Cyrela (CYRE3) vende ações em leilão na B3 e garante R$ 1 milhão “extra” aos investidores. Quem tem direito?
Leilão envolveu frações de ações que sobraram após bonificação aos investidores; veja quando o pagamento será depositado na conta dos acionistas

A Cyrela (CYRE3) garantiu um pequeno pagamento "extra" a investidores nesta semana. A construtora anunciou na última quinta-feira (19) que arrecadou cerca de R$ 1,07 milhão com a venda de 35,9 mil ações em leilão realizado na B3.
Os papéis vendidos são fruto das frações remanescentes do processo de bonificação de ações preferenciais de classe especial.
Quando há bonificação e surgem as frações, a empresa agrupa essas pequenas parcelas e as leva para leilão, transformando o que seria um “troco” acionário em dinheiro vivo.
No leilão, o preço médio obtido foi de R$ 29,83 por ação, segundo comunicado enviado ao mercado.
O montante arrecadado será repassado proporcionalmente aos investidores que tinham direito a essas frações. O pagamento está previsto para 24 de fevereiro de 2026.
A situação financeira da Cyrela (CYRE3)
A prévia operacional da Cyrela no quarto trimestre trouxe um resultado modesto, na visão dos analistas.
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No período, os lançamentos da Cyrela somaram R$ 3,31 bilhões em valor geral de vendas (VGV), excluindo permutas, referentes a 21 projetos. O volume representa queda de 32% na comparação anual e de 3% em relação aos três meses anteriores.
Do total lançado, 46% correspondem a projetos de alta renda, 35% de renda média e 19%, de baixa.
Já no acumulado de 2025, os lançamentos da construtora atingiram R$ 12,97 bilhões, um avanço de 35% frente a 2024.
Entre outubro e dezembro, as vendas líquidas totalizaram R$ 2,37 bilhões, também excluindo permutas, o que representa recuo de 33% na comparação anual e queda de 4% em base trimestral.
Já a velocidade de vendas (VSO) caiu para 45,2% nos últimos 12 meses, uma redução de 9,8 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
Mercado ainda vê potencial nas ações
Na avaliação do BTG Pactual, as construtoras de média e alta renda conseguiram atravessar 2025 com desempenho acima do esperado, apesar de um cenário macroeconômico apertado.
Mesmo com a Selic a 15% ao ano e taxas de hipoteca girando em torno de 14%, volumes cresceram e margens permaneceram sólidas.
Para 2026, o ambiente ainda inspira cautela. O calendário eleitoral adiciona incerteza, e o crédito imobiliário deve continuar caro — ainda que o mercado espere um início gradual de queda nos juros a partir de março.
Nesse contexto, a palavra de ordem é seletividade, segundo os analistas. E é justamente nesse critério que a Cyrela aparece bem posicionada.
Segundo o BTG, investidores devem priorizar empresas com balanços robustos e histórico comprovado de navegação em diferentes fases do ciclo. A Cyrela se encaixa nesse perfil, afirmaram os analistas.
Um dos pilares que sustentam a confiança é a diversificação das fontes de lucro. Cerca de 40% dos ganhos da companhia já vêm do segmento de baixa renda, , por meio de marcas ligadas ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), considerado mais resiliente em períodos de juros elevados.
Além disso, o valuation segue chamando atenção. Mesmo após uma alta acumulada de cerca de 80% nos últimos 12 meses, CYRE3 negocia a múltiplos considerados atrativos frente ao lucro projetado — com um preço sobre lucro estimado em 6,5 vezes para 2026.
*Com informações do Money Times.
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