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No caso da Gol, a companhia aérea divulgou o desempenho financeiro de novembro como demanda processo de Chapter 11 nos EUA
A Azul (AZUL4) terminou a sexta-feira (3) entre as maiores altas do Ibovespa em um dia no qual o principal índice da bolsa brasileira enfrentou uma tempestade: perdeu os 119 mil pontos e fechou o dia — e a semana — em baixa.
O desempenho das ações da companhia aérea indicavam os bons ventos que estavam por vir: a confirmação do acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e Secretaria Especial da Receita Federal com objetivo reestruturar o passivo fiscal da empresa.
O acerto envolveu uma readequação do montante devido e um reperfilamento do cronograma de pagamento, segundo a própria Azul.
Mais cedo, a imprensa já indicava que a Azul e a Gol (GOLL4) haviam firmado um acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU) para regularizar dívidas previdenciárias e fiscais no valor de cerca de R$ 7,5 bilhões — sendo cerca de R$ 5 bilhões relativos à Gol.
No fechamento, as ações da Azul subiram 2,47%, a R$ 3,73, a terceira maior alta do Ibovespa. Os papéis da Gol avançaram 0,73%, a R$ 1,38. Já o principal índice da bolsa brasileira terminou o dia em queda de 1,33%, aos 118.532,68 pontos.
Segundo a Azul, o valor total dos débitos renegociados é de cerca de R$ 2,9 bilhões.
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O montante, no entanto, será deduzido em mais de R$ 1,8 bilhão mediante a conversão de depósitos judiciais, utilização de prejuízos fiscais e efetivas reduções no valor dos juros, multas e encargos referentes aos créditos tributários.
O saldo remanescente, após as deduções, será pago em 60 meses para os débitos previdenciários e em 120 meses para os demais débitos.
Os efeitos do acordo, segundo a Azul, serão refletidos nas próximas demonstrações financeiras da companhia áerea.
As ações da Gol também terminaram em alta nesta sexta-feira, no entanto, a companhia aérea informou que o céu fechou para os seus negócios em novembro.
Após o fechamento do mercado, a Gol divulgou relatório operacional mensal contendo informações financeiras do período de 1 a 30 de novembro de 2024, apresentadas ao Tribunal de Falências dos Estados Unidos, conforme exigido durante seu processo de Chapter 11.
Vale lembrar que os dados são preliminares e não foram auditados pela Gol ou revisados.
No período, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 176 milhões, Ebitda de R$ 448 milhões e margem Ebitda de 26%. O Ebit foi de R$ 278 milhões, com margem de 16%. A receita líquida foi de R$ 1,739 bilhão.
Em novembro, a Gol tinha dívida líquida de R$ 31,023 bilhões. O caixa, equivalentes de caixa e aplicações de curto prazo, totalizavam R$ 2,206 bilhões e as contas a receber eram de R$ 3,672 bilhões.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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