master investiu R$ 1 bilhão na Oncoclínicas em um aumento de capital em maio de 2024 por meio desses dois fundos.
Em fato relevante, a companhia ressaltou que já havia provisionado R$ 217 milhões em suas demonstrações financeiras de 30 de setembro de 2025, em função do rebaixamento do crédito do Master por agências de classificação de risco entre os meses de setembro e outubro.
“Dessa forma, a exposição contábil, na data de hoje, líquida do provisionamento já efetuado, é estimada em aproximadamente R$ 216 milhões”, diz o documento.
Os papéis da Oncoclínicas são um dos destaques negativos do pregão de hoje na bolsa, em razão das notícias envolvendo o Master.
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