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À primeira vista, o mercado teve uma leitura positiva da proposta de migração da empresa para o nível mais elevado de governança corporativa da B3; saiba o que muda
Os acionistas da Axia Energia (AXIA3), ex-Eletrobras, parecem ter aprovado os planos da elétrica de migrar para o Novo Mercado da B3. As ações operam no azul nesta quinta-feira (19), figurando entre os destaques positivos do Ibovespa pela tarde.
Por volta das 14h30, os papéis AXIA3 subiam 2,54%, cotados a R$ 60,07. Desde o começo do ano, a valorização supera os 17%.
Atualmente, a Axia conta com as ações AXIA3 (ordinárias, que devem permanecer se a proposta for adiante), AXIA5 (preferenciais classe A1), AXIA6 (preferenciais classe B1) e AXIA7 (preferenciais classe C).
A administração da Axia propõe a conversão de ações preferenciais (AXIA6 e AXIA5) em ações ordinárias (AXIA3) na proporção de 1,1 ação ordinária para cada ação PNA1 ou PNB1.
O Novo Mercado reúne as empresas com maior nível de governança. Se aprovada a proposta, a Axia passará a ter sua base acionária composta apenas por ações ordinárias (que dão direito a voto), uma das exigências para integrar o segmento.
A empresa informou que recebeu autorização da B3 para “tratamento excepcional” das ações preferenciais classe A1 (PNA1), classe criada na operação que permitiu a distribuição de R$ 30 bilhões em reservas de lucro da companhia elétrica por meio de bonificação de ações.
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Veja aqui todos os detalhes da proposta da Axia.
O Itaú BBA considera os termos finais da migração justos, tendo em vista que a proposta reconhece o tratamento econômico diferenciado dos acionistas preferenciais, que recebem um prêmio de dividendos pelo menos 10% superior ao pago aos acionistas ordinários.
“Além disso, vale mencionar que o efeito de diluição para os acionistas ordinários é agora bastante limitado devido às PNCs, que não estão sujeitas à proposta de migração, uma vez que seus direitos são equivalentes aos das ações ordinárias desde a sua emissão”, ponderam os analistas.
Uma vez aprovada a migração, a expectativa do BBA é um "melhor alinhamento de interesses entre os acionistas", somado a uma governança aprimorada, maior liquidez das ações, possibilidade de atrair mais investidores estrangeiros de longo prazo e mais flexibilidade para a administração da empresa gerenciar sua estratégia de remuneração dos acionistas.
Por sua vez, o Santander avalia a migração como um passo construtivo, visto que a listagem no Novo Mercado deve fortalecer ainda mais os padrões de governança corporativa e aumentar a liquidez da Axia.
“A migração proposta não implica em quaisquer alterações para os acionistas da AXIA7 (PNC), uma vez que estas ações não estão sujeitas a conversão ao abrigo da proposta atual e não serão afetadas pelos termos aplicáveis à PNA1 e à PNB1”, avaliam os analistas.
Para os analistas, a expectativa é que todas as PNCs serão resgatadas ou convertidas em ações ordinárias até ao final de 2028.
Além disso, embora a proposta preveja o direito de retirada para investidores de ações PNA1 e PNB1, o Santander não espera saídas significativas, considerando que a recente valorização fez com que o preço das ações ultrapassasse o valor de reembolso esperado.
Após a proposta de migração para o Novo Mercado, o Itaú BBA manteve recomendação de compra para as ações da Axia Energia, com preço-alvo de R$ 50,30 para AXIA3 no fim de 2026.
O Santander também manteve recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de R$ 65,46 para AXIA6 e R$ 60,30 para AXIA3.
*Com informaçõesdo Money Times.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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