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Patrick Fuentes

Patrick Fuentes

Jornalista formado pela ECA-USP, foi repórter de Economia na Folha de S.Paulo e na CNN Brasil. Atualmente, atua na cobertura de empresas no Seu Dinheiro.

VIVENDO E APRENDENDO

Bank of America projeta recuperação das empresas de educação e tem uma ação preferida do setor; saiba qual é

Para o BofA, a tendência é que a valorização continue, especialmente após desempenho que superou o Ibovespa em 35 pontos percentuais

Patrick Fuentes
Patrick Fuentes
9 de abril de 2025
17:34
Fachada do Bank of America (BOAC34)
Imagem: Shutterstock

Nunca é tarde para aprender, e o desempenho das ações de educação no Ibovespa pode ensinar como se recuperar e passar por uma nova valorização — ao menos de acordo com analistas do Bank of America (BofA). A YDUQS (YDUQ3) é a preferida do banco entre as empresas do setor listadas na B3.

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Entre os motivos para reavaliar o espaço dos papéis de educação está o desempenho que superou o Ibovespa em 35 pontos percentuais, segundo o relatório publicado nesta quarta (9). Para o BofA, a tendência é que essa valorização continue.

Após um longo processo de recuperação, as empresas estão finalmente gerando caixa, em consequência de um cenário de concorrência mais amena. Somado a isso, segundo o banco, há uma melhor relação de oferta e demanda, junto a uma combinação de cursos que favorece o repasse de preços e rematrícula.

A YDUQS, em especial, é a que mais possui espaço para a reavaliação, aponta o banco, uma vez que o lucro por ação consensual para 2025, de R$ 1,55, está abaixo da faixa de guidance, de R$ 1,70.

“Em nossa visão, o consenso ainda não reflete a recente gestão de passivos [da YDUQS], que reduziu o spread do custo da dívida para 1,2% ante 1,7% no quarto trimestre de 2023, o que ajuda a compensar parcialmente o ambiente de juros altos”, afirmam os analistas do BofA.

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Com isso, o banco manteve sua indicação de compra para os papéis e elevou o preço-alvo de R$ 15 para R$ 18.

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A expectativa para este ano, segundo o Bank of America, é que a empresa tenha um fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) de R$ 420 milhões. Entre os motivos estão a menor provisão para devedores duvidosos e repasse de custos nos polos, assim como uma composição mais favorável com aumento de cursos híbridos no ensino a distância (EAD).

Outras ações de educação podem ter a mesma recuperação

O Bank of America vê uma recuperação limitada para a Ânima (ANIM3) e a Cogna (COGN3).

A retomada do crescimento do segmento principal será o fator decisivo para impulsionar a Ânima, permitindo redução contínua no endividamento, mesmo com poucas oportunidades de corte de custos, avalia o banco.

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O crescimento esperado pelos analistas é de 5% na captação do primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2024, apoiado por um cenário mais favorável para cursos presenciais.

A recomendação para a Ânima é de compra, com preço-alvo de R$ 3,50.

VEJA MAIS: ‘Efeito Trump’ na bolsa pode gerar oportunidades de investimento: conheça as melhores ações internacionais para comprar agora, segundo analista

No caso da Cogna, é levemente diferente, uma vez que o BofA vê uma potência para valorização limitada, mantendo uma recomendação neutra e com preço-alvo de R$ 2,20.

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Já a Vasta Educação (VSTA) foi a única empresa do setor que teve a indicação de venda, com o BofA aumentando o preço-alvo de R$ 2 para R$ 2,20.

As demais empresas do setor mantiveram a recomendação de compra, com os seguintes preços-alvo:

  • Afya (AFYA): sem alteração, R$ 24
  • Vitru (VRU3): sem alteração, R$ 12
  • Cruzeiro do Sul (CSED3): foi de R$ 5,50 para R$ 5
  • Ser Educacional (SEER3): foi de R$ 7 para R$ 8.

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