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Maria Carolina Abe

Maria Carolina Abe

É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país - entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora de Empresas no Seu Dinheiro.

REGRAS SÃO REGRAS

Caixa Seguridade (CXSE3) movimenta R$ 1,22 bi em oferta secundária de ações; entenda o que obrigou a companhia a promover um follow-on

Antes desta operação, a Caixa Econômica Federal detinha 82,75% das ações da Caixa Seguridade

Maria Carolina Abe
Maria Carolina Abe
20 de março de 2025
10:10 - atualizado às 10:49
Caixa; Pedro Guimarães
Foram ofertadas 82,4 milhões de ações ordinárias pertencentes à Caixa, controladora da companhiaImagem: Shutterstock

A Caixa Seguridade (CXSE3) fez uma oferta secundária de ações para atingir o percentual mínimo de papéis em circulação e se adequar às regras do segmento Novo Mercado da B3.

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A oferta movimentou R$ 1,22 bilhão, com preço por papel fixado em R$ 14,75. Ao todo, foram ofertadas 82.380.893 ações ordinárias pertencentes à Caixa Econômica Federal, controladora da companhia.

Trata-se de uma oferta subsequente, ou secundária. Isso significa que haverá apenas a venda de ações já pertencentes aos atuais acionistas, sem a emissão de mais papéis nem mudança no controle acionário.

Os responsáveis pela operação foram Itaú BBA (coordenador líder), BTG Pactual, Bank of America, UBS Brasil e a própria Caixa Econômica Federal.

Por que a Caixa Seguridade fez uma oferta secundária de ações

Nível mais alto de governança corporativa do mercado de capitais brasileiro, o Novo Mercado da B3 inclui as melhores empresas da bolsa segundo os critérios de transparência, desempenho financeiro e maior proteção aos acionistas e investidores.

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Um dos objetivos desta oferta de ações da Caixa Seguridade, inclusive, é adequar a empresa às normas do segmento de listagem de empresas com práticas mais rigorosas de governança corporativa.

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Pelas regras desse segmento, as empresas precisam ter, no mínimo, 20% das ações negociadas no mercado. O descumprimento dessa regra por um período prolongado de tempo pode fazer com que a listagem da empresa seja retirada do Novo Mercado.

Antes desta operação, a Caixa Econômica Federal detinha 82,75% das ações da Caixa Seguridade, que tinha 17,25% dos papéis em circulação, um pouco abaixo dos 20% exigidos.

(Com informações do Money Times)

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