Banco do Brasil (BBAS3) detalha pagamento de mais de R$ 400 milhões em JCP; confira prazos e condições
Investidores precisam estar posicionados até o início de março para garantir o pagamento anunciado pelo banco

O Banco do Brasil (BBAS3) anunciou nesta quinta-feira (19) que aprovou a distribuição de R$ 400,4 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP) como remuneração antecipada aos acionistas referente ao primeiro trimestre de 2026.
Segundo o fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o valor bruto corresponde a R$ 0,07014190105 por ação, a ser pago em 11 de março. Vale lembrar que o JCP tem cobrança de imposto de renda retido na fonte (IRRF), descontado automaticamente do valor pago ao acionista.
Terão direito ao pagamento os investidores posicionados nas ações do banco em 2 de março de 2026. A partir de 3 de março, os papéis passam a ser negociados na condição “ex-direitos”, ou seja, sem acesso ao provento.
Na prática, após a data de corte, a cotação das ações costuma passar por um ajuste técnico equivalente ao valor distribuído.
Assim, o investidor pode optar por comprar os papéis antes da data de fechamento para garantir o recebimento do JCP ou aguardar o ajuste e adquirir as ações por um preço potencialmente menor, mas já sem direito aos proventos.
O anúncio já estava previsto no cronograma de remuneração divulgado pelo banco em janeiro. Na ocasião, o conselho de administração aprovou um payout de 30% para 2026, a ser distribuído por meio de dividendos e JCP.
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Na última semana, o banco havia comunicado a distribuição de R$ 1.234.746.707,80 em JCP, relativos ao quarto trimestre de 2025 (4T25). Esse montante será pago em 5 de março, tendo como base a posição acionária de 23 de fevereiro.
Banco do Brasil: dividendos podem aumentar?
O anúncio do JCP vem uma semana após o BB divulgar números 40% acima do esperado no 4T25, com lucro de R$ 5,7 bilhões, e melhora expressiva do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) em relação ao trimestre anterior.
Investidores, no entanto, estão de olho mesmo nos dividendos. Seria possível sonhar com mais proventos? Apesar da melhora, o CFO do banco, Giovanni Tobias, conteve as expectativas ao responder se payout poderia subir.
“A nossa principal missão é garantir a sustentabilidade do Banco do Brasil e do negócio no país. E, para isso, precisamos ter uma estrutura sólida de capital”, afirmou, em um vídeo publicado no canal do BB.
*Com informações do Money Times
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